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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

21/06/2011 16:12

Zeolla é considerado culpado pela morte do sobrinho e pena é de 8 anos

Marta Ferreira e Nadyenka Castro

Dois anos e três meses após matar, com um tiro nas costas, o sobrinho Cláudio Alexander Zeolla, de 23 anos, o procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla, de 46 anos, foi condenado hoje pelo crime a 8 anos de prisão. Como já cumpriu parte da pena, ele vai cumprir o restante da pena no regime semi-aberto.

Zeolla foi considerado culpado por homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O procurador também recebeu pena de seis meses em regime aberto por ter entregue a direção de seu carro a pessoa não habilitada, um menor de idade que dirigiu o veículo em que Zeolla foi até o local do crime.

Os sete jurados, quatro homens e três mulheres, não aceitaram a tese da defesa de que o procurador é ininputável, por ser doente mental. Também refutaram o argumento de que agiu sobre coação moral, em razão da agressão que a vítima cometeu contra o avô, pai de Zeolla.

Eles consideraram, apenas, que Zeolla estava movido por forte emoção, pelo mesmo motivo, e que a vítima colaborou para o crime.

A pena original para ele foi de 12,6 anos pelo homicídio e 6 meses pelo crime trânsito. A primeira punição foi reduzida em um terço em razão de o crime ter sido cometido sob forte emoção.

Também houve redução de seis meses na pena por causa da confissão do procurador. Pelo mesmo motivo, a pena para o crime de trânsito foi reduzida. Zeolla sai do TJ de volta para a clínica.

O júri começou às 8h de hoje e teve 8 testemunhas no plenário, cinco de acusação e de três de defesa.

Zeolla foi a júri nesta tarde e foi considerado culpado por homicídio qualificado. (Foto: Marcelo Victor)Zeolla foi a júri nesta tarde e foi considerado culpado por homicídio qualificado. (Foto: Marcelo Victor)

O procurador falou por meia hora e se disse “profundamente arrependido”. Contou que engordou 40 quilos desde o crime, mesmo tendo feito, em 2009, uma cirurgia de redução de estômago, e que neste intervalo, converteu-se à Igreja Universal do Reino de Deus.

Zeolla atuou 20 anos no MPE (Ministério Público Estadual), órgão responsável pela acusação de criminosos. Passou em primeiro lugar no concurso que fez, em 1990, foi promovido a procurador e após o crime foi aposentado pelo órgão.

Antes disso, devido a problemas psiquiátricos, havia apresentado mais de 45 licenças médicas, mas continuava atuando.



Mais uma vez vemos a injustiça ser feita
isso é nosso Brasil......
 
Rosane Escavone em 24/06/2011 09:47:22
Prisão perpetua!
Covarde! Tem que alguém fazer o mesmo com alguem da familia dele.
 
rose costa em 22/06/2011 07:47:44
Oque não foi justo foi o cara conseguir se aposentar logo após o crime, e ainda assim a pós a condenação continuar a receber a tal aposentadoria, quanto a pena o cara estudou e tem seus méritos, realmente as leis aparentam serem mais severas com pessoas de baixa renda, porém na verdade o estudo ta ai pra muitos, e tem nomes que vieram de muito baixo como o Ministro Joaquim Barbosa...É isso ai Brasil, digame o quanto estudou e direi o teu valor!!!...A educação é a palavra chave...
 
Kassia Tavares em 21/06/2011 11:59:02
Parece Brincadeira...
Quando um negro e pobre comete um delito nas mesmas circunstancias, é condenado a no minimo 18 anos de reclusão.
Pedidos de exames de insanidade mental são recusados, aguarda-se julgamento em estabelecimentos prisionais superlotados, e pedidos de habeas corpus são negados reiteradamente.
Quando se trata de uma pessoa com condições capacidade economica, e ocupante de um cargo publico, fica internado em uma clinica onde consegue engordar 40kg em dois anos, tem direito a tratamento diferenciado e é condenado a 8 (oito) anos...
Nessas horas é que vemos que a Lei só serve para Pr... Po...e Pu...!
Nossos legisladores ainda editam leis que prevem que em crimes com pena maxima de quatro anos os criminosos não devem mais ficar detidos, ou seja, a cada dia que passa, a decepção com os acontecimentos só aumenta.
O que ocorreu é um incentivo ao banditismo.
Gostaria de saber se fosse uma outra pessoa, cometendo o mesmo crime, nas mesmas circunstancias, sendo defendido por um Defensor Público, que por sinal são muito competentes, o desfecho seria o mesmo...
Pegaria no minimo 18 anos de reclusão, ia ser mandado para o Harry Amorim Costa, e fazer um estágio com criminosos mais perigosos ainda.
Temos que aprender, população em geral, crime é crime sempre, seja quem for o autor, duvido que o conselho de sentença chegaria a mesma conclusão se não fosse quem é...
 
Rafael Thomas Turbando em 21/06/2011 05:45:43
O Alex, o Fabrícia, foi o POVO (Jurados) que quis assim... A Justiça não tem nada a ver c om esse resultado!
 
adriano belo moraes em 21/06/2011 05:21:12
E o salário de um cidadão como este é pago pela população... Pagamos e vamos continuar pagando um assassino... eeee Viva o Brasil!!! E isso não é nada perto da podridão que norteia nosso sistema público.
 
André de Sá em 21/06/2011 05:21:09
Quero saber onde ele vai cumprir esta regime
 
Gustavo Cesar C. Gonçalves em 21/06/2011 04:51:47
Cada dia que passa mais decepcionado com a justiça se fosse pobre tava preso.
 
Alex Correa em 21/06/2011 04:51:46
Gente.. um absurdo !!! esse senhor tinha que ficar na prisão, fechado, até porque ele iria emagrecer um pouco !!
 
Fabricia Neri em 21/06/2011 04:27:31
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