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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

08/10/2013 16:39

Violência nas escolas é por motivo fútil e "ganha força" no Facebook

Bruno Chaves
Presidente de associação de pais e mestres acredita que rede social propaga desavenças entre alunos (Foto: Cleber Gellio)Presidente de associação de pais e mestres acredita que rede social propaga desavenças entre alunos (Foto: Cleber Gellio)

Além de permanecerem no ambiente escolar, as manifestações de violência entre jovens em escolas públicas de Mato Grosso do Sul começaram a ser propagadas pelo Facebook e outras redes sociais. Com a popularização da internet, crianças e adolescentes começaram utilizar a rede para revelar suas “rivalidades” e “problemas”, que, na maioria das vezes, nascem de um motivo fútil.

O tema violência nas escolas públicas foi debatido, nesta terça-feira (8), em um seminário realizado na ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública). De acordo com a presidente da APM (Associação dos Pais e Mestres) da Escola Estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande, Zuleide Lara de Oliveira, as redes sociais, principalmente o Facebook, se tornaram uma forma errônea de exposição das diferenças.

“As manifestações de violência são de vários tipos e todas se enquadram no chamado bullying, que é grave. Isso vem ganhando força no Facebook e nas redes sociais. Recebemos muitas queixas de pais que descobrem, pela internet, que seus filhos se envolvem em brigas por motivos fúteis”, revela.

Para Zuleide, que está a frente da associação há seis anos, entre um mandato e outro, o simples fato de um aluno olhar para o outro com uma expressão menos amigável é motivo de briga. “São diferenças que poderiam ser resolvidas facilmente, mas acabam em violência até física. Eles [alunos] acham que podem resolver tudo sozinhos”, afirma.

Seminário exibiu vídeos de casos reais de brigas entre jovens em escolas (Foto: Cleber Gellio)Seminário exibiu vídeos de casos reais de brigas entre jovens em escolas (Foto: Cleber Gellio)

As confusões que envolvem meninas costumam ser causadas pela disputa pela preferência dos meninos. Estes, por suas vezes, costumam se envolver em conflitos com os professores, conta a presidente da associação. “É comum as meninas brigarem pelos garotos. E eles, entram em desavença com os professores. É um conflito de ideias mal interpretadas que causam brigas e confusões”.

Uma forma de se diminuir a violência entre alunos em escolas seria a criação de projetos regionais que contemplassem o individual, opina Zuleide. Para ela, cada escola tem sua identidade e deve receber tratamento diferenciado na resolução de problemas, seja de brigas, drogas ou indisciplina.

Debate – O encontro reuniu autoridades da Educação, Política e Polícia. Os presentes conversaram e discutiram a melhor forma de diminuir o grau de violências em salas de aula e colégios.

O tema ganhou força no mês passado, depois que a estudante Luana Gregório, 15 anos, foi esfaqueada em frente ao colégio estadual em que estudava, em Campo Grande, e morreu horas depois na Santa Casa.

Além do episódio com Luana, o seminário relembrou casos como o de um diretor que foi assassinado a tiros, em 2012, em um colégio estadual no distrito Casa Verde, Nova Andradina, e de um professor que foi esfaqueado dentro da escola em que dava aulas, no bairro Universitário, em Campo Grande, no ano passado.



Depois que aconteceu o fato da Luana que as autoridades resolveram tomar atitudes,brigas em escola sempre aconteceram e precisou alguém perdeu a vida para ser tomada alguma atitude,nos pais sabemos oque os nossos filhos fazem dentro de casa,agora na rua ou ate mesmo na escola só ficamos sabendo quando acontece uma tragedia como essa,e muito fácil querer jugar a família nesse momento,o professor que ficou incentivando a briga, deveria ter chamado a segurança ao invés d ficar alimentado as duas a brigar.Mas a verdade eque quem perdeu a vida foi a Luana e as assassinas estão soltas para tornar a matar mais gente.
 
jane gregorio em 09/10/2013 10:08:47
Nas Escolas Municipais temos o Grupo de Educação Afirmativa e Cidadania na Escola-Ação Juvenil na Escola (GEAC|AJE), um grupo de discussão das relações étnico-raciais e de gênero,que por meio do estudo, pesquisa e diálogo media os conflitos existentes no ambiente escolar. Este grupo trabalha a implementação da Lei nº 4.854|2010 que preconiza medidas de conscientização, prevenção e combate ao "bullying" escolar. Temos ações exitosas desenvolvidas nas escolas referentes, a temática na superação do preconceito e da discriminação no ambiente escolar e entorno. Acredito que é por meio da "educação" que podemos contribuir com os jovens, na aceitação e respeito as diferenças, pois é na escola que os jovens convivem com as diferenças de etnia, cor, gênero,comportamento, religião, opção sexual....
 
Shirley Assef Maslúm em 09/10/2013 09:18:48
Enquanto ficarmos criando regras para os pais criar os filhos e interferindo nas atitudes dos pais proibindo inclusive a palmada, e enquanto ficarmos proibindo o estudo religioso nas escolas onde se mostra o verdadeiro amor, o respeito, a gratidão, o perdão, enquanto não estabelecermos limites sérios e bem definidos para os filhos, seremos fortes criadores de marginais e não encontraremos respostas e nem solução para estes problemas. Ainda bem que a verdade se apresenta sempre. Eu me criei tomando leite tirado da vaca pela manhã e pela tarde tenho 63 anos saudáveis, depois que o homem resolveu substituir a vaca tomamos, água, soda, q'boa etc... e ainda aplaudimos, e temos a sociedade que temos podre que aí está.
 
Romaldo Milani em 09/10/2013 08:44:11
RESULTADO DO DESMONTE FAMILIAR, HOJE, PREGAM A SEPARAÇÃO, É O QUE A SOCIEDADE CIENTÍFICA, EDUCACIONAL, POLÍTICA, JUDICIÁRIA ORIENTAM AOS CASAIS, INVÉS DE REATAREM, ORIENTAREM, ACONSELHAREM O FUTURO UNIDOS, FAZEM A OPOSIÇÃO, E OS FILHOS, CRESCEM REVOLTADOS, GERANDO ISSO QUE TANTO ASSOLA A NOSSA SOCIEDADE, FILHOS DE PAIS E MÃES BAGUNÇADOS, SÃO BAGUNÇADOS TAMBÉM, CONFORME AS ÁRVORES, SÃO OS FRUTOS, QUE DEUS ABENÇOEM, OS DIRIGENTES PÚBLICOS, QUE RESPEITEM A DEUS, QUE NÃO TERÃO PROBLEMAS PARA O FUTURO, POVO, PROCUREM OS PADRES E PASTORES, SOMENTE ELES, CONSERTARÃO A IMORALIDADE DESTE MUNDÃO.
 
PEDRO BRAGA em 09/10/2013 08:42:04
Acredito que a escola pode e deve se posicionar contra esse comportamento errôneo dos jovens, mas, lembrem-se que: educação, princípios e outras coisas partem de casa, dos pais, não adianta associar uma fatalidade que ocorreu como "problema da escola". O problema de toda essa agressividade pertence aos pais desses jovens/adolescentes, que nem sempre conhecem a palavra LIMITE.
 
Juliana Cabrera em 08/10/2013 17:22:11
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