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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/10/2013 08:37

Teste da PRF feito em quadra de esportes deixa candidatos revoltados

Mariana Lopes
Teste da PRF feito em quadra de esportes deixa candidatos revoltados

Revoltados com a situação na qual foi aplicado o TAF (Teste de Aptidão Física) do concurso público da PRF (Polícia Rodoviária Federal), candidados de Mato Groso do Sul recorrem ao Ministério Público Federal e à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para pedirem nulidade da prova, realizada no último domingo (29), na quadra de esporte do Poli Esportivo Dom Bosco, em Campo Grande.

Segundo o candidato Jean Carlos da Silva, 26 anos, o TAF deveria ser aplicado na pista de atletismo do Poli Esportivo, mas foi realizada na quadra por causa da chuva. Conforme mostra no vídeo, foram colocados cones que indicavam a medida da quadra. Para os homens, a prova era de 2.300 metros, que deveriam ser feitos em 12 minutos. Enquanto as mulheres tinham que completar um percurso de 2.000, no mesmo tempo.

"Fizemos o cálculo e concluímos que teríamos que dar 23 voltar. Considerando que a quadra tem quatro quinas de 90º, teríamos que fazer 92 viradas, é quase uma prova de tiro e não de circuito,onde é necessária a frenagem para virar,ou seja, não permite o desenvolvimento da corrida em um ritmo frequente", pontuou Jean Carlos.

O TAF foi realizado das 8h às 18h, com várias baterias, de 10 a 15 candidatos. A candidata Luciana Helena do Amaral Gonçalves, 30 anos, por exemplo, contou que correu sozinha com 14 homens. "Eram todos os candidatos em um espaço de mais ou menos três metros, um atropelava outro", descreveu Luciana.

Outro problema apontado pelos próprios candidatos foi o piso da quadra, que é escorregadio e necessitaria de um tênis adequado. "Escorregava absurdamente, a corria e tinha que frear para fazer a virada, tudo isso perdeu tempo, eu fiquei por 30 metros, muito pouco", reclamou Luciana.

"Muda completamente a dinâmica da prova, o piso da quadra não absorve o impacto da corrida, só completou quem estava correndo acima da média, quem estava dentro da média, não conseguiu", ressaltou Jean Carlos, que correu 2.070 metros do percurso.

Lucaiana afirmou ainda que educadores físicos analisaram o TAF e acharam incorreto o que aconteceu. "É um concurso nacional e o nosso estado foi prejudicado, umas 20 pessoas reprovaram na corrida, candidatos de outras regiões nos mandaram fotos de como foi a pista na qual correram, e não há comparação", destacou Luciana. 

"Protocolamos uma representação no MPF, encaminhei uma parecida para a OAB e soube também que teve um candidato que protocolou requerimento na PRF, queremos justiça", reforçou Jean Carlos.

Como a prova foi aplicada pelo Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos), da UnB (Universidade de Brasília), a Polícia Rodoviária Federal não se manifestou sobre a situação. A reportagem do Campo Grande News entrou em contato também com a assessoria de imprensa do Cespe, que, até o fechamento desta matéria, não respondeu sobre o ocorrido.

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Os fracos que se arrebentem....
 
Alex André em 07/10/2013 15:45:03
Assim como em MS o pessoal foi prejudicado na corrida, no Brasil inteiro muitos foram prejudicados por realizarem o teste de impulsão horizontal na areia fofa. O edital previa piso rígido, plano e uniforme. (e nada de dizer que é para evitar lesões nem para fazer a marcação pois em 2012 no concurso do edital de 2009 fora feito o previsto - PISO RIGIDO). Quem treinou de acordo com o edital sentiu-se prejudicado (como o meu caso). Aterrizar em piso rígido é completamente diferente do que na areia que afunda aproximadamente 12cm (se fosse para marcar o ponto de aterrizagem, uma camada de 1cm ja bastava) Estamos indignados!!!! Você estudar anos para uma prova e reprovar por essas irregularidades. Senhores avaliadores somente façam o que está escrito no edital!!!!!!!!!! Simples!
 
Marciel Lenfers em 07/10/2013 13:48:09
Como dá B.O os concursos da PRF!
 
Ronaldo Pissurno em 07/10/2013 06:46:56
Local para realizar esse tipo de prova, certamente fora( pret. + q. perf.) organizado por pessoas sem noção nenhuma de espaço, tempo e qto menos de distância, pessoas totalmente sem ideias, cabeças ocas, se essa moda pega, vão realizar provas dessas, dentro de uma igreja, na pista de dança de uma boate qualquer da vida, e dentre outros lugares absurdos, isso é uma falta de respeito e consideração p/ com os candidatos, oh!! organizadores de meia tigela, prestem atenção!!
 
jose pantaneiro em 06/10/2013 22:40:05
teria que ser adiado esse taf no brasil tudo é levado na palhaçada
 
ediney da silva em 06/10/2013 19:34:23
Não respeitaram o edital, o lugar é inadequado para o TAF.
 
Antonio Carlos em 06/10/2013 18:00:02
Isso só prova o quanto os exames de concurso são falhos. Começando pelos concurseiros que querem garantir sua vida fácil. Pra mim, a primeira prova deveria ser o exame psicológico, principalmente para as polícias. Já filtraria uns 60% de candidatos despreparados, só restando quem realmente tem condições de assumir a posição. Depois fariam as provas teóricas e práticas.
 
Leonardo Reis em 06/10/2013 16:42:20
Um verdadeiro ABSURDO!
 
João Silva em 06/10/2013 15:43:30
Esse é um assunto para o qual cabe Mandato de Segurança!
Mãos á obra, senão haverá prejuízo para os candidatos.
 
EDSON TROMBINE LEITE em 06/10/2013 13:44:55
A cada dia ganhamos mais adeptos a nossa causa. Impossível não se indignar com a forma desigual com que fomos avaliados. O MPF ajuizou Ação Civil Pública, e nessa semana o Magistrado deve se manifestar. Em nome de todos os colegas prejudicados, agradeço ao Campo Grande News pela divulgação. Parabéns aos colegas pela ótima organização e empenho.
 
Jean Carlos Cunha em 06/10/2013 12:57:52
Absurdo!!!! Causa ganha no Judiciário
 
Marcello Maidame em 06/10/2013 09:05:12
imagem transparente

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