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Capital

Sem vaga em UTIs, obstetrícia e cirurgia, Santa Casa restringe pronto-socorro

Santa Casa não receberá a demanda espontânea e vai pedir nova regulação os que não se enquadrem em casos de gravidade

Por Silvia Frias | 05/01/2021 11:46
Profissional acompanha estado de saúde de paciente na Santa Casa (Foto: Divulgação)
Profissional acompanha estado de saúde de paciente na Santa Casa (Foto: Divulgação)

Com ocupação a níveis críticos, a Santa Casa de Campo Grande decidiu restringir atendimento no Pronto-Socorro apenas a pacientes regulados e com referência exclusiva ao hospital. A medida é válida por 24h, depois de semana em que a instituição chegou a alcançar taxa de 130% de ocupação na UTI geral adulto, por exemplo.

Na prática, isso significa que o hospital vai deixar de receber a chamada demanda espontânea, quando o paciente se encaminha diretamente ao local.

De 30 de dezembro até hoje, a média é de 103 pacientes/dia, vindos da regulação, bombeiros, Samu e demanda espontânea. Neste período, das 389 solicitações de transferência, 192 foram “vaga zero”, por conta da gravidade.

O comunicado foi divulgado há pouco, em que relata que é medida temporária para “minimizar os riscos de desassistência aos pacientes internados”. Os 30% acima da capacidade estavam/estão aguardando vagas na UTI Geral adulto.

Por conta da lotação, serão priorizados os pacientes gravemente queimados, politraumatizados, com risco neurológico e cardiovasculares com necessidade de cirurgia.

Os que forem encaminhados via Corpo de Bombeiros e Samu que não se enquadram nessa lista vão receber o primeiro atendimento, mas será pedida nova regulação para que seja encaminhado para outro hospital.

Nesta manhã, o PS da Santa Casa estava com seis pacientes em ventilação mecânica e um em ventilação manual (ambú) desde às 5h30. Outros 8 estão em respiração espontânea.

No centro cirúrgico, das 16 salas, 6 delas estão interditadas com pacientes graves sedados e intubados, aguardando leito de terapia intensiva. Essa ocupação influencia diretamente no fluxo normal de cirurgias no setor.

Segundo hospital, no centro obstétrico, das 3 salas, 2 estão ocupadas com pacientes recém-nascidos e que aguardam leito de UTI Neonatal. Um desses, está à espera há uma semana.

A área destinada aos pacientes com covid está com 27 dos 30 leitos ocupados.

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