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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

03/03/2011 16:39

Farmacêutico que vendeu remédio de animal recorre para não ir a júri

Paulo Fernandes

Medicamento pode ter provocado a morte de um jovem em 2009.

Julgamento foi interrompido por um pedido de vista; farmacêutico manipulou e vendeu o medicamento (foto: divulgação)Julgamento foi interrompido por um pedido de vista; farmacêutico manipulou e vendeu o medicamento (foto: divulgação)

A 1ª Turma Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça) está analisando o recurso do farmacêutico Delcy Lima de Oliveira, responsável por manipular e vender um medicamento de uso animal, que pode ter provocado a morte de Dario Dibo Nacer Lani, em 2009. Delcy não quer ser submetido a júri popular, formado por leigos.

O julgamento começou na segunda-feira, mas foi interrompido por um pedido de vista do desembargador João Carlos Brandes Garcia, que deve se manifestar na próxima sessão da Turma, no dia 14.

De uso animal, o medicamento Clembuterol é utilizado para efeito anabolizante em humanos. Ele foi manipulado e vendido por Delcy, que é dono de uma farmácia.

Dariu morreu após passar mal e ter um infarto. Ele disse ao médico plantonista que tinha tomado o medicamento.

O farmacêutico alega que houve cerceamento de defesa e pede a nulidade por falta de uma prova, um eletro, e por limitação de defesa, porque teve questionamentos a médicos indeferidos pelo juiz.

O relator do processo, Desembargador Dorival Moreira dos Santos, votou contra submeter o farmacêutico a júri popular.

Para ele houve nulidade por conta da limitação do trabalho da defesa, já que houve o indeferimento de perguntas a médicos sobre as circunstâncias e as causas da morte de Dario Dibo.

Dorival foi acompanhado pelo juiz convocado Francisco Gerardo de Souza.

Estaca zero - Prevalecendo o entendimento dos dois desembargadores, o júri popular será afastado e o processo voltará para a fase de inquérito das testemunhas de defesa.

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Não creio que o farmacêutico soubesse que o medicamento seria usado pelo jovem e, sim por um animal. Quando se manda manipular medicamento , é passada uma receita com o nome do animal,espécie, proprietário. Tanto o jovem sabia dos riscos que corria, que ao ser atendido ele falou da injestáo do medicamento.
 
Sandra Izidre,veterinária em 04/03/2011 06:50:30
muito bem se acha brecha nas leis e vai tocando ate.dar em nada isso e um absurdo q se faça a lei e justiça para esse caso q nao fique inpune esse tipo de crime cometido por esse cidadao q se diz farmaceutico e uma tamanha irresponsabilidade q agente assiste a cada dia nesse pais se mata alguem se vc tiver dinheiro as coisas sao melhor p/ se ter vantagem em qualquer situacao faça se justiça ja; e a familia deste jovem q se foi? como fica ?
 
walter machado em 03/03/2011 05:58:36
Todos nós lamentamos a morte do jovem... Mas qualquer pessoa que entra em uma academia sabe dos riscos de se tomar até AAS sem receita! A morte dele foi vergonhosa, de uma forma infantil. Delcy tem que ser punido, mas não servir de bodi espiatório ou consolo para a familia!
 
Joquim Navarro, pecuarista em 03/03/2011 05:47:53
Estranho como que certas pessoas que atuam irresponsavelmente tem medo das consequências de seus atos. Enquanto ganhava dinheiro agindo dessa forma estava tudo bem. Morre o paciente, procura-se uma infinidade de artimanhas para fugir da responsabilidade. Como são covardes! Será que o profissional não fazia idéia da gravidade de sua atuação? Talvez não mesmo. Afinal, ele medicou ser humano como se fosse animal mesmo. Pelo que sei o farmacêutico conhece a composição do medicamento. Na faculdade estudou inúmeras matérias: biologia, patologia, e por aí vai. Senhor farmacêutico, convenhamos, o senhor errou e deve arcar com as consequências. Se antes tivesse pensado no ser e não no ter (dinheiro), teria agido com ética.
 
jonas bilder em 03/03/2011 05:23:27
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