A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

24/01/2013 12:38

TJ livra farmacêutico de ir a júri popular por venda de anabolizante

Aline dos Santos e Nadyenka Castro
Remédios foram encontrados em quarto de jovem morto. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)Remédios foram encontrados em quarto de jovem morto. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)

O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Groso do Sul) livrou pela segunda vez o farmacêutico Delcy Lima de Oliveira, 42 anos, de ir a júri popular pela morte do estudante Dario Dibo Nasser Lani. O jovem de 23 anos sofreu infarto e morreu em 13 de abril de 2009, em Campo Grande.

O caso passou a ser investigado alguns dias depois, a pedido da família, que encontrou no quarto do jovem frascos com medicamentos clembuterol e T3. Nos frascos de clembuterol, havia o rótulo da farmácia de Delcy.

A partir disso, o farmacêutico passou a ser apontado como o responsável pela morte. Pelo Código Penal, ele foi enquadrado no homicídio com dolo eventual. Ou seja, não houve intenção de matar, mas a pessoa assume o risco pela situação.

Conforme denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), o remédio foi preparado com dosagem mil vezes superior à recomendada ao consumo humano, sendo ministrado no Brasil apenas para fins veterinários.

O farmacêutico foi mandado a júri pela primeira vez em agosto de 2010. No entanto, o TJ anulou e determinou a oitiva de novo depoimento de dois assistentes técnicos, além de depoimento do farmacêutico. Em abril do ano passado, Delcy foi novamente pronunciado para ir a julgamento.

A defesa recorreu ao TJ/MS e a 1ª Câmara Criminal despronunciou o réu, ou seja, ele não vai mais a júri popular. O farmacêutico deverá responder por exercício ilegal da Medicina. A defesa de Delcy alegou que não há materialidade do crime: se foi por causa natural ou homicídio.

Foram elencados pontos como a falta de eletrocardiograma de entrada da vítima no hospital; a não realização do exame cadavérico para apontar se o medicamento vendido pelo réu à vítima foi efetivamente o que causou a morte; e a variedade de substâncias encontradas no quarto da vítima após sua morte.

Vai a júri farmacêutico acusado de vender anabolizante e causar morte
Juiz Aluízio Pereira dos Santos pronunciou Delcy Lima de Oliveira pela morte de Dario Dibo Nasser LaniEsta é a segunda vez que Delcy é pronunciado p...
Farmacêutico vai a juri por morte com anabolizantes
O farmacêutico Delcy Lima de Oliveira, de 39 anos, vai a júri popular pela morte de Dario Dibo Nasser Lani, de 23 anos. A sentença é do juiz da 2ª Va...
Polícia investiga quem vendeu anabolizante a jovem morto
Advogados da família de Dario Dibo Nasser Lani, de 23 anos, protocolaram na tarde de hoje representação no 1º Distrito Policial de Campo Grande para ...
Jovem sofre parada cardíaca e morre ao usar anabolizante
O universitário Dario Dibo Nasser Lane, membro de famílias tradicionais de Campo Grande, pode ser mais uma vítima do uso de anabolizantes. Com apenas...


1) Moro no interior, e aconpanhei a estória do farmacêutico em questão;

2) Se o falecido procurou um médico, que prescreveu um receituário, e o profissional manipulou o remédio da forma prescrita, não tem o farmacêutico qualquer culpa, se o cliente do médico tomou o remédio, que era para cavalo;

3) Ao contrário do que disse a defesa, cavalo toma remédio sim, da mesma forma como gatos, cachorros, e só não sabe disso aqueles que não têm o mínimo de conhecimento do reino animal;

4) A decisão do Egrégio Tribunal de Justiça, não poderia ser diferente; aliás e como sempre, ignorou o poder econômico e político de uma das partes;

5) Quando se acredita em Deus, o impossível se torna possível ! ! !
 
Lázaro Lopes em 25/01/2013 08:03:57
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions