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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

23/10/2013 08:51

Catapora faz 1,2 mil vítimas na Capital e MS já teve 38 surtos neste ano

Com 1.235 casos na Capital, vacina é fundamental para evitar a catapora

Viviane Oliveira
Lara ficou por pelo menos 15 dias sem ir a creche por conta da catapora. (Foto: reprodução/Facebook)Lara ficou por pelo menos 15 dias sem ir a creche por conta da catapora. (Foto: reprodução/Facebook)

Com 1.235 casos de catapora notificados de janeiro até agora, em Campo Grande, a vacinação é fundamental para evitar um surto da doença. Os sintomas são febre, mal estar e as famosas pintas vermelhas espalhadas pelo corpo, que provocam coceira. Altamente contagiosa, a doença atinge, principalmente, as crianças. Neste ano, o Estado já registrou 38 surtos da doença.

No entanto, em adultos a catapora é mais grave por conta do comprometimento do pulmão e do sistema nervoso central, que também pode ocorrer em crianças, embora seja bem menos comum.

De acordo com o médico pediatra, Alberto Cubel Brull, o certo é que ninguém tenha a catapora, doença típica de criança, mas que pode evoluir para uma pneumonia, infecção de pele, alteração cardíaca e no sistema nervoso. Em alguns casos a doença pode levar até a morte.

O médico afirma que a melhor prevenção contra a catapora é a vacina, forma mais segura de prevenir a doença. “Quando aparecer os sintomas, a primeira coisa é procurar um médico, que vai indicar um antialérgico, um antitérmico para febre e uma loção para refrescar a pele”, explica.

No mês passado, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização, passou a oferecer a vacina varicela, incluído na tetra viral, que também protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A imunização, disponível na rede pública, é destinada para crianças de 15 meses, que já tenham tomado a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

Porém quem passou da idade e quiser evitar a doença pode procurar um centro de vacinação particular. A dose custa em torno de R$ 165. “Infelizmente a rede pública não oferece para todo mundo, mas vale a pena investir, pois vai evitar uma doença”, afirma.

Sem saber que existia a vacina para catapora, a serviços gerais Enilce Tavares Fernandes, 33 anos, conta que há poucos dias a filha, Lara Fernandes de Paula, 3, sofreu ao pegar a catapora. “Foi de repente, ela dormiu com algumas bolinhas e de madrugada as pintas já tinham tomado conta do corpo, além da febre alta”, diz a mãe.

A catapora, de acordo com pediatra, começa a contagiar dois ou três dias antes dos sintomas aparecerem e persiste até que todas as lesões estejam secas. A doença é transmitida através das secreções respiratórias liberadas pela saliva.

Os locais de maior contaminação do vírus em crianças são as escolas e creches, por conta disso, Lara ficou 15 dias de repouso em casa. “Ela ficou sem ir para a creche”, relata Enilce, acrescentando que a pequena tinha bolinhas vermelhas até na cabeça.

De acordo com a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) em 2012, foram 3.079 casos de catapora notificados em Campo Grande. 

Em todo Estado, no ano passado foram 5.088, com 46 surtos da doença. De janeiro até a última sexta-feira (18) já foram registrados 2.593 casos com 38 surtos, segundo dados da Secretária de Estado de Saúde

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