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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

12/01/2012 19:05

Temporais afetam energia elétrica e atendimentos sobem 450% na Capital

Fabiano Arruda
Queda de árvores é o principal vilão na interrupção de energia elétrica. (Foto: Simão Nogueira)Queda de árvores é o principal vilão na interrupção de energia elétrica. (Foto: Simão Nogueira)

Bastou os temporais surgirem em Campo Grande que a falta de energia elétrica é registrada em diversos bairros e também no Centro.

Em três dias, do último domingo até terça-feira, foram 1.263 atendimentos registrados pela Enersul, sendo que o maior número de ocorrências foi 670 na terça, o que representa alta de 450% dos casos, já que a média normal num dia é de 120.

Ao Campo Grande News, leitores comentaram nesta semana sobre o problema. Segundo Sandra Justi, a energia elétrica no bairro Universitário foi interrompida por volta das 14 horas da última terça-feira e, sete horas depois, ainda não havia sido restabelecida.

“Gostaria de saber o que anda acontecendo na nossa cidade, pois constantemente tem havido falta de energia elétrica, principalmente nos dias de chuva”, questionou, por sua vez, Alexandre Rodrigues.

Já Vivyan Karolyne Silva Matos garantiu que seu pai teve a televisão e o computador queimados com a oscilação. “A enersul arruma?”, indaga.

Problema não é a rede - Especialistas apontam que o transtorno da falta de luz que afeta a população não está ligado à qualidade da rede de energia elétrica na Capital, mas a fatores externos.

Para o professor do curso de Engenharia Elétrica da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Amâncio Rodrigues da Silva Júnior, as ocorrências nesta época do ano são comuns, sobretudo, pelos fortes ventos e descargas atmosféricas.

“Não só a rede de energia elétrica como a de telecomunicações é influenciada”, pontuou, destacando a qualidade da estrutura física de distribuição em Campo Grande. “Algo estaria errado se começasse a faltar energia elétrica de forma mais constante”, complementa.

Conforme o professor Romualdo Sanches, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Uniderp, fatores externos, como galhos e outros objetos, acabam por causar curto-circuito na rede e a interrupção do serviço.

Para ele, uma das saídas para minimizar as ocorrências está na troca da troca de cabos nus, sem proteção, por cabos compactos, material utilizado em regiões de Campo Grande como a avenida Eduardo Elias Zahran e bairro Monte Libano, explica.

A rede compacta é mais confiável e minimizaria as perdas e até furto de fiação, diz o professor, no entanto, o investimento é alto.

Bairro Itanhangá foi um dos mais afetados pelo temporal no último domingo. (Foto: Simão Nogueira)Bairro Itanhangá foi um dos mais afetados pelo temporal no último domingo. (Foto: Simão Nogueira)

Outro lado - Segundo o chefe de operações da Enersul, Adilson Panizza, o vento forte foi o maior responsável pelo número de atendimentos em Campo Grande nesta semana.

Questionado se a rede de distribuição é “frágil” na Capital, retrucou. “Não. É robusta”.

No domingo, foram 188 atendimentos e uma das regiões mais afetadas foi o bairro Itanhangá Park. Um dia depois, o número subiu para 405 ocorrências e as regiões mais atingidas foram o Aero Rancho e as Moreninhas. Na terça a marca chegou a 670, afetando mais diretamente novamente a região das Moreninhas, além dos bairros Los Angeles e Universitários.

“Terça-feira demandou cinco vezes mais o atendimento. Mobilizamos nossas equipes para o restabelecimento da carga e todas as reclamações são atendidas”, disse Panizza.

Ele ainda considerou positiva as ações do Plano Verão, lançado pela concessionária no ano passado, e que anunciou serviços preditivos para esta época do ano.

“Acompanhamos as descargas atmosféricas por meio dos boletins meteorológicos, mas nunca se sabe o local exato de onde vai ocorrer. Então, não esperamos acontecer para mobilizar as equipes”, explica.

Panizza esclarece que o tempo médio de restabelecimento do serviço varia por ocorrência, contudo, no caso do bairro Itanhagá a média de resposta foi de 40 minutos, informa.

O chefe de operações da Enersul ainda acentua que casos de quedas de árvores são mais complexos, já que, em alguns casos, as equipes da concessionária dependem também do auxílio do Corpo de Bombeiros.



O serviço da Enersul não está a maravilha citada pelo engenheiro da empresa. Se existe demora e algumas vezes a demanda precisa do Corpo de Bombeiros para o corte das árvores, porque a enersul, já prevendo que neste período a demanda é maior, não contrata mais pessoas para fazer esse serviço, afinal este custo já deve estar embutido no valor que pagamos todos os meses. Estariam economizando?
 
Solange J. Fernandes em 13/01/2012 12:53:25
Olha o estado desta arvore cheia de cupim.
 
luiz carlos em 13/01/2012 09:35:09
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