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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

05/10/2011 10:52

Velório de defensora é marcado por lembranças da profissional, mãe e amiga

Paula Vitorino e Aline dos Santos

Amigos lembram da carreira de sucesso da defensora Kátia, que tinha um dos maiores índices de habeas corpus assistidos

Enterro da defensora será nesta tarde, às 16h30. (Foto: João Garrigó)Enterro da defensora será nesta tarde, às 16h30. (Foto: João Garrigó)

Muitos amigos e familiares estão se despedindo da defensora pública Kátia da Silva Soares Barroso, de 37 anos, durante o velório do corpo na capela do Memorial Park. Ela teve morte cerebral detectada na segunda-feira (3) e o atestado de falecimento emitido pelo hospital ontem.

Kátia é a segunda morte causada por intoxicação com a fumaça do incêndio no Edifício Leonardo Da Vinci, que aconteceu na madrugada deste domingo. O seu marido, Francisco José Soares Barroso, e o filho de 6 anos continuam internados.

O estado de Francisco é considerado estável, mas grave. Já o garoto deveria ter alta do hospital hoje, mas segundo a Santa Casa, ele só será liberado amanhã devido a uma irritação na garganta. Ele ainda não sabe da morte da mãe. O garoto é o único filho casal.

O corpo será sepultado às 16h30, no Memorial Park. Às 14h, os amigos e familiares celebram missa na capela onde o corpo é velado.

Segundo apurou a reportagem, as córneas de Kátia foram doadas.

Mãe, profissional e amiga - A família estava muito abalada durante o velório e preferiu não dar entrevistas. Entre os amigos, muitos são colegas de trabalho e lembram de Kátia como a excelente defensora pública.

“Uma pessoa muito alegre e combativa no trabalho. Ela tem um dos maiores índices de habeas corpus aqui de Campo Grande para seus assistidos”, lembra o defensor público Paulo Henrique Paixão.

Ele acompanhou toda a trajetória de Kátia desde a época em que estudavam juntos. Paulo lembra que faziam curso de magistratura em Curitiba, em 1998, e ele ficou sabendo do concurso para defensor em Campo Grande.

“Falei para ela, vamos fazer. Viajamos de ônibus para cá, sem muito dinheiro na época de estudante, e ela passou no concurso. Depois de 2 anos eu também consegui passar”, conta.

Já o amigo e defensor público Cahuê Duarte lembra que passou a tarde de sábado com o casal de amigos e ficou chocado com a notícia da tragédia.

“Ficamos até às 15h juntos no sábado, depois de almoçar. No domingo veio a notícia dessa tragédia”, diz.

De acordo com Paulo, a família de Kátia iria se mudar do prédio dentro de 30 dias. “Os pais dela iam vir do Paraná para morar no apartamento e eles iriam para outro prédio”, diz. Ela tem duas irmãs que moram em Campo Grande e uma no Paraná.



Sempre com um belo sorriso estampado no rosto,alegria que contagiava a todos.Batalhadora,amiga,humilde na forma de ser e ativa no trabalho que tanto amava.
Lembro perfeitamente da última vez que nos encontramos, sempre sorrindo e elegantemente vestida.
Meus profundos sentimento a família enlutada.
Que Deus salve o Dr.Francisco José e dê conforto ao pequeno, para superar a perda da mãe.
 
neyde de oliveira em 05/10/2011 08:07:15
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