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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

22/02/2011 08:56

Juíza nega pedido para anulação e júri do Caso Veron ouve índios hoje em SP

Aline dos Santos
Família de Marcos Veron só conseguiu embarcar ontem à noite para São Paulo. (Foto: João Garrigó)Família de Marcos Veron só conseguiu embarcar ontem à noite para São Paulo. (Foto: João Garrigó)

Após a justiça indeferir ontem um pedido para anulação do júri popular, prossegue nesta terça-feira, em São Paulo, o julgamento dos acusados de matar o líder indígena guranani-caiuá Marcos Veron, de 72 anos.

O júri começou às 11h de ontem (horário de Mato Grosso do Sul) no Fórum Federal Criminal Ministro Jarbas Nobre. Logo no início, a juíza federal Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal, indeferiu o pedido da defesa para anular a realização do júri, sob a alegação de que a Justiça Federal não teria competência para julgar o caso.

Para hoje, estão previstas as oitivas das sete vítimas, cinco testemunhas de acusação, duas testemunhas de defesa e de uma testemunha definida pela juíza.

Ontem, os sete indígenas que foram vítimas do ataque em Juti, em 2003, quando Veron foi morto, perderam o voo em Dourados e não conseguiram chegar a São Paulo. Eles embarcaram ontem à noite no Aeroporto Internacional de Campo Grande. A família de Veron denuncia que sofreu discriminação em Dourados.

Estão no banco dos réus três seguranças acusados pela autoria do crime: Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde.

Eles são acusados de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e meio cruel, tortura, seis tentativas qualificadas de homicídio, seis crimes de sequestro, fraude processual e formação de quadrilha.

Outras 24 pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime. A acusação vai pedir pena máxima, o que pode resultar em mais de 30 anos de prisão.

A pedido do MPF (Ministério Público Federal) , o julgamento foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo. Os motivos foram o poder econômico e a influência social do proprietário da fazenda, que teria negociado com dois índios a mudança de seus depoimentos. Este foi o terceiro caso de desaforamento interestadual do Brasil.



Já se passaram oito anos do caso. Como nossa justiça é morosa. Tomara que o desfecho seja o de sentenciamento dos réus, mas faltam os mandantes do crime. Certamente os réus inocentarão os mandantes, como sempre. O que mais me deixa desacreditado no ser humano é saber que são pobres que executam pobres a mando de ricos.
Ainda bem que na terra indigena "Guiraroká" ainda não circunstanciou semelhante fim, porém, é bom que fiquem alerta. Envolveria pessoa de reputação no Estado.
 
amauri da silva em 22/02/2011 01:17:14
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