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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/01/2010 11:51

Hospital referência não tem vaga em UTI Neonatal

Redação

Referência em partos de alta complexidade, o HR (Hospital Regional) enfrenta um problema: a falta de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal. Partos têm sido remarcados e mães são obrigadas a esperar por várias horas o nascimento dos bebês.

A situação já foi observada há cerca de 20 dias, segundo revelou a funcionária pública Anadelja Artiga, 54 anos. Ela conta que a nora, Simara Artiga, 24 anos, estava em trabalho de parto e a bolsa se rompeu quando procurou o HR para o parto.

"Não tinha vaga. Ficamos aguardando por cerca de 40 horas", desabafa Anadelja. Ela afirma que o bebê ficou internado por cinco dias e recebeu medicações à base de antibióticos, assim como a mãe.

Hoje pela manhã, a criança voltou ao hospital para primeira consulta e a avó revelou que a nora teve depressão pós-parto.

Na sexta-feira (22/01), situação semelhante ocorreu e uma mulher ficou até ontem à espera da realização de uma cesariana. Ela chegou ao hospital com dilatação e teve de esperar uma vaga para o bebê.

O diretor técnico do hospital, Alexandre Frizzo, explica que o parto estava marcado para sábado, porém, chegaram dois bebês e ocuparam os leitos de UTI disponíveis. Ele alega que a mulher estava bem e, por este motivo, tinha condição de continuar a gestação até ontem, quando foi feito o parto.

O hospital tem 30 leitos para UTI Neonantal e CTI (Centro de Terapia Intensiva Pediátrico) Pediátrico e Unidade Intermediária, conforme Frizzo.

Para o diretor, a falha ocorre na Central de Regulação de Vagas, porque o HR é destinado a casos de alta complexidade e tem recebido outras pacientes.

Ele destaca que as maternidades Cândido Mariano e das Moreninhas deveriam fazer partos em gestantes de média e baixa complexidade. Segundo o diretor, a central deve determinar para onde vão as gestantes.

Ele afirma que no próximo mês devem ser concluídas as obras na UTI, onde haverá mais dez leitos neonatal.

Frizzo garante que, mesmo lotado, o hospital tem capacidade para receber outras gestantes. Ele assegura que adaptações podem ser feitas para atender tanto as mães quanto os bebês.

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