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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/03/2011 10:57

Testemunha e imagens indicam que lutador teve intenção de matar

Nadyenka Castro e Ricardo Campos Jr.

Rapaz agrediu segurança quando ele já se sentia mal

Acompanhado por advogado, Christiano prestou depoimento nessa segunda-feira e saiu com o rosto escondido pela camiseta. (Foto: João Garrigó)Acompanhado por advogado, Christiano prestou depoimento nessa segunda-feira e saiu com o rosto escondido pela camiseta. (Foto: João Garrigó)

O relato de uma testemunha e 24 segundos de imagens feitas pelas câmeras da casa noturna onde trabalhava o segurança Jefferson Bruno Escobar, 23 anos, foram decisivos para que a Polícia Civil entendesse que o lutador de jiu-jitsu Christiano Luna de Almeida, de 23 anos, teve intenção de matar o trabalhador. Com isso, o bacharel em Direito pode ser levado a júri popular.

A delegada Daniela Kades, responsável pela investigação, explica que os 24 segundos mostram Christiano agredindo o segurança mesmo quando este já havia demonstrado que estava passando mal, após as primeiras agressões.

De acordo com a delegada, a “testemunha chave”, um adolescente vendedor de bombons, contou que ouviu o segurança dizer ao autor que não estava bem e este respondeu: “Eu quero que você se f.....”.

Para a Polícia Civil, as duas situações somadas ao resultado do exame necroscópico, o qual aponta traumatismo toráxico, duas costelas quebradas e descarte de infarto e aneurisma, indicam que Christiano assumiu o risco de matar ao continuar agredindo Jefferson mesmo tendo sido alertado pela vítima.

Vinte e uma pessoas foram ouvidas e somente três delas, todas amigas do autor, disseram que Jefferson agrediu Christiano. No entanto, ao ser preso logo após o crime, foi submetido a exame de corpo de delito que constatou apenas uma lesão leve em um dos braços.

Christiano prestou depoimento nessa segunda-feira e chorou. Ele disse que não queria matar o segurança e que gostaria de se retratar.

Rafael, de boné, com a mãe, se uniu a família de Jefferson em manifestação no Fórum de Campo Grande. (Foto: Ítalo Milhomem)Rafael, de boné, com a mãe, se uniu a família de Jefferson em manifestação no Fórum de Campo Grande. (Foto: Ítalo Milhomem)

Brigão - Christiano tem fama de brigão. Seguranças de outros locais disseram à Polícia Civil que o lutador já foi expulso de várias casas noturnas e brigava constantemente.

Em 2005 ele foi suspenso da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), onde cursou Direito, após uma briga no estacionamento da instituição de ensino. Quatro anos depois ele agrediu Rafael Mecchi, de 22 anos, durante uma confusão na saída do Parque de Exposições Laucídio Coelho.

O comportamento dele também contribuiu para o indiciamento por homicídio doloso, e desqualificação da lesão corporal seguida de morte, que havia sido verificada inicialmente.

O motivo- Christiano foi expulso da casa noturna localizada na avenida Afonso Pena após importunar um garçom e depois o segurança.

Ele passou a mão nas nádegas do garçom por duas vezes e foi advertido por Jefferson. O lutador foi atrás do segurança e houve uma discussão. Foi então que ele teve que ser retirado do local.

Outro crime - O lutador deve ser investigado também por injúria qualificada pelo racismo. Ele teria dito palavras racistas ao grupo de seguranças da casa noturna.

Júri popular- Agora, cabe ao MPE (Ministério Público Estadual) e a Justiça também entenderem que Christiano teve intenção de matar Jefferson para que ele seja julgado pelo Conselho de Sentença, formado por sete pessoas “comuns” que representam a sociedade.

O MPE já se pronunciou a favor da culpabilidade por homicídio. O órgão precisa se manifestar oficialmente à Justiça, que após ouvir testemunhas, o acusado e analisar as provas, define se haverá júri popular.

Família- A entrevista coletiva à imprensa foi acompanhada pela prima de Jefferson, Mayara Gonçalves, 23 anos, bacharel em Direito.

Ela declarou que a família está satisfeita com o indiciamento, que ela chamou de “primeira vitória” e que serão feitas mais manifestações para não deixar o crime no esquecimento.

”Quando soube do indiciamento por homicídio liguei para minha avó [Jefferson morava com ela] e ela falou que até ontem não tinha conseguido dormir. Ontem iria dormir porque viu que a justiça começava a ser feita. Para minha família foi a primeira vitória”, disse Mayara.

Segundo ela, uma vez por mês será feita uma manifestação em Campo Grande.



Agora não adianta chorar, vai ter que pagar!
 
Thiago Almeida em 30/03/2011 07:54:25
Parabéns à delegada Dra Daniella, pela condução nos trabalhos de investigação sobre a morte brutal de meu filho. Apesar de muito jovem, mostrou-se competente, coerente e justa. Agora começo a acreditar mais na justiça dos homens.

