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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

18/11/2014 17:42

Só queria que ele desmaiasse, afirma acusado de matar professor

Filipe Prado
Cleiton contou que a morte não foi premeditada pelos dois (Foto: Alcides Neto)Cleiton contou que a morte não foi premeditada pelos dois (Foto: Alcides Neto)

Os dois acusados de matar o professor da escola estadual Joaquim Murtinho, Francisco Borges da Silva, 39 anos, conhecido como Zico, afirmaram que não tiveram esta intenção, somente fazer com que a vítima desmaiasse. Cleiton Cabral da Silva, 25, contou ao Campo Grande News que eles precisavam de dinheiro, por isso efetuaram o crime.

De acordo com o delegado Edilson dos Santos, da Delegacia de Homicídios, há cerca de 15 dias Marcelo Villalba Rodrigues, 23, e Cleiton trocavam mensagens via Whatsapp com o educador e no dia 9 marcaram um encontro.

Após se reunirem nas proximidades do Terminal General Osório, os três se dirigiram para uma pousada, onde Marcelo efetuou uma “mata leão” e matou Zico. “Não era nossa intenção, queria que ele desmaiasse”, revelou Cleiton.

O acusado disse que o crime foi planejado pelos dois, porém a morte foi ocasionada pelo impulso. “Nós matamos ele. Claro que estou arrependido”, admitiu Cleiton. O autor do golpe, Marcelo, não quis se pronunciar sobre o crime.

Cleiton ainda contou que eles conseguiram o telefone o professor após uma conversar no Bate Papo do site do UOL, onde eles atraíam as vítimas, sempre perguntando era a marca do carro que a pessoa possuía. O delegado ainda assegurou que os dois não possuíam carros e sempre andavam a pé.

 

Marcelo, que efetuou o golpe, não falou com a imprensa (Foto: Alcides Neto)Marcelo, que efetuou o golpe, não falou com a imprensa (Foto: Alcides Neto)

O delegado alegou que os dois efetuaram o latrocínio, pois os acusados precisavam de dinheiro. “Eu faço alguns corres, uns bicos”, admitiu Cleiton sobre a sua profissão. Mas os dois não conseguiram um comprador para as peças do veículo VW Gol branco, com apenas três meses de uso.

Outra opção era atravessar a fronteira do Brasil com o Paraguai e vender o carro na cidade vizinha, mas não conseguiram nenhum contato com um possível comprador.

Dos Santos explicou que esta não foi a primeira tentativa de roubo. Através do mesmo esquema, eles atraíram outra pessoa, porém não conseguiram efetuar o roubo. Porém Cleiton afirmou que essa teria sido a primeira vez que eles realizaram o crime.

Os acusados foram autuados em flagrante, acusados de latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver. Eles podem pegar uma pena de até 30 anos de prisão.



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