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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

27/08/2018 13:33

STJ solta 3 envolvidos em golpe milionário; advogada segue presa

Golpe envolvia negociação de uma propriedade rural em Tangará da Serra (MT) no valor de R$ 5,5 milhões

Guilherme Henri
Trio envolvido em golpe preso na sede do Garras em Campo Grande (Foto: Assessoria Polícia Civil)Trio envolvido em golpe preso na sede do Garras em Campo Grande (Foto: Assessoria Polícia Civil)

Três suspeitos de estarem envolvidos com o golpe milionário contra um idoso do Rio de Janeiro devem ser soltos a qualquer momento em Campo Grande. Deucineide Souza Custódio, Ronei Oliveira Pégora e José Geraldo Tadeu de Oliveira estão presos desde o dia 4 de julho. No entanto, a advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, apontada pela polícia como mentora do golpe continua na prisão.

Conforme o advogado, Wilson Tavares de Lima o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deferiu o recurso do pedido de hábeas corpus de Deucineide. Como os outros dois suspeitos estavam na mesma situação processual a medida também se estendeu a eles.

O pedido de hábeas  corpus de Deucineide chegou a ser negado na esfera estadual e sua defesa encaminhou recurso ao STJ sendo concedido pelo ministro Sebastião Reis. A decisão é da última quinta-feira (23), no entanto, o trio continua no Presídio de Trânsito da Capital e pode ser solto a qualquer momento.

Além disso, Wilson também é defensor da advogada Emmanuelle. Segundo o defensor, Emmanuelle continua presa, porém o seu recurso pode ser apreciado a qualquer momento.

“Estou confiante de que minha cliente também será solta. Ela já devolveu R$ 2 milhões e colocou seus bens a disposição para garantir o ressarcimento da diferença”, destacou.

Golpe – O golpe envolve a negociação de uma propriedade rural em Tangará da Serra (MT). Conforme as acusações, Emmanuelle foi citada como advogada do suposto proprietário da fazenda, que executou a vítima e usava o nome falso de João Nascimento dos Santos –tratando-se, na verdade, de José Geraldo Tadeu de Oliveira.

O negócio teria sido fechado com base em promissórias que usavam assinaturas falsas da vítima. Até os carimbos do cartório foram falsificados, conforme apontam as investigações.

A vítima descobriu o golpe no fim de 2017, quando foi alvo de bloqueio na ordem de R$ 5,5 milhões. Ele acionou sua advogada a fim de apontar a fraude. Contudo, um recurso derrubou o bloqueio e direcionou o dinheiro para uma conta que pertenceria à advogada investigada. Os valores foram distribuídos em outras contas bancárias.



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