João Márcio Escobar
 
João Márcio Escobar em 29/03/2011 11:34:43
A justiça está prevalecendo. Devemos nos orgulhar deste momento e agradecer por ele não ser filho de nenhum juiz ou então o caso poderia correr o risco de ser tratado como banal e desconsiderado. Mas estou satisfeito com o andamento do processo.
 
Gomes Costa em 29/03/2011 09:32:44
Pessoas bravas e briguentos, o lugar é na cadeia, onde ficam os bichos.
Enquanto não forem punidos os que sempre se acham melhores que os outros, nad vai mudar.
Esse cara tem que pagar é com a sua vida, como pagou o coitado do segurança. Olho por olho, dente por dente. Agora ele pede perdão e acha que pode se safar. Tem que ficar é na cadeia pelo resto da vida. Onde devem ficar pessoas descontroladas e com instinto animal.
 
Kamél El Kadri em 29/03/2011 08:25:00
A Justiça tem que prevalecer sempre!!!!!!!!!Deixem o Júri decidir!!!!!!!!!!
 
joao araujo em 29/03/2011 07:01:10
Agora vamos ver ate onde vai a valentia dele, esta mas doque na hora de ele ficar gardado pra pensar um pouco,se é que ele tem cabeça pra isto
 
vanderlete campos em 29/03/2011 05:17:58
Espero que os poderes ocultos da alta sociedade não venham a interferir no julgamento.
 
Eduardo Machado em 29/03/2011 04:41:59
Na primeira parte do video não divulgada aparece o Cristhiano Luna em tres momentos:
1-Ele passa a mão na bunda do garçom que se vira procurando quem foi e ele se apresenta intimando o garçom começa uma conversa entre os dois e o segurança Bruno chega e apenas observa, ao virar para sair o garçom é segurado pelo braço e o segurança conversa com Luna, e volta para o seu lugar e Luna vai atras do segurança e começa a falar e gritar e o segurança apenas observa a reação do rapaz, vem um amigo desse rapaz e tenta retirá-lo porém ele persiste e continua insutando o segurança inclusive apontando o dedo na cara do mesmo, novamente aparece um amigo tentando retirar Cristhiano Luna e ele se retira porém de longe continua gesticulando e apontando o dedo para o segurança .
2- Luna passa a mão na bunda de uma menina que se vira e o mesmo corre e abraça, começa a dançar e o mesmo garçom passa por trás dele, que se vira e desta vez aperta e segura a bunda do garçom novamente.
3- Neste momento é conduzido pelo segurança bruno até o caixa para pagar e sair,os seguranças ficam ao seu lado apenas é possível visualizar com nitida clareza que ninguém bate em Cristhiano ou seguer enconsta neste pois percebe-se que o mesmo esta de braços cruzados assim como os seguranças ao seu redor, ao ver o garçom passar começa a gesticular e se joga para cima do garçom porém é contido pelos seguranças e é retirado para fora que é a parte do vídeo divulgada.
Agora penso, se ele for solto como ficarão nossos filhos ?
Pois ele terá certeza da impunidade pois já quase matou um e tirou a vida de outro e inclusive esta envolvido em diversas outras brigas sem motivos aparente, somente por querer mostrar que "pode". Pergunto aos pais será que teremos que prender nossos filhos em casa, retirando-os do meio social por não saber quando este rapaz aparecerá para bater ou até matar.
 
Flavio Goncalves em 29/03/2011 04:05:00
Um jovem com problemas seríssimos em sua formação. Se fez isso tudo com um segurança do estabelecimento, mesmo sabendo da presença de outros no local, o que não seria capaz de fazer com um cliente do bar! No momento dos fatos, com certeza, sentia-se todo poderoso, sem limites em suas ações e disposto a enfrentar qualquer pessoa. Um homem de verdade se mede pela dimensão que vai da nuca até a testa, e não pela força física. Acredito que um julgamento realizado por um júri popular e a senteça atribuída pelo Juiz o fará refletir por um bom tempo. A vida de Jefferson, jovem trabalhador, cheio de sonhos e desejos, infelizmente, dada a covardia dessa criatura, não mais será compartilhada juntamente com os seus.
 
jonas bilder em 29/03/2011 03:31:00
A justiça começa a ser feita....um outro ponto que talvez mereça destaque é a segurança desse menino que vende bombons na rua, pois ele foi colocado como testemunha chave e seu depoimento parece ter sido decisivo, espero que a justiça de algum tipo de proteção à esse pequeno trabalhador...
 
João Wayne em 29/03/2011 03:10:10
Pois é.... muito macho no dia do crime... agora sai escondido com a cara enterrada no sovaco do advogado... Muito valente o rapaz!
 
Cristian Moraes em 29/03/2011 02:10:01
esse cara tem que pagar pelo que fez ...
 
luiz fernando em 29/03/2011 01:36:32
imagem transparente

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