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Campo Grande, Domingo, 20 de Janeiro de 2019

09/01/2019 11:21

Empresário de bitcoins nega nova plataforma e reclama de sensacionalismo

Vídeo divulgado na internet no fim de dezembro mostra o empresário convidando parceiros

Aline dos Santos
Com grande eventos e propagada, MinerWorld passou a ser investigada no ano passado. Com grande eventos e propagada, MinerWorld passou a ser investigada no ano passado.

O empresário Cícero Saad Cruz, presidente da MinerWorld, empresa investigada por pirâmide, afirmou que não está divulgando nova plataforma e que foi alvo de títulos sensacionalistas da imprensa.

Vídeo divulgado na internet no fim de dezembro mostra o empresário convidando parceiros para uma nova ferramenta voltada ao uso de moedas virtuais, a “m360.exchange”.

“Conseguimos viabilizar um sistema e um plano de pagamento para cada um de vocês que estão com as contas abertas. Nós não esquecemos da MCash, estou trabalhando há meses, gerando um sistema para que você possa tirar sua MCash da Miner360 e colocar na m360.exchange. Com isso, você poderá utilizar a moeda”, diz.

No último domingo (dia 6), a defesa do empresário informou à Justiça que não há operação de afiliação de novas pessoas ao modelo de negócio da MinerWorld e nem a criação de uma nova empresa.

Conforme o empresário, a plataforma m360.exchange pertence à MinerWorld e trata-se da exchange (corretora) criada e lançada no início do ano de 2018, anteriormente ao processo judicial.

Segundo ele, o vídeo foi para informar os clientes de que a empresa busca parceiros comerciais que aceitem receber parte do pagamento de produtos e serviços em Mcash.

Ontem, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor informou, por meio da assessoria de imprensa do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que avaliará o vídeo e, só depois, decidirá se a plataforma também será alvo de investigação.

Suspeita - A operação Lucro Fácil foi realizada em 17 de abril de 2018 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Os mandados foram cumpridos nas sedes das empresas MinerWorld, Bit Ofertas e Bitpago, em Campo Grande e São Paulo, além das residências dos respectivos sócios.

A suspeita de pirâmide foi denunciada à CVM (Câmara de Valores Imobiliários), que acionou o MP/MS. A Câmara de Valores Mobiliários concluiu que a MinerWorld aparenta dispor proposta fraudulenta com características de pirâmide financeira.

A MinerWorld negou irregularidades e afirmou ter sido vítima de uma fraude que rendeu prejuízo, em abril , na ordem de R$ 23,8 milhões.

Veja o vídeo



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