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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

26/02/2011 21:59

Conselho Indigenista se diz indignado com decisão do caso Veron

Jorge Almoas

Entidade defende que acusados sejam julgados por homicídio

O Cimi/MS (Conselho Indigenista Missionário – regional Mato Grosso do Sul) mostrou-se indignado com a decisão da Justiça Federal, que condenou os seguranças da Fazenda Brasília do Sul por sequestro e tortura do cacique guarani Marcos Veron. A entidade acredita que os acusados devam ser condenados por homicídio.

Em nota, o Cimi/MS afirma que a decisão judicial “traz relevante indignação e preocupação desta entidade pela impunidade do fato e as consequências deste precedente”. A Justiça Federal não reconheceu a prática de homicídio praticado contra o cacique e da tentativa de homicídio contra seus familiares.

Além disso, a indignação da entidade indigenista se dá pela possibilidade dos acusados de recorrer da sentença em liberdade.

Veron foi morto em janeiro de 2003, na fazenda Brasília do Sul, em Juti. (Foto: Arquivo)Veron foi morto em janeiro de 2003, na fazenda Brasília do Sul, em Juti. (Foto: Arquivo)


Se houve morte, quem deveria ser condenado é a CIMI, é quem fica incentivando invasões e colocando esses coitados dos indios no confronto com proprietários e terras.
Se querem terras, ó invés de entidades ficarem injetando em invasões, porque não compram as propriedades e doem para os indios?
Se as terras que os indios disserem serem deles e, o propietário ter que doar para a funai, no final vamos ter somente plantações de cana de açucar e fabrica de cachaça no MS.
 
Kamél El Kadri em 28/02/2011 07:43:24
Concordo em gênero, número e grau com o Walfrido e ainda acrescento: Se este mesmo caso tivesse acontecido entre não indios, o caso não teria tanta repercussão.
 
Eroci Barroso em 27/02/2011 06:50:58
Toda violação de leis e de direitos deve ser condenada, independente de quem a pratique, se índio, branco ou cor-de-rosa. Lastimavelmente o Estado brasileiro que não qualifica o índio para o trabalho digno, também apóia a expansão das aldeias à custa do direito de propriedade sobre as terras que o Estado um dia vendeu e, por dezenas de anos, recebeu impostos e reconheceu como legítimas. Da mesma maneira, ignora o financiamento e organização de invasões por entidades externas ou por elas financiadas. Ou seja, o Estado aceita como legítima a invasão indígena e, através dela, legitima direitos de posse de áreas invadidas. Ou seja, admite, na prática, que haja "violência boa" e "violência má". Perguntaria ainda: quem estava pintado com "cores de guerra"? Quem estava invadindo terra de quem? Nada justifica um assassinato, mas quem criou, com sua irresponsabilidade e filosofia da "violência boa e violência má", as condições para que a violência atingisse a tal ponto?
 
Valfrido M. Chaves em 27/02/2011 03:08:12
Só um esclarecimento: a pena por sequestro seguido de morte é maior do que o de homicídio. Eis uma das falhas na lei penal brasileira. No caso, o seuqestro seguido de morte tem pena minima de 24 a 30 anos. No caso de homicidio,´pós o tribunal do júri dar o veredito (quer dizer o povo dar o veredito), pode peagr pena minima de 12 a 30 anos. Necessário esclarecer estes fatos, pois, muitas vezes a fam´lia da vítima se sente injustiçada, quando a pena que ser´aplicada será maior. Por favor esclareça isto na matéria, e se a condenaçõ é por sequestro simples ou sequestro seguido de morte.
 
Sergio Maidana em 27/02/2011 01:34:47
Realmente foi uma pena branda para esses bandidos.
Se os acusados fossem índios, com certeza a pena seria máxima.
É sempre assim, pobre, negro e índio são os invasores, os bandidos, etc... Agora, se é o fazendeiro, áh, "tava defendendo minha propriedade"... hipocrisia sem fim...
Agora, que os índios tem que se pintar e ir pra guerra, é isso mesmo!!! E o negros também!!! E todos os pobres deste Brasil!!! Até que todos tenham sua terra, seu alimento, sua educação e sua saúde, sem exceções... O nosso Brasil sai ganhando. Todo o mundo sai ganhando... Aí sim!!
Força e coragem aos índios, negros e pobres deste Brasil!! Vão pra luta!! Todos os guerreiros!!!
 
Rosana Lucardi em 27/02/2011 01:23:56

Além disso, a indignação da entidade indigenista se dá pela possibilidade dos acusados de recorrer da sentença em liberdade.

No entanto, o conselho espera “que os acusados cumpram suas penas de 12 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de sequestro, formação de quadrilha armada e tortura”.

O Cimi/MS espera ainda que a decisão seja reformada e que o pedido de condenação dos acusados pela prática do crime de homicídio seja aceito. “Que este julgamento signifique, ao menos, o início de uma fase de responsabilização e condenação dos culpados pelos vários outros assassinatos de lideranças indígenas em Mato Grosso do Sul”, diz a nota.

No dia 13 de janeiro de 2003, Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde sequestraram e amarraram na carroceria de uma caminhonete sete índios da etnia guarani-caiuá, que reivindicavam a posse das terras da Fazenda Brasília do Sul.

Um dos filhos de Veron quase foi queimado vivo. A filha do líder indígena, grávida de sete meses, foi espancada. Veron foi agredido com socos, pontapés e coronhadas de espingarda na cabeça e morreu por traumatismo craniano.

O MPF (Ministério Público Federal) considerou a decisão como vitória parcial, e pede que o proprietário da fazenda, Jacinto Honório da Silva Filho, seja condenado por ser o mandante do crime.

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