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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

25/06/2012 16:20

Em greve, estudantes fazem protesto na UFMS em Campo Grande

Elverson Cardozo

Mobilização geral é de estudante para estudante e tem o objetivo, além das reivindicações locais, de integrar a greve nacional pela educação

Acaêmicos declararam luto à educação e enterram insatisfações na porta de reitoria. (Foto: Elverson Cardozo)Acaêmicos declararam luto à educação e enterram insatisfações na "porta" de reitoria. (Foto: Elverson Cardozo)

Acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) fizeram nesta tarde manifestação como parte da greve na instituição.

Cerca de 200 estudantes, de aproximadamente 10 cursos, se mobilizaram para o protesto. Por volta das 11h, saíram do Restaurante Universitário, percorreram o campus da universidade e chegaram a interditar o trânsito na avenida Costa e Silva.

Depois, declaram "luto na Educação". Em ato simbólico, os alunos enterraram cerca de 50 cruzes em frente à reitoria da universidade. Uma maneira que encontraram para “enterrar” insatisfações como o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), as bolsas estudantis e a gestão da atual reitoria.

“Enterramos a educação para mostrar que ela está sendo assassinada", explicou a estudante de Ciências Sociais, Joana Lima, de 31 anos. “Esse movimento está cada vez mais crescente”, pontuou o estudante de economia, Renan Araújo, de 18 anos.

A greve, explicou, é de estudante para estudante, mas a classe acadêmica também apoia a paralisação dos técnicos e professores, que começou na última quinta-feira (14).

A assembléia geral ocorreu por volta das 15h30, em frente ao novo prédio da Facom (Faculdade de Computação) e reuniu acadêmicos de vários cursos, como medicina, veterinária, ciências sociais e economia.

Mobilização unificou greve dos professores e técnicos. (Foto: Elverson Cardozo)Mobilização unificou greve dos professores e técnicos. (Foto: Elverson Cardozo)
Cerca de 200 acadêmicos participaram da Assembleia. (Foto: Elverson Cardozo)Cerca de 200 acadêmicos participaram da Assembleia. (Foto: Elverson Cardozo)

Joana Lima explicou ainda que a mobilização deflagrada hoje é um movimento de unidade para construir a greve nacional pela educação.

Reivindicações – Os estudante reivindicam, entre outros assuntos, a discussão do PNE (Plano Nacional de Educação), finalização do Reuni e destinação do PIB (Produto Interno Bruto) à educação.

Acadêmica de veterinária, Desiree Cardoso, reclama da falta de estrutura para aulas práticas. (Foto: Pedro Peralta)Acadêmica de veterinária, Desiree Cardoso, reclama da falta de estrutura para aulas práticas. (Foto: Pedro Peralta)

Também está em pauta reclamações relacionadas à estrutura da universidade. Estudante do 5º semestre do curso de medicina veterinária, Desiree Cardoso, de 20 anos, reclamou das condições do hospital veterinário. “É precário, sem condições de consultar animais de grande porte”, disse, acrescentando que a fazenda escola também está abandonada.

A amiga, acadêmica do mesmo curso, Evelyn Pleutin, de 20 anos, também aderiu à greve. “O que adianta a gente se formar e não saber fazer nada?”, questionou.

“A gente quer ser exemplo no estado", disse. Queremos que as pessoas tenham orgulho do nosso trabalho”, completou Desiree Cardoso.

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Concordo com os movimentos estudantis quando exigem melhores condições e estrutura, é benéfico até mesmo para a sociedade que terá esses profissionais melhores formados atuando à seu favor dentro de 4 ou 5 anos. PORÉM, sou contra bloqueios de vias, não sei se foi o caso, mas os estudantes tem de estar cientes de que ali passam trabalhadores com hora para cumprir ou doentes com consulta marcada.
 
Carlos Ranieri em 26/06/2012 09:17:02
Concordo com Jafar Fares, MPF neles, tem muita coisa erradaaaaaaaaaaa ai viu.....
 
Antonio Ferreira Filho em 26/06/2012 09:12:43
Esse é o nosso Brasil 6ª Maior economia do mundo aonde sobra escandalos de desvio de dinheiro e corrupção que faz com que o dinheiro que deveria ser investido em educação,saúde e segurança caia nas mão destes fascínoras do poder que fazem de Brasília o centro de seu poder corruptivo.Basta de corrupção Brasil!Moralidade JÁ.
 
Edmur Penedo em 26/06/2012 01:51:41
As únicas coisas que comprovadamente dão certo no Brasil é roubar e ser político.
 
Kenio Macanura em 25/06/2012 08:07:53
É e eu quero entrar na UFMS, amigos lutem para que os cursos oferecidos tenha a qualidade que nós que almejamos e ser profissionais qualificados, pois nós merecemos, nosso estado merece isso!! ainda não sou acadêmica, mas torço por vcs e espero em breve estar estudando nessa instituição de ensino. O Estado resolve como ele quer ser visto na educação do seu povo!
 
sandra lima em 25/06/2012 07:47:58
Amigo, Gustavo Ribeiro, a greve dos estudantes da UFMS, veio em função de dar apoio a greve dos técnicos e professores da Universidade. A paralisação se apresenta quando todo tipo de negociação foi em vão, uma forma de parar o sistema afim de demonstrar qual o problema.
Pegar no livro e estudar não é a única obrigação de um estudante de universidade, mas sim torná-la melhor.
 
Guilherme Henrique Pinheiro em 25/06/2012 06:51:08
Gustavo,
a gente tenta estudar, mas como?
sem professores, sem livros, sem materiais, sem salas de aula com qualidade, sem assistência estudantil?
 
Ana Alice em 25/06/2012 06:50:00
Continuar pegando nos livros e estudar significa consentir a injustiça do nosso governo. A Universidade precisa de nós em sala de aula para funcionar e ela quer isso. Porém, nós só voltaremos quando ela funcionar do jeito que nós MERECEMOS.
 
Desiree Cardoso em 25/06/2012 06:41:47
A educação está caótica, mas fazer greve e não estudar nada resolve. Meninada, em vez de fazer piquete, vamos pegar no livro e estudar!
 
Gustavo Ribeiro em 25/06/2012 06:06:30
Isso é a má gestão do dinheiro publico, estrutura sucateada entra reitor e sai reitor e a coisa continua a mesma, esta na hora do MPF ficar de olho na UFMS.
 
jafar fares em 25/06/2012 05:31:59
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