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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

28/07/2017 12:02

Prefeitura chama mais 89 para substituir terceirizados da Omep e Seleta

Lista com os aprovados para contratação temporária pelo processo seletivo da Semed foi publicada no Diogrande

Yarima Mecchi
Omep foi alvo de operação do Gaeco. (Foto: Marcos Ermínio)Omep foi alvo de operação do Gaeco. (Foto: Marcos Ermínio)

No último para encerrar os convênios com a Omep (Organização Pela Educação Pré-Escolar) e a S.S.C.H (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária) a Prefeitura de Campo Grande convocou mais 89 pessoas que vão substituir parte dos 4,3 mil terceirizados que serão demitidos. O prazo para acabar o vínculo entre as instituições e administração municipal foi dado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A lista com os aprovados para contratação temporária pelo processo seletivo da Semed (Secretaria Municipal de Educação) foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta sexta-feira (28).

Todos os convocados devem comparecer no Espaço de Formação Lúdio Martins Coelho, na sede da Semed, no dia 31 de julho, às 8h. A secretaria fica na Rua Onicieto Severo Monteiro, n. 460 – Vila Margarida.

Sede da Seleta em Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Sede da Seleta em Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

Histórico – Os primeiros convênios entre as instituições e a Prefeitura de Campo Grande foram firmados há 20 anos e desde então, eles vêm sendo renovados em valores que giram em torno de R$ 6 milhões mensais. A investigação, que chegou à decisão atual, além de operações nas entidades, começou há cinco anos pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

A princípio, a revogação dos convênios era objeto de recomendações e TACs (Termos de Ajustamento de Conduta), nenhum deles cumprido em sua totalidade. Em abril de 2016, então, iniciaram as primeiras ações judiciais na tentativa de encerrar de vez os convênios.


Entre as ilegalidades apontadas pelo Ministério Público, estão funcionários fantasmas e salários diferentes pagos para pessoas que exerciam as mesmas funções ou cargos, além de desvio de função e transformação dos convênios em “agência de emprego”.


As entidades e prefeitura sempre negaram as irregularidades. A Omep, em sua última tentativa de anular o rompimento, que foi negada pela Justiça, argumentou que ao longo do tempo os convênios precisaram contratar mais funcionários, pois a demanda da cidade aumentou também.




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