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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

30/05/2013 18:59

Inquérito da PF vai apurar morte de índio e ação policial em confronto

Aliny Mary Dias
Ônibus trouxe policiais federais e indígenas presos para sede da PF em Campo Grande (Foto: Vanderlei Aparecido)Ônibus trouxe policiais federais e indígenas presos para sede da PF em Campo Grande (Foto: Vanderlei Aparecido)
Entre armas apreendidas estão espingardas, foices e facões (Foto: Vanderlei Aparecido)Entre armas apreendidas estão espingardas, foices e facões (Foto: Vanderlei Aparecido)

Após a prisão de 14 indígenas e apreensão de três adolescentes durante a ação de reintegração da posse da fazenda Buriti em Sidrolândia, na manhã desta quinta-feira (30), a Polícia Federal já abriu inquérito que irá apurar a ação dos agentes e os possíveis crimes dos indígenas. O responsável pela morte do indígena Oziel Gabriel, de 35 anos, também será apurada na investigação.

Os 14 índios foram trazidos para a sede da PF em Campo Grande onde devem ser ouvidos durante toda a noite. Outros três adolescentes foram apreendidos e levados para a delegacia da Polícia Civil e também serão ouvidos.

Os indígenas estão em um auditório para onde as armas apreendidas também foram levadas. Entre os itens estão três espingardas, foices, facões, armas artesanais e munição.

Conforme a PF, o depoimento de cada índio deve durar 40 minutos e todos serão ouvidos pelo delegado de plantão. Após as oitivas, a polícia irá definir se todos foram detidos por desacato e desobediência, informação inicial repassada pela PF.

Caso os crimes de desacato e desobediência forem confirmados, os índios podem ser liberados mediante pagamento de fiança. Os crimes têm pena prevista de 6 meses a 2 anos de detenção.

O inquérito aberto no fim da tarde de hoje também vai apurar a ação da polícia. Os indígenas alegam que os agentes chegaram atirando, já a corporação diz que foi recebida a tiros e não reagiu.

Ainda segundo a Polícia Federal, três policiais tiveram ferimentos leves. Um colete que foi atingido por um tiro está na sede da corporação e irá passar por perícia.

Confronto – O comandante da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos disse ao Campo Grande News que a área já foi desocupada, porém, um novo reforço policial da tropa de choque de Dourados foi solicitado.

A fazenda foi invadida pelos terenas em 15 de maio. No mesmo dia, saiu uma decisão para que os índios deixassem o local. Mas a reintegração não foi cumprida e no dia 18 a decisão acabou suspensa até ontem, quando foi realizada audiência na Justiça Federal. Sem acordo entre as partes, o juiz Ronaldo José da Silva determinou o cumprimento da reintegração de posse.

Os índios reivindicam 17 mil hectares da aldeia Buriti que estão na posse de fazendeiros e que foram identificados em 2011 como terra indígena.

A operação da manhã desta quinta conta com a Polícia Federal, Polícia Militar, Bombeiros, médicos do Samu e policiais da Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe).



Em pleno século 21 os índios querem viver como há cinco séculos atrás, invadem propriedades privadas, não produzem apenas destroem, não constroem querem pronto, nada contra eles, porém precisa se rever essa política onde eles podem tudo em detrimento do cidadão de bem. Além de impedir o crescimento do país teimam em viver de forma que nos dias de hoje não são mais viável. O governo precisa tratá-los como seres humanos, dando educação, saúde, segurança, e em contrapartida eles precisam trabalhar, respeitar as leis, cumprir seus deveres e a partir dai passarem a ter direito. Se são seres humanos como todos os humanos devem ser tratados como tal, e não serem inimputáveis.
 
Mey Moura em 31/05/2013 07:22:44
É lamentável esta questão agrária chegar neste ponto. Acho q a imprensa e grandes comentarista devem esclarecer para a população urbana, que vivemos numa república democrática e se a pessoa tem um título legal de posse de uma propriedade, seja urbana ou rural, o direito de posse deve ser respeitado. Ora, o Brasil todo já foi terra indígena. É bem provável que Campo Grande já foi terra indígena. Mas os tempos são outros.
Se o governo deixar ou aprovar a desapropriação em Sidrolândia, isto vai abrir um precedente incrível. Vai pipocar invasão indígena no estado, no Brasil todo. Terra é um bem precioso, é segurança nacional. O direito de propriedade deve ser respeitado e a terra deve ficar nas mãos de quem produz. Não adianta ficar enfeitando esta questão. No mundo todo é isto que predomina. Ponto Final
 
Valtrudes A. Martins em 30/05/2013 23:56:21
parece piada...o inquérito da PF vai apurar a propria ação da PF!!!!
 
Marcos Pereira em 30/05/2013 23:22:04
A PF não vai conseguir descobrir quem atirou no índio. Pelos simples motivos: Ela não quer saber quem foi, não vai dizer quem foi, nada viu, nada sabe, e faz de conta que não é com ela. Enfim, essa é a polícia "super" preparada para agir em confrontos, imagina se isso acontecer na Copa do Mundo e morrer um estrangeiro! Ai sim, a polícia será "super competente", afinal de contas para os brasileiros 1 americano ou europeu vale mais do que mil índios.
 
Adenilson Lopes em 30/05/2013 22:32:21
É praxe nesses casos a abertura de sindicância interna. O corporativismo deixa que nada aconteça. Lembram-se do PF Bucker que foi assassinado na década de 90 num banheiro da superintendência e nada foi apurado? Vão. Vão apurar quem atirou no colete, talvez foi um índio com sua funda atirou uma pedra no colete. MS, está matando seus índios. parabéns. Bacharia.
 
samuel gomes campo grande II em 30/05/2013 22:28:32
A PF prendeu indígenas pra poder ter um bode expiatório, como fez o outro delegado que apreendeu maquinas fotográfica do CIMI. Como sempre acontece a acusação é o "desacato".Resistência não pode ser confundido como desacato. Foram apreendidas armas. Sim arma do dia-a-dia do índio; foice, machado espingarda de caça, fundas e enxadas...talvez essas prisões seja pouco em relação a vida de um jovem índio que lutava por seus direitos, vida que foi levada por algum policial que não tem filho e que deixou o profissionalismo de lado e agiu com ódio, ódio de estar sendo usado como um cachorro bem treinado, com salario de mixaria e agora, se conseguir,vai dormir mal.Mas o maior culpado por essa guerra civil é a Justiça que há 13 anos, não chega a nenhuma conclusão.
 
samuel gomes-campo grande em 30/05/2013 21:53:18
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