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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

07/08/2013 14:52

Governo vai comprar terras para três aldeias e só Buriti custará R$ 150 mi

Lidiane Kober
Ministro vem ao Estado para oficializar compra de terras (Foto: Arquivo)Ministro vem ao Estado para oficializar compra de terras (Foto: Arquivo)

O Governo federal vai comprar terras de três áreas para colocar fim aos conflitos entre índios e produtores rurais em Mato Grosso do Sul. Em reunião com representantes dos índios e produtores, a União estimou em R$ 150 milhões a aquisição de 15 mil hectares de terras para ampliar a reserva Buriti e anunciou as duas próximas prioridades de indenização para devolução de áreas indígenas no Estado. Para oficializar os avanços, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, virá, na terça-feira (13), ao Estado.

Presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia classificou a reunião de hoje como “histórica”. Segundo ele, o Governo Federal propôs a indenização ou o arrendamento das terras. “Por unanimidade, foi aceita a proposta de indenização”, relatou.

Neste sentido, a União se comprometeu a emitir ao Governo do Estado títulos de dívida agrária para bancar as indenizações. Estimativas iniciais indicam que o preço do hectare bruto será negociado por R$ 6,6 mil, totalizando R$ 10 mil por hectare somando as benfeitorias. Na região do Buriti são 15 mil hectares, divididos em 31 propriedades, somando investimento de cerca de R$ 150 milhões.

Cauteloso, o presidente da Acrissul evitou confirmar o ponto de partida da negociação. “Esses números são estimativas médias, cada propriedade tem sua peculiaridade e fica difícil falar em valores”, ponderou. “E não será a Acrissul que discutirá isso, a negociação caberá às partes envolvidas”, emendou.

Ainda de acordo com Chico Maia, depois de resolver o impasse na região do Buriti, as forças se concentrarão, respectivamente, em Dourados e Antônio João para dar fim a conflitos nas regiões do Sombrerito e Cerro Mangaratu.

Representante do Conselho do Povo Terena, Lindomar Ferreira também participou da reunião com o ministro da Justiça, nesta quarta-feira, em Brasília. Mais desconfiado, ele evitou comemorar e adiou o festejo apenas para o momento que “tiver algo concreto”. “Já ouvimos várias promessas e até agora nada”, justificou.

Segundo ele, na reunião de hoje não se falou em preço das terras e ficou a promessa de anunciar números na visita do ministro ao Estado na próxima semana. “Ele se comprometeu a apresentar cronograma de compra das terras e das próximas aquisições, depois da região do Buriti”, contou.

Se Cardozo não apresentar proposta concreta, Lindomar disse que os indígenas vão realizar a demarcação. “Se não tiver nada na terça, nosso povo vai retomar as terras por conta própria”, adiantou.



Nao julguem os produtores, por estarem negociando suas terras. Eles nao tiveram alternativas, o que mais eles querem é continuar produzindo, o que sempre fizeram com eficiencia. Receber por elas nada mais justo, pois foram adquiridas de boa fé e sempre nelas trabalharam e pagaram os impostos ao Governo. Concordo co Sr. Valfrido no tocante a emancipaçao dos indios após a compra das terras e cobrar deles que suas terras sejam produtivas e chegA de regalias que os outros brasileiros nao tem.
 
JEAN CARLO LUZ em 08/08/2013 11:59:47
Enquanto isso a saúde vai de mal a pior, ao ler a matéria do Campo GrandeNews, onde o coordenador do Samu diz que até milionário estará fú...se ficar doente, me senti envergonhado, vivemos em País rico, mas o dinheiro que deveria ser aplicado na saúde, educação, etc, toma outro destino...
 
Wilson Ferreira em 08/08/2013 08:26:55
É lamentável que ainda tem gente que critica essas ações, pô o governo federal só esta tentando amenizar os problemas que os próprios governantes da qui do estado na época consideram títulos aos fazendeiros,acabar com morte de pessoas inocentes e depois tem estudo que comprova a legitimidade dessas terras, ou esse curso de Antropologia não e valido, essas terras não era nem pra ser pagas pois e da UNIÃO mais em fim... fazer o que se a ganancia supera...... parabéns ao indígenas da Terra Buriti e que trabalhe e mostre que vcs não são preguiçosos como comentam as más línguas por ai.
 
