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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

25/02/2011 22:38

Juri condena seguranças a 12 anos de prisão por tortura e morte de líder guarani

Marcio Breda
Líder guarani-caiuá Marcos Veron foi morto em 2003 por seguranças de uma fazenda em Juti. Foto: DivulgaçãoLíder guarani-caiuá Marcos Veron foi morto em 2003 por seguranças de uma fazenda em Juti. Foto: Divulgação

Os jurados condenaram e a juíza federal Paula Mantovani Avelino fixou pena de 12 anos e 3 meses de prisão a Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde, em regime fechado, por tortura e sequestros no caso Veron.

Eles foram inocentados pelo assassinato do líder guarani, mas considerados culpados por seis sequestros, tortura e formação de quadrilha armada. A tortura teve como vítimas sete indígenas na fazenda Brasília do Sul, em Juti, a 330 quilômetros de Campo Grande.

Estevão também acumulou mais seis meses de pena em regime aberto por fraude processual.

No dia 13 de janeiro de 2003, os três, que eram seguranças da fazenda Brasília do Sul, sequestraram e amarraram na carroceria de uma caminhonete sete índios da etnia guarani-caiuá, que reivindicavam a posse das terras. Levados para um local distante da fazenda, passaram por sessão de tortura.

Um dos filhos de Veron, conforme a peça de acusação, quase foi queimado vivo. A filha do líder indígena, grávida de sete meses, foi espancada. Veron foi agredido com socos, pontapés e coronhadas de espingarda na cabeça e morreu por traumatismo craniano.

Os três respondiam o processo em liberdade em função de um habeas corpus preventivo. Apesar de condenados, os seguranças poderão recorrer da sentença e aguardar a decisão em liberdade.

A pedido do MPF, o julgamento foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo. Os motivos foram o poder econômico e a influência social do proprietário da fazenda, que teria negociado com dois índios a mudança de seus depoimentos. Este foi o terceiro caso de desaforamento interestadual do Brasil.

Em maio do ano passado, o júri popular foi interrompido após o representante do MPF, o procurador da república Wladimir Barros Aras, abandonar o julgamento. A decisão veio após a juíza federal Paula Mantovani Avelino indeferir o pedido para que o depoimento das vítimas e testemunhas indígenas fosse colhido em tupi-guarani.

Dessa vez, porém, algumas testemunhas tiveram auxílio de interpretes. Porém, a maioria entende bem o português e pode prestar depoimentos sobre os crimes.



Se lá em São Paulo foi esse o desfecho, imagina o que seria se o julgamente ocorresse em Mato Grosso do Sul.
 
Karina Urten em 27/02/2011 12:18:00
Dias desses vimos pela tv os tres homicidas e torturadores chegando ao Tribunal com suas malas e fumando cigarro, como tivessem certeza da impunidade e que voltariam para suas atividades normais e ilicitas.Justiça foi feita! Muito embora a pena pelo assassinato,tortura e violencia praticada contra nossos irmãos indefesos, seja muito, muito branda, foi feito justiça.Isso prova que o mais rico latifundiario,o mais cruel dos assassinos,esses não estão acima da lei.Será que a resolução do caso seria o mesmo se ocorresse aqui em CGrande? Acho que não! Pois desde o vereador ao governador, passando por parte da imprensa,são imparcial e tendeciosos.! 12 anos! Ao terceiro anos serão liberados por bom comportamento, liberdade condicional...etc...coisas de homem branco!
 
samuel gomes- Campo grande MS em 26/02/2011 07:06:02
Foi muito pouco para esses bandidos! Se fosse o cotrário, se os réus fossem indígenas, tenho certeza que seriam condenados a 25 anos de cadeia, no mínimo.
E os outros assassinatos de indígenas? Houveram muitos que ainda estão impunes.
E a vergonha de Mato Grosso do Sul não ter condições de julgar seus réus por preconceito e "influencia econômica" de seus fazendeiros.
Pois é, quanto tempo mais vamos assistir esse filme repetido?
 
Lucia Marlô em 26/02/2011 04:10:14
Se aqui no Brasil, quem invadisse uma terra privada, sem ordem da justiça fosse responsabilizado, nada disso teria acontecido. Mas as invasões é igual casa da mãe Joana, é politico, quando algum politico quer se aparecer, manda uns coitados invadirem terras, para fazer pressão.
Em um país sério, os invasores seriam presos, antes mesmo de acontecer algum assassinato.
E se a segurança pública tomasem atitudes anti-invasões, certamente teriam salvos as vidas de muitos.
Se nas propriedades não há seguranças particulares, o Estado não faz a sua parte.
Já vi e presenciei muitas invasões, os invasores, batem, sequestram, matam e, são chamados de sem noção quando são indigenas, e de trabalhadores rurais quando são brancos, mas no final são todos contraventores, e bandidos, o proprietário tem o direito de proteger seu patrimônio com os recussos que tem, nem se for na bala.
 
Kamél El Kadri em 26/02/2011 01:19:50
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