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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

14/03/2014 11:38

Vigilante é preso pelo crime de injúria racial após agredir mulher em banco

Graziela Rezende

A Polícia Civil está concluindo o inquérito que investiga o crime de injúria racial praticado contra H. M. da S. D., 51 anos, ocorrido em uma agência bancária da Capital, há nove dias. Ao tentar ajudar um cliente do banco, ela foi agredida pelo vigilante J. P. P. S., 44 anos, inclusive sendo chamada de “preta nojenta e vagabunda”, conforme relatos da vítima e de testemunhas que presenciaram a cena.

Segundo o delegado Wellington de Oliveira, responsável pelas investigações, o autor do crime já chegou alterado ao local, porque não tinha conseguido pagar o seu boleto. “Na quarta-feira de cinzas, o banco só abriu ao meio-dia e ele chegou na fila resmungando, falando que tinha que ficar submetido a este tipo de situação”, afirma o delegado.

Assim que a vítima sugeriu uma banca próxima, que possivelmente aceitaria o pagamento, ela foi agredida verbalmente pelo autor. “Cala a boca, não pedi a sua opinião sua preta nojenta”, teria dito.

Já no interior da agência, o vigilante teria continuado com as agressões. Mais uma vez, chamada de “preta vagabunda”, a vítima entrou em contato com a Polícia Militar. O autor foi abordado na saída, preso em flagrante e confessado o crime na delegacia.

Além dele, uma testemunha compareceu ao local e ressaltou a sua intolerância racial. Na ocasião, ainda foi arbitrada a fiança de dois salários mínimos (R$ 1.448), porém o autor não pagou e permaneceu na cadeia. A pena para o crime varia de seis meses a dois anos e multa.

Além deste crime, o vigilante ainda tem passagens por tŕafico de drogas (2002) e ameaça e desobediência (2010).



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