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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

22/10/2011 16:47

Um mês após episódio em escola, merendeiras relembram intoxicação

Paula Maciulevicius

Evento envolveu peca de teatro para reforçar importância da correta manipulação de alimentos

Entre almoço e prêmios, a correta manipulação de alimentos não deixou de ser assunto. (Foto: Pedro Peralta)Entre almoço e prêmios, a correta manipulação de alimentos não deixou de ser assunto. (Foto: Pedro Peralta)

Quase um mês depois do caso de intoxicação alimentar em 180 crianças na Escola Municipal de tempo integral Iracema Maria Vicente, no bairro Rita Vieira, em Campo Grande, a Suali (Superintendência de Abastecimento Alimentar) comemora o dia da merendeira com evento no CCI Vovó Ziza.

Entre almoço e entrega de prêmios, o assunto não deixa de ser a manipulação correta de alimentos. No palco haverá uma apresentação teatral elaborada pela Suali na conscientização da importância da manipulação de alimentos. 

"Nós fizemos um teatro para levantar a auto estima das merendeiras, mostrar que é com carinho e amor a receita para uma boa comida", diz a supervisora da superintendência Maria do Socorro Oliveira Belo, de 62 anos. 

A supervisora acrescenta ainda que o episódio na escola do Rita Vieira fez com que a superintendência reforçasse o trabalho na vistoria da conservação de alimentos e instruções de manipulação. 

"É um trabalho de rotina, o acontecido foi uma fatalidade, mas vamos trabalhar para evitar incidentes", levanta.

A merendeira Maria de Fátima Nascimento Froes, de 44 anos, foi uma das que compareceu a confraternização. Com o caso ainda muito recente, ela explica que na escola em que trabalha a diretoria se reuniu para estabilizar os pais.

"A escola convocou a Associação de Pais e Mestres para dar todas as explicações. A gente se preocupava em ver passar essa situação, eram nossas colegas", comenta.

Para o superintendente da Suali, Danilo Figliolino, o fato lamentável foi gerado pelo problema de falta de água que já foi consertado na escola

"Conforme o comprovado no laudo, não foi a comida e sim o manuseio. A escola ficou sem água das 10h da manha até o meio-dia, momento em que as crianças e funcionários vão ao banheiro e podem ter contaminado a alimentação na hora de se servir", ressalta.

Ainda de acordo com Danilo, as providências quanto ao problema de água já foram tomadas. A escola trocou os motores.

"Não vamos deixar de enfatizar que é importante a manipulação correta. Todo santo ano renovamos os ensinamentos da forma correta. É triste e lamentável e esperamos que jamais ocorra de novo", finaliza.



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