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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

24/09/2009 18:58

Família pede ajuda para criança que tem alergia a lactose

Redação

A família de Isabela Vitória Marques Ortiz, de um ano, pede ajuda para que a menina mantenha uma dieta alimentar especial. Com alergia a lactose, a criança precisa tomar leite com fórmula especial, cuja lata custa R$ 103,00 e dura apenas um dia.

Depois de meses recorrendo ao posto de saúde Coronel Antonino, de dezenas de remédios contra virose, a menina começou a ter convulsões e só então os médicos resolveram investigar a fundo o motivo da febre alta. "Minha casa é cheia de remédios contra vômito e diarréia. Mas me tratavam como avó louca", conta a avó que prefere não ser identificada porque é servidora estadual.

Depois de pedir na Casa de Saúde e ter resposta negativa do Estado, a avó tentou ajuda do Município, que também não repassa o leite.

Até à defensoria Pública ela foi, mas já na recepção foi informada que "esse tipo de ação demora 120 dias, desanimei", diz a avó.

"O estado manda para o município e o município volta para o estado. Onde procuramos eles ficam passando, mas ninguém ajuda", desabafa a mãe da menina, Gleiciane Marques Robaine, de 23 anos.

Segundo ela, não bastasse a angústia pelos problemas de saúde da filha, que é alérgica também ao glúten, é difícil arcar com os custos do leite, feito à base de peptídeos para facilitar a absorção pelo organismo.

"Se não fossem meus pais me ajudarem não sei como seria", revela. Gleiciane conta que terá que abandonar o emprego de operadora de caixa para se dedicar exclusivamente à filha, que precisa de cuidados específicos.

Mas ela se preocupa porque do trabalho vem o dinheiro para sustentar a criança, já que o pai ajuda com apenas R$ 200,00 ao mês.

"Eu fico desesperada porque não tenho de onde tirar o dinheiro, e penso no que ela vai comer amanhã", afirma a mãe.

Dia-a-dia - Gleiciane conta que privar a criança de alimentos derivados do leite não é fácil. "Nessa semana tive que sair correndo do mercado", lembra. Isso porque Isabela viu outra criança com um doce na mão, e quis comer um pedaço.

A mãe diz aos prantos que uma das partes mais difíceis no tratamento é fazer com que Isabela entenda que não pode ingerir coisas que para os colegas fazem parte da dieta básica. "Ela é criança, não entende que não pode comer", ressalta.

Raro - A alergia de Isabela foi detectada apenas há cerca de 30 dias, o que, segundo a família, agravou seu estado de saúde. Isso porque todas as vezes que ela tomava leite ou comia algum alimento com glúten, provocada uma lesão no intestino.

Desde os três meses de idade ela vomita após algumas refeições. A família conta que levava a menina ao médico quando isso acontecia, mas sempre recebia o diagnóstico de que se tratava de uma virose.

Entretanto, neste ano o estado de saúde da criança piorou. Após comer determinados alimentos ela sentia dores abdominais, tinha febre e convulsões, resultado da reação alérgica.

Na última das crises que teve, no dia 5 de setembro, Isabela teve que ser hospitalizada e ficou internada por 15 dias. Foi quando os médicos descobriram a alergia.

Além de não poder comer nenhum alimento derivado do leite nem que contenha glúten, há suspeita de que Isabela tenha também alergia a carboidratos, o que aumenta o desespero da família.

Mesmo após bateria de 40 exames, ela terá que ser submetida a um mais específico, para verificar a suspeita dos médicos. Segundo familiares, enquanto ela estava internada, as nutricionistas tiveram que suspender alimentos como arroz e feijão, porque estes também desencadeavam a reação alérgica.

Agora a criança está sob dieta líquida por tempo indeterminado, até que seu intestino se recupere das lesões. Por enquanto, sua alimentação é composta basicamente por seis mamadeiras do leite especial.

São permitidos ainda alimentos como fécula de trigo e de mandioca engrossados em uma espécie de sopa, e uma lista bastante restrita, que inclui itens como damasco e barra de cereal light, mas tudo na forma líquida.

Os interessados em fazer doações devem ligar para o telefone (67) 9276-5613.

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