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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/06/2012 17:39

Consumidor paga por internet rápida, mas nem sempre leva

Paula Vitorino e Nícholas Vasconcelos
Procon/MS registrou 50 reclamações contra provedores de internet. (Foto: Divulgação)Procon/MS registrou 50 reclamações contra provedores de internet. (Foto: Divulgação)

As propagandas das operadoras oferecem a cada dia velocidades maiores para internet banda larga fixa, com planos que prometem acesso rápido e ilimitado, mas na prática o consumidor tem a impressão de que ainda não saiu da conexão discada.

No Procon/MS, só este ano foram registradas 50 reclamações por divergência na velocidade paga no plano com a realmente oferecida pela operadora. De acordo com o superintendente do Procon/MS, Alexandre Rezende, essa é uma queixa comum no órgão.

"Essa é uma prática que no mínimo configura propaganda enganosa. O consumidor não é alertado sobre todos os detalhes do plano", alerta.

No ranking dos problemas com internet, a cobrança indevida aparece em primeiro lugar, seguida pela propaganda enganosa.

O problema acontece porque o cliente fecha um plano que promete determinada velocidade na internet, mas quando vai utilizar o serviço descobre que pode chegar a navegar utilizando apenas 10% desse total.

O gerente de um provedor de internet, Altair Gasparini, tem um pacote de 100 megas para a empresa, mas frisa que a velocidade real oferecida varia entre 12 megas.

Mas ainda chama a atenção para outro problema. Ele alerta que o consumidor deve ficar atento para o pacote de tráfego, que pode fazer a velocidade cair ainda mais quando o limite é atingido. O seu plano prevê 150 gigas de tráfego mensal e quando o limite é alcançado, a velocidade da navegação cai de 512 a 600k.

Ele reclama que o consumidor não é avisado sobre a limitação do tráfego e a diminuição da velocidade na hora da compra, e só acaba descobrindo quando tem problemas e liga na operadora reclamando.

“Todas operadoras de adsl seguem nesse mesmo caminho, oferecendo a velocidade sem falar do tráfego. O consumidor não é avisado na hora da venda, somente depois que o serviço já está instalado”, frisa.

Além de não ser alertado pelo vendedor no momento da compra, Altair chama a atenção para o fato de que o cliente muitas vezes nem chega a receber o contrato, já que o serviço é fechado totalmente pelo telefone.

“Estão agindo de má fé com o maior bem deles, os clientes. Porque depois de um problema, o cliente vai procurar outra operadora. Mas aí o outro desafio é falta de concorrência, todas as prestadoras agem da mesma forma”, frisa.

A maior prestadora do serviço de banda larga fixa no país, a Oi, esclarece que a velocidade que o cliente vai realmente ter acesso depende de vários fatores, entre eles a localização da residência. Mas afirma que isso é comunicado ao consumidor por um técnico que vai até o local verificar, já que a disponibilidade varia para cada caso, e que o cliente assina termo concordando com a velocidade fornecida.

A concessionária informa ainda que o serviço depende de uma análise da linha e da central telefônica. Ainda de acordo com a Oi,não há obrigatoriedade de universalização, mas que estuda a expansão é feita de acordo com critérios técnicos e de mercado.

Direito - O superintendente do Procon/MS, Alexandre Rezende, ressalta que é direito do consumidor ser informado de forma clara e objetiva sobre as condições de promoções e planos.

“É obrigação da empresa informar ao consumidor todas as informações importantes. O consumidor não tem a obrigação de saber detalhes técnicos, por isso é preciso ser informado de forma clara sobre a velocidade da navegação e transferência de dados”, diz.

Resolução publicada pela Anatel em outubro do ano passado estabelece padrões para o fornecimento do serviço. As metas do Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia (RGQ-SCM) passam a vigorar em novembro deste ano para as operadoras com mais de 50 mil conexões, que estarão sujeitas as sanções - Oi, Net, Telefônica, GVT, CTBC Telecom, Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom.

Mas uma exigência da resolução já está em vigor desde março, que permite ao usuário fiscalizar o cumprimento do serviço oferecido pela operadora.

