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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

10/02/2012 18:26

André defende internação compulsória para casos crônicos de dependência

Wendell Reis
Menina de 12 anos apresenta sintomas da dependência química(Foto:Marlon Ganassin)Menina de 12 anos apresenta sintomas da dependência química(Foto:Marlon Ganassin)

O governador André Puccinelli (PMDB) avalia que é preciso muito cuidado na hora de tratar um dependente químico. Experiente, Puccinelli afirma que é muito importante a presença da família no tratamento e defende internação compulsória apenas nos casos de reincidência.

“O camarada começou agora. Das primeiras vezes não deve ser internação compulsória. Por que isso mexe muito com o psiquismo da pessoa. Agora, foi internado uma vez, saiu, internado outra vez, e saiu. Em determinado momento a internação compulsória deve se tornar necessária. Então, a priori, não se deve ter internação compulsória. Mas, em determinado momento, tem que ter para os reincidentes”.

O governador explica que percebeu que a internação compulsória é eficaz ao auxiliar na recuperação de um dependente. “Tive o exemplo de uma pessoa que procurou tratar em uma fazenda de Rio Brilhante e não funcionou. Na compulsória ficou e recuperou.

Eu auxiliei a recuperação. Pelo conhecimento científico e, principalmente, experiência, vejo que no primeiro momento não precisa, mas pode ser necessário”. Em estados como o Rio de Janeiro e São Paulo a internação compulsória já é autorizada. O governador não falou sobre a possibilidade de autorizar a internação compulsória no Estado.

Nesta semana, o caso de uma menina de 12 anos levantou a questão. Ela furtou uma mercearia no bairro Lageado, em Campo Grande, para para comprar pasta-base de cocaína. Em entrevista ao Campo Grande News, o psiquiatra Marcos Estevão do Santos Moura, experiente no tratamento de dependentes, também ressaltou a importância da presença da família e defendeu a internação compulsória para evitar a perda do raciocínio e outros efeitos devastadores da droga.

“Aqui no Estado ainda não temos o tratamento compulsório, por isso é imprescindível o apoio familiar. Se não tiver alguém para conter o paciente em casa, o tratamento deve ser em uma clínica”, declarou.

Reincidente - A mãe da menina que furtou a mercearia afirma que a filha já foi internada duas vezes. A garota, que parou de estudar na quarta série, já apresenta o resultado da droga, como magreza, sonolência e raciocínio lento. Quando o Campo Grande News esteve na casa, a garota chegou a se esconder debaixo da cama.



o crack chega ao organizmo de 4 a 6 segundos, os efeitos terminam em torno de 5 a 7 minutos, depois que o humor rapidamente muda para depressão e o consumidor é compelido a repetir o processo de forma a recuperar o efeito, causando toda destruição. Questiono se existe interesse do governo quanto ao tratamento destes, pois onde se encontram os profissionais capacitados e as clinicas para amparar a demanda? INTERNAÇAO COMPULSORIA? INTERNAR ONDE??
 
JUliana S. Treuherz em 30/07/2012 05:25:55
oferece um minimo de trabalho com equipe multidisciplinar, sendo a unica instituiçao do estado do MS que trata a dependencia quimica como doença. Bem, concordo com a internação compulsória, pois é uma forma de cuidar, oferecer tratamento já que o sujeito tem o direito a saúde e se isso não for feito o sujeito vai morrer já que as drogas estão cada vez mais destruidoras, como o crack
 
Juliana S. Treuherz em 30/07/2012 05:22:16
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