A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 21 de Janeiro de 2018

25/05/2012 10:28

Escolas especiais podem fechar as portas como novo Plano de Educação

Aline dos Santos

Proposta quer incluir todos os alunos numa mesma rede de ensino

Na escola especial, máximo é de dez alunos por sala. (Foto: Minamar Júnior)Na escola especial, máximo é de dez alunos por sala. (Foto: Minamar Júnior)

O futuro das escolas especiais está em jogo no próximo dia 29 na Câmara Federal. Caso a comissão do PNE (Plano Nacional de Educação) não inclua um destaque que permita repasse de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), entidades como Pestalozzi e Apae correm o risco de fechar as portas.

O Plano de Educação quer incluir todos os alunos numa mesma rede de ensino. Mas, Maria Aparecida Simões, testemunha que a vida real está bem distante do princípio de isonomia previsto em lei.

Mãe de Gilberto, aluno da Pestalozzi de Campo Grande, ela conta que já tentou que o filho de 38 anos frequentasse uma escola da rede tradicional de ensino. “Ficavam debochando, falando que tinha menina apaixonada por ele. Eles se apaixonam, sentem como as outras pessoas”, relata Maria, que tem outros sete filhos.

Depois de sete anos na Pestalozzi, Gilberto ficou mais comunicativo e galgou alguns degraus no caminho da independência. A família mora em Indubrasil e ele pega, sozinho, três ônibus para estudar. A mãe confessa que a decisão foi difícil e esquadrinhou, no decorrer dos dias, o caminho prevendo os perigos.

Na Pestalozzi, que atende pessoas com deficiência mental e distúrbio neuromotor, Gilberto faz parte de um grupo de 253 alunos. O local é reconhecido como escola especial, com autorização do Conselho Estadual de Educação.

Desta forma, recebe dinheiro do Fundeb que, aliado aos recursos captados com doações, banca o funcionamento. “Esse dinheiro é fundamental, é essencial. Sem ele, fecha as portas”, alerta a diretora Romilda Paracampos de Almeida.

Maria Aparecida conta que Gilberto sofria com deboche de outros alunos. (Foto: Minamar Júnior)Maria Aparecida conta que Gilberto sofria com deboche de outros alunos. (Foto: Minamar Júnior)

Precipitado - A grade curricular oferece os anos iniciais, que podem ter alunos adolescentes como com mais de 30 anos. Ou seja, não há, como na escola comum, prazo para o aprendizado. “Quando o aluno conclui a alfabetização, aprende a ler e escrever, a Pestalozzi encaminha para a escola comum”, explica a diretora.

Contudo, ela enfatiza que a rede de ensino não tem estrutura física nem recursos humanos para atender os portadores de necessidades especiais.

Os alunos encaminhados pela própria instituição, às vezes, desistem de estudar por dividir sala de aulas com crianças, bem abaixo da faixa etária em que concluem a alfabetização. Uma das soluções era matricular o aluno na EJA (Educação de Jovens e Adultos), mas o funcionamento apenas no período noturno dificulta o acesso.

Na escola especial, o máximo é de dez alunos por sala. Na rede comum, a lei determina o máximo de 20 pessoas por sala de aula quando se tem aluno especial. “Dessa forma, cada sala vai precisar de mais três professores. Isso vai ser possível em todas as escolas públicas?”, questiona Romilda.

Na Pestalozzi, os alunos têm acesso a programa de formação para o trabalho, programa educacional de apoio curricular, oficinas de dança e arte circense.

Representante da federação nacional das Apaes, Fabiana de Oliveira, afirma que só estudam na instituição os alunos que são incapazes de ser inclusas no ensino comum. “A inclusão é um direito, mas as dificuldades são inúmeras e diversas”, afirma.



Sou formada em Letras, funcionária da Secretaria de Estado da Educação do Estado do Paraná há 20 anos e tenho um filho especial de 26 anos. A escola não está preparada, os professores não tem preparo, o governo não dá suporte, os alunos não aceitam!!! Nossos filhos apenas sofrerão!!! País de governo corrupto cobrar impostos e o pouco que se dá para nossos filhos especiais e querem tirar!!!!
 
Sandra Mara Gogosz em 27/05/2012 12:03:25
Só se for p/ torturar os especial e sua família. Onde já se viu isto? Vai discriminar, não se enturmam nada. Totalmente errado acabar com escolas especiais. É pura tortura. As pessoas tem que conviver onde se sente bem e seguro! Principalmente os especiais! Falta de humanidade acabar com essas escolas!
 