Por meio de um programa disponível nos sites das prestadoras, o cliente pode medir a qualidade de sua conexão à internet. O software de medição é gratuito e deve estar disponível para os usuários, em local de destaque, nos sites das prestadoras.

A orientação para o cliente que se sentir lesado é procurar primeiro a prestadora do serviço. Caso o problema não seja resolvido, o cliente deve procurar o Procon e entrar em contato com a Anatel.

A ligação para a Anatel é gratuita, pelo número 1331, e o consumidor deve informar o número do protocolo da reclamação feita a operadora. A partir daí, a Anatel aciona a operadora e dá o prazo de 5 dias para resposta.

A partir das denúncias, o órgão identifica a região e a operadora com maior número de reclamações para realizar fiscalização.

A Anatel ainda não estatística sobre esse tipo de reclamação ou o ranking entre as prestadoras de banda larga fixa, mas a maioria das reclamações é por reparo.

Confira na íntegra a Resolução da Anatel: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=31/10/2011&jornal=1&pagina=91&totalArquivos=160

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Sou Cliente da gvt ja faz muitos anos no começo ela era muito boa.
Agora voçê coloca uma tartaruga pra apostar corrida tartaruga ganha......kkkkkkk
Pessoal seguinte se pudessamos nos unir em protesto contra as operadoras vamos fazer seguinte vamos ficar sem pagar por dois tres meses as internet ai quero ver se nao funciona nao pague ate sua internet ficar
 
Marcos Rezende em 14/09/2012 10:21:52
Eu tive problemas com a claro, fui ao procon e fui atendida prontamente e o problema solucionado!!
 
daniela dias em 20/06/2012 12:41:34
Tenho um Pacote de 10Mbps de uma operadora de TV a Cabo e nos últimos meses venho descobrindo na dor o tal limite de trafico, coisa que obviamente não fui informado na hora de fechar o pacote a um ano... Depois que passo o tal limite de trafego a internet fica lenta e é quase impossível de se usar. O Curioso é que nos últimos meses, já no dia 10 do mês o limite é extrapolado.
 
Tiago Nunes em 20/06/2012 12:39:31
Se registrarmos queixa no Procon o que acontece com as Operadoras. E um absurdo sermos enganados e nao ter ninguem pra fazer valer o que foi negociado. Essas empresas praticamente nos roubam os creditos e nao tem Lei que nos proteja. Um absurdo!!
 
Jorge Junior em 20/06/2012 08:31:54
Resumindo estamos pagando por um serviço que não funciona, eu mesmo pago por 10 megas e recebo 3 pela NET, e não adianta reclamar.
 
João Crisóstomo de Campo Grande - MS em 20/06/2012 08:13:09
Muito cuidado pessoal... trabalho em informática a mais de 10 anos e possuo diversos cursos em Hardware e software, a velocidade oferecidas pelas operadoras são sim na maioria das vezes oque prometem... é que elas nos enganam dizendo que é internet de 10 Megas.. mas é 10 MegaBITS e não 10 MegaBYTES qualquer duvida sobre isso pesquisem na internet...
 
wilson souza em 19/06/2012 10:26:03
Parabens ao Procon.

Tem que fazer com que essas operadora tenha respeito com consumidor .
Se ela garante so 10% do pacote vamos pagar somente 10%
entao ai ninguem fica insatisfeito.
 
Marcos Rezende em 19/06/2012 10:21:16
Que a internet em Campo Grande é péssima isso todo mundo sabe. Pedi linha e internet pra minha casa e venderam rapidinho. Quando o técnico veio instalar disse que não qualificou para internet. O bairro Tiradentes é conhecido e bem habitado e mesmo assim não recebe investimento das operadoras. Até quando a ANATEL vai ser conivente com o péssimo serviço prestado pelas operadoras?
 
Cleberson Silva em 19/06/2012 10:08:48
A legislação defende as empresas, por lei eles podem distribuir apenas 10% da velocidade contratada, e atenção não existe conexão por 3G que não tenha limite de dados ou de velocidade, além disso tem a única empresa que oferece TV por assinatura, telefone e internet em pacotes que joga um monte de vendedores nas ruas que só falam besteira, falam que não limitam nada, mas limitam sim.
 
João Renato em 19/06/2012 09:31:04
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