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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/09/2012 11:29

Desde junho, bandidos mataram seis pessoas para roubar, só na Capital

Aline dos Santos
Luzia, Breno, Leonardo e Alberto (em sentido horário): vidas perdidas em crime que chocam pela brutalidade. Luzia, Breno, Leonardo e Alberto (em sentido horário): vidas perdidas em crime que chocam pela brutalidade.

Crimes que terminam em vidas perdida arrancam a voz da garganta e despertam uma inquietação: existe uma medida para a maldade? De junho para cá, essa pergunta incômoda se repetiu em quatro ocasiões, em que famílias choraram a morte de seis pessoas.

Na última sexta-feira, os campo-grandenses acompanharam, em choque, o desenrolar de um caso que expôs a dimensão da insegurança pública na cidade, reuniu duas mil pessoas em passeata na avenida Afonso Pena e um clamor nas redes sociais: “Eu não vou ser o próximo”.

De manhã, a procura e famílias apreensivas em busca dos universitários Breno Luigi Silvestrini de Araújo, de 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos. No início da tarde, a tragédia. Os dois foram espancados e mortos com tiros na cabeça por ladrões.

O alvo era a Pajero em que os jovens estavam. O veículo foi encontrado em Corumbá, já os corpos, na região de Indubrasil. E por que foram brutalmente assassinados? A explicação veio no dia seguinte. Os jovens viram os rostos dos bandidos, fato suficiente para selar a sentença de morte.

Em julho, um roubo com desfecho igualmente trágico. Na ocasião, as vítimas foram o empresário Alberto Raghiante Júnior, de 55 anos, e a estudante Luzia Barbosa Damasceno Costa, de 25 anos. Os corpos foram encontrados, lado a lado e de bruços, na região das Três Barras. Cada um com um tiro na nuca. Ela, abraçada à bolsa.

“Não era para matar. Mas estava com cachaça e droga na cabeça”, justificou Neidinaldo Nascimento da Silva, de 20 anos, que confessou ter matado o casal. Segundo a investigação policial, o objetivo inicial era cumprir a missão dada por um detento do presídio Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, que ordenou o roubo de um veículo. O Azera do empresário foi encontrado no Paraguai. As vítimas foram rendidas nas proximidades do terminal Morenão.

Juliana foi morta na primeira noite em que dormiu sozinha na casa nova. (Foto: Minamar Júnior)Juliana foi morta na primeira noite em que dormiu sozinha na casa nova. (Foto: Minamar Júnior)

A televisão ou a vida - No dia 8 de junho, uma brutal morte a facadas pôs fim à vida da professora Juliana Corraleiro da Silva, de 42 anos. Ela e o marido haviam se mudado recentemente de Bandeirantes para a rua dos Arquipélagos, bairro Coophavila II, em Campo Grande.

Juliana foi morta na primeira noite em que dormiu sozinha no novo endereço. Preso dias depois, Júlio César de Almeida, de35 anos, contou que entrou na casa para furtar objetos e eletrodomésticos para trocá-los na boca-de-fumo. Ele levou aparelhos de DVD, som, celular e um videogame. A pedido do receptador, voltou para buscar uma televisão. A professora acordou, gritou e foi morta com oito facadas.

Uma televisão de 29 polegadas foi o preço da vida do Odilon de Souza Vaz, de 76 anos. Morador do Parque dos Girassóis, o idoso teve a casa invadida no dia 24 de julho. Odilon foi esfaqueado várias vezes na nuca e no pescoço. Uma das vértebras chegou a ser romper. Preso, Mario Márcio Martins dos Santos confessou o crime. A suspeita é que ele seja usuário de droga.

Matar e morrer - Durante a passeata em protesto contra a violência que reuniu duas mil pessoas ontem na avenida Afonso Pena, Paulo Roberto Fernandes, pai de Leonardo, defendeu a pena de morte.

Promotor no Tribunal do Júri, onde são julgados os crimes de homicídio doloso e tentativa de homicídio, Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos lembra que a Constituição Federal veda a pena de morte no Brasil. A pena por homicídio vai de 12 a 30 anos. A punição é dosada conforme a gravidade do crime, que em termos jurídicos é definido como qualificadora.



Está na hora da população se armar!!!!
Não dá mais para sermos reféns de bandidos.
Todos devem morrer.
Vamos Queimar a Máxima com todos que estão dentro e começar tudo do zero.
 
Pedro Alcantara Machado em 03/09/2012 12:53:53
Tudo por conta de droga. E ainda tem um bando de desocupado querendo legalizar.
Tem que se preocupar em aderir penas 10 vezes mais severas ou pena de morte logo.
Hoje vi uma pessoa falando mais ou menos assim: "A pena de morte já existe entre bandidos, eles julgam e executam na hora", falow tudo.
A lei tem que ser severa e igual para todos. Chega dessa palhaçada.
 
Aline Torres Durães em 03/09/2012 12:30:13
Senhores legisladores, se realmente estão interessados em representar o povo, e não só interesses particulares, proponham novas leis, a população esta desarmada, e se prendem o bandido, ele sai antes dos policiais dos DP's! O Brasil clama por leis mais rigidas!!
 
