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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

24/05/2016 15:25

Superintendência do Trabalho apura se obra que muro caiu tinha irregularidades

Operário morreu com desabamento. Registros de funcionários, projetos, responsabilidade da segurança e parte técnica serão verificadas pelo órgão

Leandro Abreu e Viviane Oliveira
Muro caiu sobre dois operários nesta segunda-feira, em Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes)Muro caiu sobre dois operários nesta segunda-feira, em Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes)

A SRTE/MS (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso do Sul) está apurando se havia irregularidades na obra em que um muro desabou e soterrou o trabalhador João Ribeiro Carapia, 48, que morreu no local. Registros de funcionários, projetos, responsabilidade da segurança e parte técnica da obra serão verificadas pelo órgão.

Somente em 2015, conforme a superintendência, cerca de 5,8 mil acidentes de trabalho acorreram em Mato Grosso do Sul. No total foram 21 mortes no Estado, sendo sete em Campo Grande. Todos os dados são de acidentes ocorridos durante a atividade do trabalhador. Nenhum caso aconteceu durante o trajeto entre a residência e o local de trabalho. Neste ano ainda não foram contabilizados acidentes e mortes durante o trabalho, pois a Previdência Social que encaminha essas informações ainda não repassou à superintendência.

De acordo com o auditor-fiscal do trabalho, Maurício Martinez, o engenheiro responsável pela obra em que o muro desabou iria ser ouvido nesta terça-feira (24), mas o advogado entrou em contato afirmando que ele ainda está muito abalado pelo acidente e remarcou para próxima semana.

“Vamos verificar se os empregados estavam registrados, se a empresa tinha os projetos, a parte da segurança, anotação de responsabilidade técnica e se tinha um responsável pela obra que fez o projeto de execução. Ontem fomos no local, mas só tiramos fotos por cima do muro. Devemos ir novamente nos próximos dias e solicitar também uma cópia do inquérito da Polícia Civil”, disse.

Ainda conforme a superintendência, o objetivo é saber se as medidas de segurança foram tomadas, pois há também uma informação de que o muro que desabou estava condenado. “No final disso vamos chegar em uma causa e se houve irregularidades. E nesse caso, acionamos a AGU (Advocacia Geral da União) e o MPT (Ministério Público do Trabalho), para propor uma Ação Civil Pública ou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta)”, detalhou o auditor-fiscal.

João Ribeiro e mais um colega, Oli Martins de Souza, 46, faziam uma escavação de um buraco para construção de outro muro, quando o antigo desabou e caiu sobre os dois, na manhã de ontem, na Rua Presidente Dutra, no Bairro Monte Castelo. Oli sofreu luxação no tornozelo e fraturou três dedos do pé. Ele aguardava por cirurgia na Santa Casa até a manhã de hoje.



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