Celia Abrate em 27/05/2012 09:21:26
É simplesmente um absurdo o fim das escolas especiais. Como professora considero que a inclusão não é simplesmente colocar os alunos especiais em escolas normais.. falta políticas públicas assertivas, faltam profissionais capacitados, falta um espaço físico adequado, falta um atendimento individualizado, falta, falta,falta... isso é inclusão? Sou a favor das escolas especiais! Isso é um absurdo!
 
ELIANE MARIA em 27/05/2012 09:05:15
A inclusão escolar de Alunos com Deficiência não terá nenhuma repercução objetivamente construtiva (para alguma maior e melhor participação destes, na vida ativa da Comunidade), se esta continuar à ser concretizada: à partir de concepções, inconscientes mas equivocadamente fundadas em percepções apenas mecânicas-comportamentais, que anseiam apenas materialmente tal processo de “introdução física na Vida Sócio-Comunitária”!
Por outro lado, no entanto: A apenas politicamente “formal disposição(?)” da Sociedade em aceitar (superficialmente) o conviver com as Especificidades Funcionais de cada Brasileiro com Deficiências”, ainda não serve para lhe respaldar o “Luxo Evolutivo(?)” de cassar: o solitáriamente pioneiro e histórico Atendimento Escolar, que as Entidades Civís de “Reabilitação” e de Educação Especial (que, por um longo tempo, sempre foram as únicas a atender as demandas educativas de Brasileiros com Deficiências) continuem à ofertar a aqueles “Deficientes” - com comprometimentos funcionais de média ou severa limitação - os “Serviços Educacionais” adequados às especificas possibilidade de Desenvolvimento Humano de cada um deles! Cujas as competências e as necessárias “condições Técnicas e Humanas” estão bem distantes, das “práticas massificadoras” da Escola comum - com classes destinadas a atender em redor de 40 à 80 Alunos, comumente!!! Fato este, que é apenas um - entre alguns outros igualmente significativos: que me lavam a apoiar a Manifestação abaixo, e a enviar a apreciação de cada um de vocês.

João Carlos Andrade.
joceaandrade@terra.com.br
Portador de Paralisia Cerebral e Militante pela Cidadania das Pessoas com Deficiências (há 33 anos em MS).
Assessor “Experiencial” (Voluntário) - na Associação Pestalozzi de Campo Grande-MS.
 
João Carlos Andrade em 27/05/2012 04:46:49
As escolas não estão preparadas para receber alunos especiais, e os alunos especiais necessitam de escolas especiais!!!! Tanto imposto para que??? Sou intérprete de Libras, o CEADA também corre este risco, como a criança surda irá aprender sua língua??? Escola comum???
Pelo amor de Deus!!!! Isto não pode acontecer!!!
 
Carlos Netto em 26/05/2012 12:50:10
Enquanto no Brasil os governantes afirmam que educação é Despesa e não Investimento ,vamos continuar perdendo no mundo atual para outros países bem menor que o Brasil , mas que investiram na educação como modelo podemos citar a Coréia do Sul , Enquanto isso no Brasil muita grana de impostos e conversa fiada e mentiras , Chega o ponto do cidadão ter vergonha de ser brasileiro .
 
Paulo Pereira em 26/05/2012 12:32:53
Isto é um ato de violência e tortura contra família e o aluno especial , em nome de uma filosofia educacional e social que todos conhecemos , só fica em palavras Inclusão Social ....etc....e tal e outros , Em todo o Brasil , todos os dias nós somos informados pelos diferentes canais de comunicação da precariedade das escolas em todos os sentidos , a dita escola não atende as necessidades básicas
 
Paulo Pereira em 26/05/2012 12:19:36
totalmente contra o fim das escolas especiais... tenho um filho com sindrome de down a inclusao pode ser feita sim porem de outras maneiras pq as escolas regulares nao estao capacitadas a cuidar de nossos filhos de forma adequada...
 
adriana da silva selles em 26/05/2012 11:06:22
Concordo com os leitores quando dizem que não dá para “incluir” alunos especiais em salas de alunos ditos normais. Em uma sala composta por mais de 20 alunos fica difícil fazer um bom Atendimento Educacional Especializado, pior ainda atender a alunos portadores de necessidades especiais. Penso que quando nossos representantes se reunirem para discutir ideias como esta, primeiramente vivam a realidade, trabalhem ou pelo menos acompanhem de perto a rotina das instituições de ensino, mas é para acompanhar todo o trabalho, não ir apenas uma hora por dia preencher relatórios. Digo isso porque não acredito que essa ideia tenha surgido da cabeça de Pedagogos, Professores ou de pessoas que conheçam a rotina na Educação.
 