Paulo Carvalho em 03/09/2012 12:16:17
"A pena por homicídio vai de 12 à 30 anos". É justo? Será que entre 12 à 30 anos estas pessoas mortas(com intenção) irão voltar? Nossas leis devem acompanhar o que da resultado nos Países de 1º mundo. Este assassino dos universitários mesmo preso pelo resto da vida seria injusto, pois os pais das vitimas além de perder seus filhos ainda custeariam os criminosos na cadeia com os impostos, justo?
 
Alexandre de Souza em 03/09/2012 07:21:00
Mas e aquela propaganda que aparece em todas as redes de televisão, onde aparece que a capital esta mais segura do que nunca, será que é em outra cidade? Com a palavra as nossas autoridades maiores.
 
Roberto Candelaria em 03/09/2012 07:20:34
Se o governo nao tem capacidade de dar seguranca aos seus cidadaos, e' porque a incompetencia e' muito grande, so' unidos vamos acabar com a impunidade no Brasil.
 
Jorge Nicolini em 03/09/2012 06:21:46
Enquanto isso na reforma da constituição eles estão pensando se liberam ou não a maconha, é mole.
 
Fernando Crespim em 03/09/2012 05:13:06
A proposta pacificação nos bairros tidos como terreiro do tráfico (Tiradentes, Nhá-Nhá e outros), pela PM, não funcionou. Basta passar por esses bairros (Dalva de Oliveira) após as 21 horas. Traficantes e Viciados fazendo plantão. E não adianta o Comando da PM, tentar convencer a sociedade. Tudo está como antes. Campo Grande ainda está de luto e merece respeito.
 
Carlos Araujo em 03/09/2012 05:01:32
E enquanto isso o povo só comenta que desde Janeiro morrerão 9 em confrontos com a policia! E os coitados ganhão mal arriscam a própria vida pra defende a população, trocam tiros com bandidos e quando levam a melhor tomão uma punição e se morrem na troca de tiro o bandido é o cara e a familia do policial morto só recebe um muito obrigado e se vira pra paga as conta porque quem sustentava tá morto!
 
Nilson Gasparetto em 03/09/2012 04:50:17
É o que eu digo,enquanto não houver pena de morte para crimes assim,muitos inocentes ainda morrerão... Senhores Legisladores,pensem nisso...Amanhã pode ser vocês...E outra coisa, os Direitos Humanos tem que se atentar e ser verdadeiramente mais HUMANO. Nós precisamos de segurança!!!
 
Glaucia De Paula em 03/09/2012 04:06:00
a violencia se alastra por campo grande e pelo pais...as autoridades se calam e se encolhem diante de um codigo penal primitivo,que beira o patetico...acho que um dia a populacao vai se revoltar,devera haver milicias,como em paises arabes e muculmanos,essas milicias deverao tutelar respectivas ares...e agir com extrema brutalidade contra bandidos hediondos e manterao a ordem social dos locais...
 
alexandre jazbik em 03/09/2012 04:05:32
Pedro Alcantara...não só a máxima, mas o instituto penal, as demais cadeias e penitenciarias, o congresso nacional, as assembleias legislativas e assemelhada, as camaras municipais, o STJ, o STF, os TCs, enfim, vamos começar do "ZERO", pois todos são do mesmo naipe.
 
Antonio Nabru em 03/09/2012 04:04:42
Infelicidade é roubar, desviar ou na melhor das hipóteses mal administrar o dinheiro público e pensar que está tudo certo. Fazer isso é se tornar assassino também. Quem faz falcatrua é pq houve omissão do povo e dos poderes constituídos.
Eles se foram, mas quem fica é que será julgado pelos seus atos.
 
Amariliana Pessero Alvares em 03/09/2012 03:24:00
Não adianta passeatas o povo tem que ir pra DF e fincar o pé até ter resultados já tiramos um presidente os estudantes estão muito fracos na minha época a gente colocava o terror agora tudo parado nem as faculdades funcionam e ninguém faz nada.
 
lucimara f. r. arrieiro em 03/09/2012 03:23:15
Estamos igual a "Baixada Fluminense" dos anos 80, que o povo criticava tanto.
 
Rogerio Lani em 03/09/2012 03:19:55
Seis que sabemos, caso isolado deve ser os casos que não é divulgado, tem muitos assaltos e mortes que não dá tempo de ir pra midia... ate quando vamos ter que acordar com essas noticias, familias e mais familias sendo destruidas por causa de bandidos que não sabe o que é ter familia, e nunca vai saber o tamanho da dor que uma mãe senti quando tem um filho morto da forma desses jovens. Que absurdo
 
Caroline Mena em 03/09/2012 02:43:28
E ainda vem o nosso prefeito Nelsinho dizer que o caso dos 2 meninos mortos semana passada FOI UM CASO ISOLADO. Que declaração mais infeliz!!! É revoltante o descaso.
 
Izabel Cristina Buytendorp Fochesatto em 03/09/2012 01:55:03
Não são penas maiores que impedem estas tragedias. Em 97% dos casos de homicidio, o criminoso não é punido, pois sequer é achado...
O que mais reduz a ação de bandidos é uma chance MUITO maior de ser punido. Só se a chance de um criminoso ser preso e ficar la um bom tempo ultrapassa os 50%, que eles vão pensar 2 vezes antes de fazer. Policia e justiça deveriam aumentar E MUITO a eficiencia.
 
Marcos da Silva em 03/09/2012 01:10:22
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