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Capital

Suspeito de matar subtenente tem histórico de violência desde os 18 anos

Inclui homicídio, roubos e perseguição; ex-companheiras relatam ameaças e agressões

Por Gabi Cenciarelli | 06/04/2026 17:35
Suspeito de matar subtenente tem histórico de violência desde os 18 anos
Gilberto Jarson no local do crime (Foto: Paulo Francis)

Preso suspeito de matar a subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, o pintor Gilberto Jarson tem um histórico marcado por violência que começa ainda na juventude e se estende por diferentes tipos de crime.

RESUMO

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Gilberto Jarson, suspeito de matar a subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, tem histórico de crimes desde 1994, quando foi indiciado por homicídio. Com registros de roubos, formação de quadrilha e violência doméstica, ele foi preso após a morte da vítima, encontrada com um tiro na cabeça em Campo Grande. A delegada responsável investiga o caso como suspeita de feminicídio.

Em 1994, com 18 anos ele foi indiciado por matar Alcides Romeiro Paulo. Na época, os relatos foram de que o crime ocorreu por ciúmes de uma ex-namorada. O caso, ocorrido há décadas, teria sido o primeiro registro de um comportamento agressivo que se repetiria ao longo dos anos.

A partir de 2008, o nome dele passa a aparecer de forma recorrente em processos por roubo. Em um dos casos, ele e outros dois comparsas foram acusados de invadir uma residência e fazer vítimas reféns.

No mesmo ano, há ao menos outros três registros de roubos com participação de múltiplos envolvidos, sempre com atuação em grupo. Em um dos episódios, ele aparece ao lado de quatro comparsas; em outro, com três; e em mais um caso, novamente em ação coletiva, indicando um padrão de crimes organizados.

Já em 2009, ele volta a ser citado em novo caso de roubo, desta vez com outros quatro envolvidos. Ainda no mesmo período, também respondeu por formação de quadrilha, hoje tipificada como organização criminosa, ao lado de mais seis réus.

Depois de alguns anos sem registros públicos de crimes patrimoniais, o histórico volta a aparecer em outro contexto.

Suspeito de matar subtenente tem histórico de violência desde os 18 anos
Marlene foi encontrada morta na casa onde morava (Foto: Redes Sociais)

Em 2016, há ao menos quatro registros de violência doméstica e ameaça, o que reforça um padrão de agressividade também nos relacionamentos. Procurada pela reportagem, pelo menos uma mulher que se relacionou com ele afirma ter muito medo de se expor publicamente e prefere não conceder entrevistas.

Segundo ela, o receio está ligado à possibilidade de represálias e até de o suspeito voltar às ruas. Mesmo sem se identificar, elas descrevem o homem como agressivo, com histórico de ameaças, crises de ciúmes e episódios de descontrole ao longo dos relacionamentos.

Suspeito de matar subtenente tem histórico de violência desde os 18 anos
Arma e munições recolhidas no local (Foto: Paulo Francis)

Prisão - No caso mais recente, Gilberto Jarson foi preso após a morte da subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde morava, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I, em Campo Grande.

Ela estava fardada e havia retornado para o imóvel no horário de almoço quando foi morta, nesta segunda-feira (6).

No local, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre o que teria acontecido. Inicialmente, afirmou que a subtenente tentou tirar a própria vida com um revólver da corporação e que ele tentou impedir o ato.

A versão, no entanto, mudou ao longo do atendimento da ocorrência e entrou em conflito com relatos de testemunhas, que indicam que ele foi encontrado com a arma em mãos.

Diante das inconsistências, Gilberto foi preso e encaminhado para a delegacia. Ele foi levado algemado, sob forte comoção de moradores da região, que chegaram a gritar “assassino” durante a saída do local.

A delegada adjunta da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Analu Ferraz, afirmou que, apesar de não haver registros anteriores de violência envolvendo o casal, há elementos suficientes para que o caso seja tratado como suspeita de feminicídio.

O caso segue em investigação.

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