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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

08/10/2013 19:08

Drogas influenciam conduta e deixam crianças e jovens agressivos em escolas

Bruno Chaves

O comportamento de crianças e adolescentes em escolas é influenciado pelas drogas, que costuma circular nas redondezas de escolas públicas do Estado, revelou o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Alves Gonçalves, que mediou um debate nesta terça-feira (8) para discutir violências nos colégios públicos.

“A droga influencia, principalmente, aqueles alunos que estudam a noite”, explicou. O tema foi arduamente discutido no seminário de violência, que contou com a participação de autoridades da Educação, Política e Polícia.

A secretária estadual adjunta de Educação, Cheila Vendrami, lembrou que os professores são autoridades nas salas de aula. Mas eles não têm capacitação para revistarem os alunos. Somente os pertences, como mochilas, podem ser averiguados pelo educador. “A Secretaria de Estado proíbe que um professor faça revista corporal”.

Quem também defendeu a autoridade do professor em sala de aula foi a delegada titular da DEAIJ (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Rosemam Geise de Paula, que garantiu que o professor deve ter poder de domínio dentro do ambiente escolar. O promotor de Justiça da Infância, Adolescência e Juventude, Sérgio Harfouche, também partiu do mesmo princípio.

Já Geraldo revelou que não existe um estudo que monte um perfil do aluno usuário de drogas, assim como não existe estudo que mostre a causa de violência nas escolas. No entanto, o presidente afirmou que os casos podem diminuir se políticas públicas educacionais forem implementadas no Estado.

Combate à violência – Ao final do seminário, a ACP elaborou um documento, para ser entregue às autoridades competentes, com sugestões de ações que combatem a violência no ambiente escolar. Entre elas estão: criar comissão escolar interna para orientar, conciliar e solucionar os conflitos ocorridos em escolas; compor projetos para discutir violência; criar patrulha escolar; contato midiático permanente entre patrulha e escola; monitoramento permanente pelas secretarias de educação do município e Estado; cobrar das autoridades policiais o fechamento de pontos de drogas e bares próximos ao ambiente escolar; e outros.



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