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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

11/06/2010 18:37

HU solicita relatório sobre jovem que perdeu movimento

Redação

A equipe que atendeu a estudante Rita Steffany de Oliveira, 19, para tratar de um procedimento de retirada de pedras nos rins e que possivelmente teve culpa na falha médica que a deixou sem movimentação e totalmente dependente da família deverá providenciar relatório de atendimento da paciente e entregá-lo com urgência à direção do HU (Hospital Universitário).

O relatório será analisado pela direção clínica do hospital, até porque foi a própria direção que fez o pedido à equipe responsável pelo atendimento da jovem, internada no local no fim de janeiro deste ano.

O médico que fez o atendimento da estudante ficou de pegar o prontuário da paciente na segunda-feira (14) e providenciar o relatório. Depois de tanto tempo, o hospital justifica que a demora na entrega do documento é atribuída à prescrição que não era necessária.

Apesar de todo o problema resultante da cirurgia de Rita, o hospital considera que seguiu todas as normas necessárias no processo cirúrgico. Existe resolução interna do estabelecimento que diz que "o próprio paciente pode requerer por meio de procuração ou poder específico o prontuário", mas no caso da estudante é impossível.

Somente após interferência do MPF (Ministério Público Federal), o HU entregou o prontuário médico de Rita, que hoje está sem falar e andar depois da cirurgia simples.

O prontuário foi repassado à Inacélia de Oliveira, mãe da jovem, após um mês de espera e muita insistência. A família esperava pelo documento, que possibilitaria o encaminhamento de Rita à rede de hospitais de reabilitação Sara Kubitschek.

O documento possui 3 volumes e 700 páginas não numeradas. Contém a prescrição médica, detalhes da cirurgia, o dia a dia da internação e até a relação de materiais comprados. As páginas referentes ao procedimento cirúrgico não apresentam acusam problemas durante o ato.

No dia seguinte à cirurgia (27 de janeiro), apenas uma justificativa, que apontava risco de pneumotórax, acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a cavidade torácica que pode causar dificuldades de respiração, mas que é facilmente contornável. Foi neste dia, durante a recuperação, que Rita começou a apresentar problemas.

Atualmente Rita se alimenta apenas por sonda, não anda, não fala e movimenta apenas a cabeça. Ainda não é possível saber se as sequelas de Rita serão permanentes. A primeira consulta com um neurologista, no próprio HU, foi marcada apenas para o dia 28 de junho. A família não possui plano de saúde.

O hospital chamou Rita para que o procedimento de retirada das pedras fosse refeito, mas Inacélia se negou a continuar o tratamento. "Ela chegou andando e falando antes da cirurgia e saiu assim, dependente. Não quero colocar minha filha em risco de novo", disse a mãe, que só chora longe da menina.

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