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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

12/06/2013 12:59

Usina tem dívida de R$1 bi e não paga funcionários há 150 dias

Luciana Brazil
Funcionários alegam que dívida de salários chega a R$15 milhões. (Foto:Anny Malagolini)Funcionários alegam que dívida de salários chega a R$15 milhões. (Foto:Anny Malagolini)
Na Afonso Pena, funcionários ocuparam uma das pistas para fazer passeata. (Fotos:Marcos Ermínio)Na Afonso Pena, funcionários ocuparam uma das pistas para fazer passeata. (Fotos:Marcos Ermínio)

Funcionários da usina de álcool Santa Olinda, pertencente ao grupo CBAA (Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool) e Agrisul Agrícola LTDA, localizada em Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande, protestaram na manhã de hoje, em passeata pelas ruas do centro de Campo Grande, depois ficarem mais de 150 dias sem receber os salários.

Envolta em uma dívida que já ultrapassa R$ 1bilhão- com bancos, fisco e funcionários-, a usina já foi denunciada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) há anos, por ilegalidades como atraso de pagamento de salários, jornada de trabalho acima do permitido pela lei e não pagamento das rescisões contratuais e descumprimento de normas de segurança. A dívida com salários chega a R$ 15 milhões.

Segundo os empregados, entre 2008 e 2009, a empresa chegou a lucrar R$ 24 milhões por mês. A produção era de oito mil sacas de açúcar e 300 mil litros de álcool por dia. Hoje, eles garantem que a realidade é bem diferente, e apesar das 300 toneladas de cana-de-açúcar existentes na usina, a produção é mínima.

Entre as inúmeras ações judiciais as quais a empresa responde, uma foi aberta neste ano depois que parte dos funcionários decidiu abandonar o trabalho, processar a usina e ingressar com uma ação judicial para receber integralmente os dividendos. A ação requer o fim do contrato trabalhista e o ressarcimento por danos morais e coletivos. O processo corre na 7° Vara do Trabalho, e a decisão judicial deve sair até o dia 25 deste mês, dada pelo juiz titular Renato Luiz Miyasato.

Sem receber salários, alguns usineiros passaram a se alimentar de frutas para sobreviver. “Eles estavam comenda manga e isso eu vi”, contou o procurador do trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes, que acompanha as denúncias da usina há alguns anos. “A usina está em estado de insolvência. Esse grupo se mostra falido”.

Durante o protesto, que reuniu cerca de 150 pessoas, a revolta contra o dono da usina, José Pessoa Queiroz Bisneto, ficou estampada nos gritos. Com faixas e cartazes, os manifestantes chamavam Pessoa de “Zé mentira”, “Zé ninguém”, “Ele é caloteiro”.

O procurador Moraes explica que os 700 usineiros que trabalhavam na empresa, se dividiram em três grupos.

Parte dos trabalhadores decidiu, no início do ano, permanecer na empresa, acreditando na promessa de pagamento feita pela usina. O restante preferiu deixar o trabalho, mas aceitou o acordo de receber as verbas rescisórias, divididas em duas parcelas, 2014 e 2015. Já os remanescentes que deixaram a usina optaram por ingressar ação trabalhista para receber todos os dividendos integralmente.

“Não tínhamos mais sucesso diante de tantas ações. A empresa não pagava as multas administrativas e resolvemos entrar com uma ação para romper os contratos trabalhistas. Assim, é como se eles tivessem sido mandados embora”, frisou Moraes.

Com o não cumprimento do pagamento salarial dos que continuaram na usina, o grupo que havia aceitado o acordo de remuneração parcelada passou a integrar a ação movida pelos funcionários que exigiam o acerto integral.

“O que protestaram hoje precisam fazer uma manifestação formal para também fazerem parte da ação”.

Com sede em São José do Rio Preto, o grupo CBAA comprou a usina em 1996. Desde então, os trabalhadores passaram a sofrer com pagamentos. “De oito anos para cá, nós temos sofrido muito”, disse o presidente do (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias na Fabricação de Açúcar e Álcool de Rio Brilhante e região), Oviedo Santos.

