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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

20/08/2010 09:32

Com greve no INSS, mulher tem perícia adiada 5 vezes

Redação

Embora o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) afirme que a paralisação dos médicos-peritos não compromete a qualidade do atendimento, na prática, quem precisa do serviço padece.

As perícias, de fato, são marcadas, porém, quando os segurados vão ao prédio do órgão, nem sempre conseguem receber atendimento.

Revoltada, uma consultora de negócios de 39 anos, cujo nome será preservado, reclama porque ontem a perícia que deveria ter sido feita "com urgência", foi remarcada pela quinta vez.

"Mas agora foi pior. Agendaram para 13 de setembro", revela. Ela fez uma cirurgia na mão em 17 de junho deste ano.

Para a recuperação foram necessários 30 dias, dos quais 15 foram pagos pela empresa e o restante deveria ter sido pago pelo INSS.

No entanto até hoje ela não recebeu a metade do salário, valor que deveria ter sido repassado pelo INSS.

Isto acontece porque somente o segurado só pode receber depois da perícia, o que não ocorreu até hoje.

A primeira vez que o procedimento foi agendado previa perícia na mão da consultora em 4 de julho.

Ela foi ao INSS todas as vezes em que o atendimento foi agendado, porém, em todas foi remarcado para 15 dias depois.

Ontem, já na quarta tentativa, ela recebeu a informação de um supervisor de que o atendimento deveria ser feito "logo".

"E este logo foi 13 de setembro", completa.

Ela explica exemplos não faltam. Na mesa ao lado da dela uma pessoa uma mulher que ficou internada em CTI (Centro de Terapia Intensiva) por cinco dias com dengue hemorrágica também tentava receber o auxílio doença há dois meses, porém, sem êxito.

Para a consultora, muitas pessoas desistem de receber os benefícios. "Ouvi que uma pessoa em licença maternidade voltou ao trabalho e ficou sem receber", conclui.

A greve dos médicos-peritos se arrasta por dois meses no País. Pelos cálculos do Instituto Nacional do Seguro Social mais de 400 mil perícias deixaram de ser feitas.

Em Campo Grande, a assessoria de imprensa do INSS garante que os serviços não foram prejudicados.

Dos 62 profissionais que trabalham para o órgão, 50% estão parados. A outra metade faz revezamento para cumprir a lei que determina percentual de serviços preservados.

Apesar da defasagem, no site da Previdência o agendamento de perícias é feito para a próxima semana. Na agência central de Campo Grande, por exemplo, uma pessoa que tentar atendimento hoje vai conseguir para o dia 23.

Já na agência da rua Alexandre Fleming, a demora é bem maior para quem busca o auxílio-doença. Só é possível marcar perícia para 15 de setembro.

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