Ivanilde Careta em 26/05/2012 10:32:38
Cara Jackellynne Simões,
O problema de nós professores não é o aluno em nossa sala de aula, mas sim como eles são inseridos “jogados" e quem está em sala de aula tem que se virar. A escola não está preparada para receber. Você verá quando assumir uma sala de aula com mais de 30 alunos, entre eles, alguns especiais. A Faculdade nos ensina muita utopia, o ensino comum e outra realidade.
 
Angela Silva em 26/05/2012 09:54:42
Isso é RIDÍCULO! Eu tenho um irmão que é portador de sindrome de down, e minha mãe é professora, então tenho argumentos pra falar. Acho correto que os portadores de necessidades tenham contato com pessoas normais, isso ajuda no desenvolvimento.. mas dai a colocar eles em escolas comuns? as escolas são uma bagunça! Isso sem contar que os professores NÃO SÃO CAPACITADOS!
 
Bianca Martins em 26/05/2012 08:26:04
Eu sou a favor sim da inclusão de portadores de necessidades especiais numa rede de ensino unificada, porém com recursos e capacitação desses profissionais envolvidos, é lamentável ver depoimentos de professores recusando o convívio com esses alunos ao invés de se prontificar em se especializar juntamente com a idéia proposta. Ainda bem que serei uma profissional da educação com grade capacitada!
 
Jackellynne Simões em 26/05/2012 04:11:43
sou um avô, que tambem faz na PESTALOZZI o papel de pai, porisso a minha expectativa com um sabor de revolta, a pensar que, nós temos que ficar em uma verdadeira expectativa para quem aqueles senhores, que ocupam as cadeiras no parlamento federal, tenham a sensibilidade ou até um pequeno conhecimento, do que é ser uma criatura ,com nescessidades especiais."NÓS EXISTIMOS, DE VERDADE".
 
firmino da silva pinheiro em 25/05/2012 12:43:55
Acho que os governantes, que criam e poem em vigor essas leis, deveriam conviver numa escola dessas pra ver a realidade dos frequentadores.... querer proporcionar a inclusão pode até ser uma atitude louvavel, mas na prática não funciona. Há o problema do preconceito e a própria capacidade de cada um. Prestem muita atenção, pessoas podem ser prejudicadas.
 
Angélica Tonelo em 25/05/2012 12:40:29
Só vão ser acumuladoos em salas comuns ..pra fazer de conta que são "icluidos"
 
ANDRE NEVES em 25/05/2012 09:30:26
GENTE, FALA SÉRIO. MAIS UMA VEZ VAI SOBRAR PARA QUEM?? PARA O SEU FILHO QUE ESTUDA E PARA O PROFESSOR.
LECIONO MATEMÁTICA EM ESCOLA PÚBLICA E POSSO AFIRMAR COM PROPRIEDADE DE QUEM VIVE DIARIAMENTE O PROBLEMA.
O ENSINO NO BRASIL É UMA VERDADEIRA PORCARIA, E O QUE É PIOR: A TENDÊNCIA É QUE PIORE. A GRADE DE ENSINO FOI ELABORADA PARA EMBURRECER O ALUNO. E AGORA ESSA JOGAM-NOS ESSA NOTÍCIA.
CONTINUA..
 
Marco Antonio G. da Cunha em 25/05/2012 07:10:16
escrevo com um nó na garganta de indignação, Tenho um irmão na pestalozzi e sei o quanto a escola é importante para ele. Ele ama a escola, os professores os amigos, porque é o mundo deles. Mas querem forçarem uma inclusão que jamais será possivel, primeiro tem que começar a melhorar e capacitar uma escola para eles, porque não são eles que tem que se adaptar a escola.
 
Marcos Aurelio da Silva em 25/05/2012 07:00:40
E a dona Dilma(PRESIDENTA) se preocupando em valorizar as mulheres ao aprovar lei que muda o dicionario e nos obrigar a chamar a mulher formada em direito em "bacharela". Porque a digníssima não determinou à Petrobrás que não houvesse os 15% de aumento nos combustíveis, e os servidores púlicos do Estado somente ganharam 6% de reajuste(o brasileiro é tratado como palhaço pelos políticos. Fala sério
 
daniel brandão em 25/05/2012 05:16:39
Mais uma vez! E assim lanço a minha pergunta aos nossos DEPUTADOS isso é justo?
Aos nossos SENADORES; os senhores acham justo?
Como ja dizia o nosso querido BETINHO" desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade. LIBERDADE MEU POVO...LIBERDADE DE ESCOLHA!!!!!!
 