Santos conta que uma das ações judiciais movidas contra a empresa tinha valor de R$ 1,3 milhões. Com o plano de recuperação judicial, feito em 2009, José Pessoa conseguiu diminuir a dívida em 40% com os trabalhadores e em 60% o débito total. “Até hoje ele não pagou nada. Está dentro da lei esse plano de recuperação, mas ele não pagou nada”.

O operador de turbina de álcool, Cícero Paulo, 59 anos, está na empresa desde 96 e acredita, como os outros, que “rodando a empresa dá prejuízo”. “Hoje não produz mais nada, apesar de ter 300 mil toneladas de cana”, lembrou.



Rapaz, eu acho que Sidrolândia está precisando de uns 100 padres, 200 pastores, uns 300 feiticeiros e plantar uns dez alqueires de arruda. Vai ter problema assim na conchinchina. Mas é uma linda cidade.
 
cido santos em 13/06/2013 09:32:15
AONDE ESTA A JUSTIÇA QUE AINDA NÃO FECHOU O ESTABELECIMENTO DESTE INDIVIDUO CALOTEIRO, QUE FAZ HOMENS PAIS DE FAMÍLIA TRABALHAR EM REGIME DE ESCRAVIDÃO, TRABALHANDO SEM PAGAMENTO, SERA QUE A JUSTIÇA NÃO PODE FAZER NADA? OU SERA QUE ESTÃO ESPERANDO O CALOTE AUMENTAR MAIS?
 
MISAEL MATOS em 12/06/2013 21:13:53
Quero aqui me expressar de uma indignação tao grande, como o nosso Estado esta sendo acabado no cenário nacional, cuja capital é o portal de entrada para o pantanal, o mundo inteiro gostaria de estar neste lugar, que alias conheço muitas cidades Brasil afora, agora como Campo Grande é difícil é, senhores políticos pelo amor de Deus façam alguma coisa rápido não deixe nosso Estado acabar!
 
PAULO HENRIQUE em 12/06/2013 20:25:57
E pensar que o Governo do Estado sempre dá incentivo para esses picaretas se instalarem em nosso Estado. A Usina São Fernando em Dourados encontra-se na mesma situação. é provável, que sem nós sabermos, o litro do álcool baixou de preço e aí eles tiveram prejuízos. Durma-se com tudo isso.
 
Rinaldo Ribeiro em 12/06/2013 19:14:10
Esse é o Brasil. Pela lei, as empresas que conseguem recuperação judicial não podem ter seus bens penhorados, de modo que a Justiça do Trabalho não pode fazer nada. Assim, o trabalhador ganha a ação, mas não leva!!
Agora, o que fica difícil de entender é como uma empresa dessa continuou, ou melhor, continua funcionando por todo esse tempo e lesando mais gente.
 
Silvio Henrique Lemos em 12/06/2013 18:16:47
É um descaso o que o empresário José Pessoa tem feito com esses funcionários. Seu grupo faz promessas ao povo perante a Justiça e, mesmo assim, simplesmente não as cumpre. Ele(José Pessoa), assim como todos seus funcionários, sabe que esse grupo (Grupo JP) está falido há muito tempo. Mas mesmo assim, em razão da sua ganancia, ele não abre mão dessa empresa. Famílias passando necessidade( não passando fome devido á provisão de DEUS) e ele, mesmo sabendo disso, não faz nada para melhorar essa situação. Ele pode até pensar que vai sair por cima, mas a justiça de DEUS nunca tarda e nem falha, e ele há de colher aquilo que ele em plantado. Eu creio que DEUS ainda há de intervir nessa situação e quando ele agir, não vai ter José Pessoa ou outros que O impeçam.
 
Jákson Gomes em 12/06/2013 17:44:04
Brasil e usineiros....
 
Milton S. Miguel em 12/06/2013 16:41:07
Sinceramente,quase não dá para acreditar num absurdo desses,parece ser uma tremenda mentira, é algo tão assustador que temos a impressão que enquanto funcionários passam pelas maiores dificuldades a diretoria continua viajando de jatinho,tem que haver uma solução para essa situação horrível,peçam com fé a interferência de DEUS nesse caso.
 
Abel dos Santos em 12/06/2013 14:59:39
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