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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

01/02/2014 09:21

Taxa de comercialização elevou valor de shopping em 30%, diz TJMS

Edivaldo Bitencourt
Justiça adquiriu Shopping 26 de Agosto, que não deu certo e causou prejuízo a dezenas de investidores (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)Justiça adquiriu Shopping 26 de Agosto, que não deu certo e causou prejuízo a dezenas de investidores (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) divulgou, ontem, nova nota para explicar o valor pago pela aquisição do prédio do Shopping 26 de Agosto. O órgão cita quatro avaliações feitas para definir a indenização pelo centro comercial, que fracassou e frustrou o investimento de dezenas de lojistas. Também destaca que o valor teve acréscimo de 30% como “fator de comercialização”, o que elevou o custo final de R$ 29,9 milhões para R$ 38,870 milhões.

Conforme o tribunal, as avaliações definiram quatro valores: R$ 38,870 milhões, R$ 39,101 milhões, R$ 41,684 milhões e R$ 51,199 milhões. Os laudos foram fornecidos pelo ex-proprietário do imóvel, Rubens Salim Saad, pelo equipe do Governo estadual e por dois profissionais indicados pelo Crea/MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).

Ontem, o Campo Grande News publicou matéria em que consta que o decreto cita uma área de 4.465 metros quadrados para a desapropriação. No entanto, Saad argumenta que o shopping tem 13,3 mil metros quadrados de área construída.

O engenheiro civil e perito Vinícius Coutinho explica que a diferença pequena nos arbitramentos é normal e se deve à inexistência de outros prédios de mesmo porte para fazer a devida comparação de mercado. “Para ser coerente, a variação normal seria algo em torno de 5 a 10%. Se for avaliado por diversos engenheiros, cada um chegará a um valor diferente, mas semelhante”.

Na nota, o Tribunal de Justiça tenta desqualificar a avaliação de que o metro quadrado na região é de R$ 3.836,00. Sem citar os dados, o órgão, por meio da assessoria de imprensa, menciona fala de Vinicius Coutinho, na qual ele destaca que somente engenheiro ou arquiteto poderiam fazer a avaliação do valor do Shopping 26 de Agosto.

O TJMS ainda descrimina os valores pagos pelo empreendimento. Foram R$ 6,460 milhões pelo terreno de 4.465 metros quadrados, o que equivale a R$ 1.446,00 pelo metro quadrado do lote. Mais R$ 23,4 milhões pelas benfeitorias.

Apesar do shopping ter fracasso, o Tribunal de Justiça destaca que foi acrescida uma taxa de 30% sobre o “fator de comercialização”. Este fator representa acréscimo de R$ 8,970 milhões, elevando o custo final de R$ 29,9 milhões.
“Fizemos uma ampla análise e houve bastante discussão para chegarmos a esse número, que consideramos o mais justo”, considera o engenheiro Eduardo Aleixo.

O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul contará com a estrutura para viabilizar as instalações de órgãos que compõem o Poder Judiciário, tais como Juizados Especiais, Núcleo de Solução de Conflitos e Escola Judicial do Estado de Mato Grosso do Sul.



Segundo o laudo, o Fator de Comercialização foi determinado em função da conjuntura do mercado imobiliário na época da avaliação, considerado o empreendimento com grande estrutura e idade de 3 anos, definido este fator em trabalho técnico do Eng. Joaquim da Rocha Medeiros. =)
 
Jovana Somensi em 03/02/2014 12:55:27
Alguém leu a nota oficial do TJMS? Pelo que eu saiba, esse prédio está sob mira do Governo (pra quem não sabe, o tj não pode desapropriar, pois não detém personalidade jurídica própria) faz muito tempo, pois nós, cidadãos temos interesse em um prédio que vai atender ao juizado especial (que hoje está em péssimas condições) e demais instalações.
A questão é? A avaliação de menos de 3000 reais o m2 está fora ou não dos padrões de mercado? Alguém aqui compra um apartamentinho da MRV por menos que isso?
 
Hélio de Lima em 03/02/2014 03:02:37
Como tentar explicar o inexplicável, o que são 10 milhõezinhos? 10 a mais 10 a menos...
 
Joel Guimarães em 02/02/2014 08:35:08
Essa desapropriação está sendo rápida demais, quando se procede dessa forma dá-se margem para uma serie de manobras para beneficiar interesses certos.
 
jesus ribeiro em 02/02/2014 00:46:55
è Thiago, e vai te muita gente "ganhando" com essa avaliação absurda!!
 
LUIZ CARLOS em 01/02/2014 21:19:09
Thiago, já que o dinheiro vai sair do seu bolso, compra o prédio, só de estacionamento é perigoso vc recuperar o seu investimento.
 
Luiz Inacio de souza em 01/02/2014 21:16:17
Fator de comercialização? O que é isto gente? Aumento de quase 10 milhões pelo fator de comercialização? Para quem o TJ perderia aquele elefante construído? Para quem os proprietários iram vender aquilo?Sei não? Este fator de comercialização me parece que tem outro nome. Puxa 30%? Aumentou o percentual do fator de comercialização, hein? Antigamente o fator era de 10%. Não tem nenhum Promotor de Justiça disponível para investigar isto? Que tal uma ação civil pública com levantamento do gasto efetuado pelos empresários. Valor de mercado do imóvel e apuração deste tal de fator de comercialização? E como fecharam rápido o negócio, hein? Tipo do negócio imperdível.
 
José Carlos Vinha em 01/02/2014 21:03:28
ahã.$$$$$$$$$$.
 
adolfo dhendu em 01/02/2014 14:38:58
Que negócio bom esse hein! Nunca que esse prédio vale mais de trinta milhões...nunca........nunca.....e esse dinheiro vai sair do meu bolso!!!!!!!!!!!!!!!!
 
Thiago de Souza em 01/02/2014 11:57:29
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