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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

31/05/2013 09:27

Comandante da PM diz que operação foi planejada e que abrirá investigação

Aline dos Santos
Fazenda virou cenário de confronto entre policiais e índios. (Foto: João Garrigó)Fazenda virou cenário de confronto entre policiais e índios. (Foto: João Garrigó)

A operação para cumprir decisão judicial de reintegração de posse na fazenda Buriti – que resultou em confronto, feridos e um índio morto – foi planejada há dias. “Não foi feito no afogadilho. Estávamos a muitos dias fazendo planejamento”, afirma o comandante da PM (Polícia Militar), coronel Carlos Alberto David dos Santos.

Ele relata que a situação de conflito já era esperada. “Só lamento que quem devia tomar providências, não as tenha tomado a tempo. A Justiça Federal tentou fazer a conciliação até o último momento”, relata.

O comandante da PM refirmou que a corporação só utilizou balas de borracha e bomba de gás lacrimogêneo. Ainda conforme o coronel, será aberto um procedimento de investigação na Corregedoria. “Houve lesão praticada contra os policiais militares, será aberto um procedimento para apurar responsabilidade”, afirma. A PM atuou em apoio à PF (Polícia Federal).

A ação na fazenda, no município de Sidrolândia, durou oito horas. No meio da manhã de ontem, a PM enviou reforço de efetivo, munição e viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o local do conflito. O clima ficou mais tenso com a morte de Oziel Gabriel, de 35 anos. Conforme o laudo do legista, ele foi atingido por um tiro no abdômen, a bala passou pelo fígado e o projétil saiu pelas costas.

Os terenas atearam fogo a ponte e casas na fazenda Buriti. A PF (Polícia Federal) apreendeu armas artesanais, facões e duas espingardas. A fazenda foi invadida pelos terenas em 15 de maio. No mesmo dia, saiu uma decisão para que os índios deixassem o local. Mas a reintegração não foi cumprida e no dia 18 a decisão acabou suspensa até a última quarta-feira, quando foi realizada audiência na Justiça Federal. Sem acordo entre as partes, o juiz Ronaldo José da Silva determinou o cumprimento da reintegração de posse.



Queria dizer a todos que a polícia militar estava sim com armas pesadas, pistolas, fuzis e metralhadoras, e atiraram sim contra os índios. Fala mansa do coronel não significa a verdade do que aconteceu. Aqueles índios são pessoas humanas como nós, como ele coroneu, mais os policiais militares do cigcoe tratou como bicho sem vida, como se estive combatendo terroristas em guerra nazistas. É terra que vive rico, e índios pobres, então índio pobre morre e são até atropelados pelo carro do cigcoe, isso também é normal ? o índio deitou em baixo do carro cigcoe?
 
claudio pereira da cruz em 31/05/2013 10:56:06
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