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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

18/03/2009 08:52

Chefes de chacina no PR podem ser condenados a 250 anos

Redação

A promotoria de Justiça de Guaíra (PR) pediu 250 anos de prisão para cada um dos três acusados de comandarem chacina na divisa com Mato Grosso do Sul, pela morte de 15 pessoas com crueldade, sem chance de defesa para as vítimas, além de algumas delas terem sido torturadas antes de serem mortas.

O motivo dos assassinatos seria uma dívida de R$ 4 mil com traficantes da região de fronteira com o Paraguai.

O julgamento começou ontem no Fórum de Guaíra. Jair Corrêa, preso em Rosana (SP) no ano passado, foi o primeiro a ser ouvido pelo juiz Wendel Fernando Brunieri. Também são julgados, Ademar Fernando Luis e Fabiano Alves de Andrade, todos estão presos em cascavel (PR) esperando sentença. Em 10 dias deve ser definido se eles irão a júri popular.

Fabiano foi o último a ser encontrado pela Polícia, ele estava escondido em Itaquiraí (MS), onde Jair também contou ter ficado durante 21 dias, depois das mortes. No dia 29 de janeiro foram ouvidas as sete testemunhas de acusação.

O massacre aconteceu no dia 22 de setembro, na Vila Santa Clara, favela próxima ao lago de Itaipu, por onde os autores chegaram de barco.

A chacina começou pelos filhos adolescentes e mulher de Jocemar Marques Soares, conhecido por "Polaco". Depois Polaco, que já cumpriu pena por tráfico de drogas, foi obrigado a ligar para os cinco integrantes do grupo dele e chamá-los para ir até o local onde estava rendido.

Conforme iam chegando, eram sendo mortos. As outras seis pessoas foram mortas quando os traficantes já fugiam. Uma delas, a beira do rio.

As oito pessoas que sobreviveram foram socorridas e levadas a um hospital de Guaíra. Duas ficaram internadas na cidade. Em estado grave, uma das vítimas foi removida para Umuarama e outra para Cascavel.

Polaco teria um débito de R$ 4 mil com o grupo. A dívida seria um dos agravantes para o crime, confessou Jair à Polícia, mas o maior motivador foi a vingança, já que um enteado de Jair Correia tinha sido executado cerca de 15 dias antes da chacina.

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