ALECSSANDRA SAYD em 25/05/2012 05:16:00
O GOVERNO FEDERAL QUE FAZER ECONOMIA, GENTE! AFINAL PESSOAS ESPECIAIS NÃO GERAM DINHEIRO PARA NOSSOS GOVERNANTES DIVIDIREM, PORTANTO NÃO HÁ A MENOR PREOCUPAÇÃO EM JOGAR NOSSOS FILHOS EM ESCOLAS ONDE SOFRERÃO BULLYING E TRARÃO MAIS ANGÚSTIAS PARA A FAMÍLIA. A DEMOCRACIA BRASILEIRA ESTÁ TIRANDO DA FAMÍLIA O DIREITO DE ESCOLHER A ESCOLA ONDE OS FILHOS VÃO ESTUDAR!! QUE DEMOCRACIA É ESSA?
 
MARCIA SILVA em 25/05/2012 04:31:47
SERÁ QUE ESSA DITA INCLUSÃO, REALMENTE INCLUI? NÃO SERIA UM DESCASO DAS AUTORIDADES. ACREDITO QUE INSERIR O PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL NUMA ESCOLA COMUM, É DE MUITA IRRESPONSABILIDADE, POIS ESSES SERES PRECISAM DE CUIDADOS ESPECIAIS, ALÉM DO QUE AS ESCOLAS COMUNS ESTÃO LONGE DE ESTAR PREPARADAS TANTO ESTRUTURAL COMO PROFISSIONAL, E TAMBÉM VAI SOBRECARREGAR OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO COMUM
 
maria lina em 25/05/2012 04:25:54
A lei que determina 20 alunos por sala na rede comum não é cumprida e não adianta falar "nessa lei",pois as salas são lotadas e ninguém faz nada.Sou professora,na minha sala tem 2 alunos com laudo; e são 32 alunos no total.Que adianta a lei se não é cumprida?
 
nadia marceles em 25/05/2012 04:21:56
Na Pestalozi ficam 10 alunos por sala, na escola onde eu trabalho ficam 30 alunos por sala no primeiro ano, nos demais anos chegamos a 38, uma criança especial é colocada lá no meio e vire-se professor e aluno, como já foi dito isso não é inclusão é massacrar os alunos de necessidades especiais.
 
Anna Guimaraes em 25/05/2012 04:04:53
EU SOU IRMÃ DE UM PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS, ELE NÃO TEM CONDIÇÃO NENHUMA DE SER INCLUSO NO ENSINO NORMAL.
AS PESSOAS QUE QUEREM MUDAR ESSA LEI TEM QUE CONHECER CADA ALUNO, CADA CASO POIS NÃO É FÁCIL CUIDAR DELES, É O DIA TODO TENDO QUE FICAR OLHANDO.
PENSA NESSAS MÃES COMO A MINHA QUE CUIDA DO MEU IRMÃO A 31 ANOS SEM ESPERANÇA DE MELHORA, ISSO É PRA VIDA TODA. PENSE !!!!
 
Elizandra Vidica em 25/05/2012 03:41:11
Simplesmente os alunos ditos especiais vão ficar na escola dita normal como diz o ditado: Navegando sobre a Maré. As escolas normais não possuem condições suficientes de atender esses alunos especiais.
 
Keli Vieira dos santos em 25/05/2012 03:23:05
isso não pode acontecer pois onde que nossos alunos vao ficar?
 
sullivan miranda de brito em 25/05/2012 02:57:00
Inclusão ou Exclusão?
 
Eudalia Gonçalves Vieira em 25/05/2012 02:38:38
Concordo plenamente com a inclusão, mas penso que inclusão não é isso. Pelo contrário, incluir alunos com necessidades especiais em uma sala dita normal, está é sim excluindo essas pessoas. Uma professora não tem condições de dar a assistência que esses alunos realmente precisam para que possam ser alfabetizados e serem inseridos na sociedade. Fica aqui meu protesto.
 
Soraya Almeida em 25/05/2012 01:23:15
Antes de ser fazer ou mudar a lei, é necessário um estudo de campo. Essa comissão tem que visitar as entidades filantrópicas que atendem aos deficientes e conhecer a realidade da vida dessas pessoas e a necessidade de cada escola. A vida dos alunos não é brinquedo. O trabalho das entidades tem que ser reconhecido. Visitem as escolas especiais antes de qualquer coisa, conversem com as famílias.
 
Lucimar Goedert em 25/05/2012 01:23:08
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions