Candidatos fazem abaixo-assinado e pedem reaplicação de prova após falta de luz
Grupo aponta prejuízo por falha durante aplicação no IFMS e organiza mobilização por nova avaliação

Candidatos ao cargo de analista do concurso da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) iniciaram, nesta segunda-feira (6), um abaixo-assinado pedindo a reaplicação da prova realizada no período vespertino do dia 29 de março. O documento reúne, até o momento, 28 assinaturas e será encaminhado à FFC (Fundação Carlos Chagas), banca organizadora.
RESUMO
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Candidatos ao concurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul iniciaram um abaixo-assinado pedindo a reaplicação de prova realizada em 29 de março, após falta de energia no local de aplicação, em Campo Grande. Com a queima de um alternador, parte do exame foi realizada no escuro, com uso de lanternas. O documento, com 28 assinaturas, será enviado à Fundação Carlos Chagas, banca organizadora do certame.
Segundo os candidatos, a aplicação do exame foi prejudicada por falta de energia no IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, após a queima de um alternador. Com isso, parte da prova teria sido feita no escuro, com uso de lanternas, o que, conforme o grupo, comprometeu a isonomia do processo.
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No texto do abaixo-assinado, os candidatos afirmam que “muitos realizaram grande parte do exame no escuro, utilizando lanternas”, e defendem que a situação comprometeu “significativamente as condições adequadas e isonômicas de realização da prova”. Diante disso, pedem a reaplicação, especialmente para quem foi diretamente afetado.
A advogada Talita Souza, de 30 anos, uma das responsáveis pela mobilização, afirma que a iniciativa busca dar visibilidade ao problema e reforçar denúncias já encaminhadas ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
“Eu resolvi fazer porque a Assembleia Legislativa só mandou a gente entrar em contato com a FCC, que eles não eram responsáveis pela aplicação da prova. A FCC disponibilizou o recurso quanto à aplicação da prova, mas até agora nada de resposta. A gente tem o intuito de anexar em uma das diversas denúncias feitas ao MP”, disse a advogada.
Talita afirma ainda que se sente "péssima", porque se preparou para o momento. "Eu fiz duas provas no dia, não almocei para no início da prova o alternador estourar, eles não dão nenhuma explicação, depois eu volto do banheiro mandam a gente pausar a prova e depois uma senhora vem e diz que simplesmente ligaram para a sede da FCC em São Paulo e orientaram que retomassemos a prova e que seria restituído o tempo ao final".
A advogada relata ainda que faltando uma hora para encerrar a prova, um rapaz chegou com uma luz pequena de led para que os candidatos pudessem enxergar e terminar o exame. "Eles tem que reaplicar para gente, fomos muito prejudicados, ainda mais pessoas como eu que usam óculos”, desabafa.
Talita relata ainda que os candidatos procuraram a FCC, responsável pela organização do concurso, por vários dias e que foram abertos recursos quanto à aplicação da prova, mas os candidatos foram informados de que uma resposta deve ser apresentada apenas no fim de abril ou início de maio.
Os candidatos também afirmam que buscaram a Alems pelas redes sociais, mas foram orientados a tratar diretamente com a banca organizadora. Já o Ministério Público teria indicado o registro formal de denúncias.
A reportagem entrou em contato com a Fundação Carlos Chagas e com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, mas, até a publicação, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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