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Campo Grande, Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

30/01/2011 14:15

Três filhas e família aguardam o corpo da mulher assassinada pelo marido

Ana Maria Assis e Viviane Oliveira

O clima na casa de Luciana Chaves Farias, de 35 anos, morta pelo marido na madrugada de hoje (30), é de tristeza e choque. Familiares, ainda incrédulos no que aconteceu, aguardam pelo corpo junto das três filhas do casal Luciana e Paulo Cesar Lucas, de 42 anos, policial militar que matou a própria mulher e mãe de suas filhas, de 12, 13 e 15 anos.

Paulo Cesar está preso e já tinha várias passagens policiais por violência doméstica. Suas filhas não conseguem acreditar que o pai foi capaz desta barbárie contra a mãe. A professora Marilze Pereira Chaves, 53 anos, mãe da vítima, está inconsolável à espera do corpo da filha. “Eu dei conselhos a ela, disse para que não procurasse mais este homem”, afirmou Marilze.

Ela conta que há duas semanas, quando a vítima e o marido haviam brigado e se separado, Luciana pediu para que a mãe ficasse com a neta, o motivo, conforme a mãe, era que ela queria “espairecer”, pois estava com problemas. No entanto, Marilze acredita que a filha tenha feito isso para poder ir atrás do marido. Ela diz, ainda, que no dia não imaginava que seria este o real motivo, mas que mesmo assim deu conselhos novamente para que Luciana desistisse da ideia de voltar para Paulo.

A mãe da vítima lembra que em um dos ataques violentos do genro, ele chegou a atirar em Luciana, mas não acertou. Marilze conta que ele ficava ainda mais violento quando bebia.

O tio de Luciana, Wanderley Pereira Chaves, 51 anos, é quem está cuidando de tudo para o velório e enterro, no entanto, à espera do corpo, até ele diz que a morte da sobrinha é “inacreditável”.

A filha mais velha de Luciana mostrou ao Campo Grande News fotos do casal. Inconsolável, a mãe Marilze evita ver qualquer imagem dos dois.



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