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Cidades

Fetems vai entrar na Justiça contra cidades que descumprem 1/3 da jornada

Paula Maciulevicius e Fabiano Arruda | 18/01/2012 20:23

Presidente da Fetems Roberto Botarelli, afirma que prepara ação para fevereiro. (Foto: João Garrigó)
Presidente da Fetems Roberto Botarelli, afirma que prepara ação para fevereiro. (Foto: João Garrigó)

Durante a reunião de hoje, com dirigentes da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Ensino Público de Mato Grosso do Sul) e a governadora em exercício Simone Tebet (PMDB), o presidente da entidade, Roberto Botarelli, disse que vai entrar na Justiça contra os 73 municípios do Estado que descumprem a jornada de um terço dedicada ao planejamento.

A Federação afirmou ainda que está preparação a ação para o próximo mês. Segundo o órgão apenas as cidades de Três Lagoas, Aquidauana, Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Brasilândia contam com um terço da jornada de trabalho para a preparação de aulas.

Na ocasião, a Fetems entregou a governadora em exercício uma carta lembrando que Três Lagoas, onde Simone já foi prefeita, é aplicado esse percentual de hora-planejamento.

O assunto, polêmica desde 2008- com a criação da lei do piso salarial dos professores, que inclui o percentual que deve ser dedicado ao planejamento, voltou à tona esta semana após liminar determinar o cumprimento da lei.

Na reunião de hoje, Simone Tebet disse que pessoalmente é sensível à reivindicação da entidade para que os professores tenham um terço da jornada dedicado ao planejamento, mas que o posicionamento que prevalece é o do governador André Puccinelli, contrário a isso. Mesmo assim, se comprometeu a conversar com Puccinelli sobre o assunto.

A reunião foi marcada após a concessão da liminar, e foi mantida mesmo depois de a decisão ter sido anulada. No processo, o Estado, ao recorrer da liminar, diz que seriam necessários 4 mil professores a mais na rede estadual de ensino para que os professores possam ter um terço da jornada livre para o planejamento de aulas, o que é rebatido pela Fetems, que defende a necessidade de 1,5 mil professores. A Federação vai recorrer para contra a decisão que anulou a liminar.

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