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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/05/2016 09:34

Desempregada, mãe pede ajuda para tratamento de filho com doença rara

Amanda Bogo
Janete teme que falta de tratamento prejudique desenvolvimento do filho (Foto: Pedro Peralta) (Foto: Pedro Peralta)Janete teme que falta de tratamento prejudique desenvolvimento do filho (Foto: Pedro Peralta) (Foto: Pedro Peralta)

Emerson Martins Julião tem 22 anos e há dois sofre com a hicrocefalia, causada por uma meningite basal que foi agravada. Sem condições de continuar vivendo em São Paulo e com apenas os movimentos do lado direito do corpo, ele  pediu para voltar a morar com a mãe em Campo Grande, no Jardim Noroeste. A esposa e o filho de três anos ficaram na capital paulista até que uma casa fosse construída para receber a família. Porém, com a falta de dinheiro, o projeto foi adiado.

A situação da família de Emerson é precária. A mãe, que era catadora de latinhas, teve que deixar o trabalho para cuidar do filho, e o pai do rapaz está desempregado. Sete pessoas moram em uma pequena casa de três cômodos, e a comida não é suficiente para todos.

Há um mês ela busca, pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), tratamento neurológico e fisioterápico, respectivamente, mas até o momento não conseguiu uma resposta. “Ele está conseguindo recuperar agora, os movimentos do lado esquerdo, e sem a fisioterapia temos medo de que acabe atrofiando. Quando ligo para saber se vão conseguir a vaga, ficam transferindo e ninguém atende, não dão uma resposta”, disse.

A família recebe ajuda de alguns vizinhos, mas as doações diminuiram e falta comida na casa. “Alguns ajudam, mas a gente sabe que a crise está atrapalhando todo mundo. Não tenho fruta para dar para ele, as fraldas estão acabando. A gente recebia essas coisas de doações”, contou Janete.

Com a ajuda da irmã, Isabel Dias, Janete está organizando uma feijoada para tentar pagar o tratamento de Emerson. “Está complicado ficar esperando o tratamento, isso me preocupa muito, então queremos arrecadar o dinheiro para pagar a fisioterapia”, disse Janete.

Além da fisioterapia, o dinheiro arrecadado com a venda da feijoada será utilizada em situações de emergência. “As vezes ele sente dores de madrugada e precisamos levar ao hospital. Não tenho carro e nem dinheiro para o táxi, e quando ligamos para pedir uma ambulância, eles fazem uma série de perguntas e dizem que precisam saber os sintomas. Se é só dor que ele está sentindo, eles não vem até aqui. Um táxi não cobra barato, e não temos dinheiro para pagar a corrida”, desabafou a mãe.

Isabel ficou responsável por receber as doações e preparar os pratos que serão vendidos, mas afirma que esta sendo difícil fazer as arrecadações. “Conseguimos com facilidade alguns ingredientes, mas está sendo muito difícil conseguir a carne, que é o principal. Precisamos de ajuda e agradecemos a quem puder colaborar”, reforçou.

A feijoada será realizada no dia 15 de junho, e além dos ingredientes para preparar os pratos, a família de Emerson pede doações de alimentos e cobertores para o inverno. Quem puder ajudar de alguma maneira pode entrar em contato pelos telefones (67) 9617-3991 e (67)9627-0825, ou ir até o Jardim Noroeste, no endereço rua Bananal, número 396.

Família organiza feijoada para arrecadar dinheiro e precisa de doações para a preparação do prato (Foto: Pedro Peralta)Família organiza feijoada para arrecadar dinheiro e precisa de doações para a preparação do prato (Foto: Pedro Peralta)
Rapaz passa os dias na cama. Mãe e tia se uniram para buscar tratamento(Foto: Pedro Peralta)Rapaz passa os dias na cama. Mãe e tia se uniram para buscar tratamento(Foto: Pedro Peralta)


Será que a APAE não pode ajudar porque precisa dar cestas para vereadores e deputados? O SUS a gente já conhece, sabe como é... nem adianta comentar né? E esses vereadores, também não podem fazer nada? Já que agora começaram a se aparecer, fazendo visitinhas em escolas, creches e ceinfs só pra enganar bobo e tentar angariar votos para a próxima eleição, poderiam ajudar de alguma forma né? Isso sim, seria fazer alguma coisa de útil, porque de nada adianta ficarem se promovendo e não fazerem nada de fato.
 
Mariana Carvalho em 08/05/2016 11:09:44
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