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Capital

Suspeito nega ter fugido da Justiça e pergunta: "será que procuraram direito?"

Envolvido em morte de chargista afirmou que mora na mesma casa onde foi preso em 2020 e que nenhum oficial foi à residência

Por Ana Oshiro | 17/02/2021 10:35
Corpo de chargista foi encontrado em pedaços queimados (Foto: Kísie Ainoã)
Corpo de chargista foi encontrado em pedaços queimados (Foto: Kísie Ainoã)

João Victor Silvestre de Azevedo Leite, de 21 anos, acusado de ter sumido após se tornar réu junto a mãe pela morte do chargista Marcos Antônio Rosa Borges, de 54 anos, em novembro de 2020, informou que nunca foi procurado pela justiça de Mato Grosso do Sul e que não sumiu em momento nenhum.

"Fiquei sabendo que eu sumi, mas em momento nenhum eu sumi, trabalho e moro no mesmo lugar que fui preso, como que não me acharam? Ou não procuraram direito? Não tem como eu fugir", disse o jovem em entrevista por telefone ao Campo Grande News, na manhã desta quarta-feira (17).

De acordo com João, o oficial de justiça foi até a rua onde o irmão dele mora, mas não chegou a falar com ninguém pois não encontrou a casa. "Meu irmão disse que tava chegando em casa e viu uma pessoa diferente, com papelada na mão, falando com uma vizinha, ele ainda ficou esperando na frente de casa pra ver se era com ele, mas a pessoa foi embora", contou João.

Ele é acusado de ajudar a mãe, a massagista Clarice Silvestre de Azevedo, de 44 anos, a esquartejar o corpo do chargista, colocar em malas, jogar num terreno e atear fogo. João é réu por ocultação de cadáver e também por concurso de pessoas, mas não recebeu a intimação para comparecer ao tribunal e responder à acusação.

"Estou aqui para pagar meu erro, não tem como voltar atrás. Momento nenhum vou fugir, estou aqui assumindo meu erro e vou pagar por ele", explicou João, após ser acusado de sumir. O jovem ainda explicou que a esposa, grávida de 9 meses, fica em casa o dia todo e que nenhum oficial de justiça foi ao local.

"Se tivessem ido na minha casa podiam ter falado com ela, e ela me ligaria. Eu trabalho perto de casa, teria ido lá receber a intimação", desabafou João, que afirmou que vai procurar a justiça ainda hoje para explicar como chegar no endereço que reside, e que vai continuar esperando a intimação chegar.

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