Laercio M. Pereira em 08/08/2013 08:06:07
Todo produtor rural está sujeito a desapropriação de suas terras para fins de reforma agrária se não for produtivo e muitos são invadidos pelo MST mesmo sendo produtivos.
Será que essa mesma função social da terra será exigida dos índios? Duvido. Essas terras eram produtivas, adquiridas legalmente há muitos anos e até décadas e agora seus donos são forçados a vende-las. Parece que serão indenizados, nada mais justo pois se o erro foi da União, então que conserte. O importante agora é no que se transformarão essas terras, se vão cumprir sua função social, serem produtivas com preservação ambiental. Como bem disse o José Carlos Araújo, que os índios tenham sucesso e se tornem independentes e altamente produtivos.
 
Paulo Lemos em 07/08/2013 23:07:47
R$ 10.000,00 o hectare? Devem ter jazidas de ouro ou petróleo neste local. Esta solução para o conflito contempla e muito os envolvidos. Proprietários rurais saindo milionários e índios ganhando status de latifundiários. Este nosso país não tem jeito mesmo!!!!!!!!
 
heraldo tomaz em 07/08/2013 18:31:47
E dai os produtores vão fazer oquê?
 
Olices Trelha em 07/08/2013 18:10:32
É o que vemos, temos uma nação guarani, uma nação terena, cada uma "a mano militari' IMPONDO A SUA JUSTIÇA. Fala-se em lei terena, lei guarani e respectivas justiças. Os doutos membros do MPF que acham disso? Já pensaram sua propria responsabilidade sobre tais noções? Seriam eles guardiões da Constituição brasileira ou da nação terena?
 
Valfrido M. Chaves em 07/08/2013 16:27:37
Muito justa a compra de terras para atender a demanda dos indígenas e dos produtores. Mas creio que o Governo Federal e a FUNAI devem dar um passo adiante nessas negociações e discutir com os indígenas o fim das cestas básicas, pois um investimento dessa magnitude exige uma contrapartida. Além disso os indígenas tem que se conscientizar de que a terra é para produzir, atualmente não existem condições para que se viva da caça e da pesca, qualquer pessoa civilizada sabe disso. Então tem que arregaçar as mangas e trabalhar, nós não podemos ficar a vida inteira tutelando os indígenas, ainda mais adquirindo uma quantia de terra dessa magnitude.
 
Jose Carlos Araujo em 07/08/2013 16:07:04
VAI TER TAMBÉM O BOLSA TERRA PARA OS ÍNDIOS OU BOLSA MAQUINÁRIOS COMO TRATOR ENXADA OU VAI CONTINUAR ASSIM COMEÇAM A FAZER MANIFESTAÇÃO MAIS TERRA E COMO FICA O PAIS,PAREM COM ISSO ENQUANTO É TEMPO TODOS SOMOS IGUAIS PERANTE A LEI E DEUS,QUEM TRABALHA TAMBÉM QUER DIREITOS E SÓ TEMOS O SUS QUE TODOS USAM E POUCOS CONTRIBUEM,OU ESQUECERAM DO BOLSA FAMÍLIA,VALE RENDA,AGORA BOLSA MÓVEIS DO MINHA CASA MINHA VIDA PORQUE ELES TEM MAIS DIREITO DO QUE EU POVO,OU ISSO É COMPRA DE VOTO CERTO PARA 2014 TENDO O POVO NA MÃO JUIZ CADE VCS JÁ ESTA UMA VERGONHA E O POVO TEM QUE VER ISSO NAS URNAS,DIGA NÃO A REELEIÇÃO.
 
Luiz Carlos Santos Messias em 07/08/2013 15:52:57
Cadê agora, Srs. proprietários rurais, a preocupação com a produção e com a economia? Se cada um levar o seu que se f@#% o agronegócio e o estado não é? Baita hipocrisia esse discurso da elite rural de MS, cada um só está preocupado con$igo.
 
Carlos Roberto em 07/08/2013 15:18:16
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