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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

15/04/2009 09:24

Curso para deficientes visuais aponta opção a desemprego

Redação

Cerca de 30 deficientes visuais do ISMAC (Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos Florivaldo Vargas) aprendem a ser empreendedores.

Pelo Projeto Nascer Bem, o Sebrae começou nessa semana a ensinar os passos para abrir uma empresa saudável. Segundo a presidente e diretora do instituto, Telma Nantes Matos, a idéia é auxiliar as pessoas, que por conta da deficiência, têm dificuldades de arrumar emprego.

Larissa Bortoleto, coordenadora do projeto, conta que uma parceria foi estabelecida entre Ismac e Sebrae, depois de verificar que vários deficientes visuais tinham interesse em conteúdo sobre empreendedorismo, mas não havia material apropriado para esse público.

O desemprego e a necessidade de inserir essas pessoas no mercado, levou o Sebrae ao instituto que agora vai prestar assessoria para aperfeiçoar a metodologia esse trabalho diferenciado.

Depois do curso no Ismac, os deficientes visuais poderão se inscrever em treinamentos específicos no Sebrae, com acessibilidade necessária garantida, como material ampliado para que tem visão parcial, conteúdo em braille e em mídia digital, que pode ser ouvida em note book.

"Já trouxemos esses materiais para as palestras no Ismac, mas estamos aperfeiçoando", comenta a coordenadora.

Alunos - Entre os inscritos nessa primeira fase, estão muitos que já criaram uma fonte de renda, como vendedor de gêneros alimentícios, de produtos de beleza e apicultores.

Ex-corretor de imóveis, Marcelo Felix, de 47 anos, busca uma nova colocação no mercado. Há dois anos ele deixou de exercer a profissão depois que perdeu a visão por consequência de uma retinoplastia diabética.

Para ele, o curso é um norte para encontrar um novo rumo na vida e se adaptar a realidade. "Ainda estou me adaptando a essa nova situação e este curso pode me dar novos caminhos. Não posso mais atuar como corretor, mas já quem sabe trabalhar como instrutor de estagiários ou consultor", espera.

Felix atuou no ramo por 20 anos e aposta na experiência profissional. "Neste momento estou procurando me adaptar".

A consultora de beleza Áurea Sena, de 43 anos, trabalha com venda de cosméticos há um ano e meio. Segundo ela, as palestras vêm abrindo possibilidades de trabalho ainda melhores e clientela fiel. "Para fazer a diferença procuro conhecer bem as necessidades do cliente para oferecer o produto adequado".

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