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Capital

Vizinho de 16 anos empurrou mulher para a morte em briga por bombinha

Aline dos Santos e Viviane Oliveira | 25/12/2013 09:45
Bombinha motivou discussão no bairro Aero Rancho. (Foto: Cleber Gellio)
Bombinha motivou discussão no bairro Aero Rancho. (Foto: Cleber Gellio)

Divididas por um muro e vizinhas há oito anos, duas famílias, moradoras na rua Clevelândia, bairro Aero Rancho, vivem nesta quarta-feira os efeitos de um trágico Natal.

De um lado, a filha da empregada doméstica Elza Aparecida Neide Carvalho, de 44 anos, chora a perda da mãe, que morreu atropelada após ser empurrada em direção à rua pelo vizinho de 16 anos. Os dois brigavam por causa de bombinhas. “Os meninos devem pedir perdão para Deus”, diz Adriana Carvalho dos Santos, de 24 anos, filha da vítima.

Do outro lado, o pai do adolescente promete apresentar o filho à Polícia. Nem a filha da vítima nem o pai do rapaz presenciaram a confusão. Contudo, relato das testemunhas informa que a mulher, irritada com o barulho, foi tirar satisfação com um grupo de rapazes que estava em frente à casa ao lado.

Adriana conta que mãe era "sistemática". (Foto: Cleber Gellio)
Adriana conta que mãe era "sistemática". (Foto: Cleber Gellio)

De acordo com o Boletim de Ocorrência, Elza atirou um pedaço de telha nos adolescentes e parou um motociclista para pedir ajuda. O grupo também se aproximou. Na confusão, ela empurrou um rapaz.

O adolescente foi defender o amigo e empurrou a mulher. Ela caiu na rua e foi atropelada por uma picape Fiat Strada, que transitava em velocidade moderada. O veículo passou por cima da cabeça.

Adriana dos Santos conta que a mãe era sistemática e tinha brigas constantes com os vizinhos. Ela foi jantar na casa de amigos no bairro Los Angeles e, quando voltou, encontrou a mãe morta na rua.

O pai do adolescente de 16 anos diz que o filho foi para a casa da avó. “Mas vou atrás, vou levá-lo para a delegacia”, diz o homem de 40 anos, que pediu para não ter o nome divulgado. Ele relata que a vizinha era depressiva. “Para acabar de piorar, ela bebia um pouco”, diz.

O condutor da picape fugiu do local sem prestar socorro e não foi identificado. O caso foi registrado como homicídio culposo. A ocorrência foi feita na Depac Piratininga (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), em Campo Grande.

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