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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

02/09/2013 16:58

Índios prometem "resposta à altura" contra projeto favorável aos ruralistas

Lidiane Kober

Cansado de reuniões sem resultados concretos, o Conselho do Povo Terena promete dar “resposta à altura” se o Congresso Nacional instalar, na quarta-feira (4), Comissão Especial da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 215, que tira da Funai (Fundação Nacional do Índio) e dá aos parlamentares o poder de decisão na demarcação das terras indígenas.

“Enquanto o Governo Federal nos enrola marcando reunião de 15 em 15 dias, a bancada do agronegócio continua articulando proposições no Congresso Nacional para tirar os nossos direitos, tais como PEC 215 e PLP 227”, disse o povo Terena, por meio de nota à imprensa. “Iremos dar uma resposta à altura, caso seja instalado a Comissão Especial da PEC 215”, acrescentou.

A decisão saiu de assembleia, realizada na sexta-feira (30), em Nioaque, na Aldeia Cabeceira. Questionado sobre o que seria a “resposta à altura”, o cacique da Aldeia Córrego do Meio, Antonio Aparecido, explicou que acordos selados serão revistos, mas frisou que a decisão do que exatamente será feito sairá após reunião do povo Terena, prevista para acontecer depois do dia 12, quando novo encontro entre indígenas, produtores rurais e governo será realizado.

Desde tragédia em Sidrolândia, onde um índio morreu e outro foi baleado, produtores rurais, indígenas, governo estadual e federal mantêm reuniões para dar fim à disputa por terras em Mato Grosso do Sul. Durante as negociações, foi firmado acordo pela suspensão das invasões de áreas.

“A nossa palavra estamos mantendo, mas os ruralistas não pararam com suas manobras anti-indígena”, comentou o cacique. “Nós, Povo Terena, não iremos recuar! Estamos atentos a todas as manobras do governo no sentido de nos desmobilizar”, reforçaram os indígenas por meio da carta à imprensa.

Ainda no documento, os indígenas criticam à falta de apoio do governo estadual. “Denunciamos a postura do Estado de Mato Grosso do Sul em não colaborar na resolução dos conflitos fundiários, sob argumento de ser de responsabilidade da União. O Estado de Mato Grosso do Sul tem responsabilidade sim, pois foi ele quem titulou as terras, entregando ao agronegócio para explorar nossos recursos naturais e favorecer as tradicionais famílias influentes deste Estado”, escreveram os índios.

Projetos - A tramitação da PEC 215 começou na Câmara dos Deputados e ganhou o aval da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O Projeto de Lei 227, por sua vez, consiste na criação de exceções ao direito de uso exclusivo dos indígenas das terras tradicionais, em caso de relevante interesse público da União. Dentre as tais exceções, figura a exploração dos territórios indígenas pela rede do agronegócio, empresas de mineração, além da construção de empreendimentos ligados aos interesses das esferas de governo.

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Quero cumprimentar todo o cidadão brasileiro que ama a democracia , pois o assunto que estamos comentando tem muito a haver com a democracia, ela começa respeitando os direitos , no nosso caso os direitos do ser humano em ser digno da vida .
a algum tempo atras quando da tragédia de Sidrolândia comentamos do fiasco que o governo federal e estadual haviam cometido, e que começaria uma brincadeira que o governo brasileiro aprendeu muito bem a fazer , empurrar com a barriga os problemas que o envolve como a parte errada da situação, a demarcação das terras indígenas é um atestado de incompetência que ele vai ter que assinar , pois vem de atitudes arbitrarias de um estado corrupto tanto o estadual como o federal
 
silas belo em 04/09/2013 11:55:34
A antiga UDR, plantou a semente latifundiária no congresso nacional e hoje os investimentos com os lucros obtidos como deputados são na compra de terras, fazendas. É incoerente e patético que esses deputados-fazendeiros tenham o poder de decisões sobre terras indígenas, quando já temos a FUNAI, com seus técnicos e servidores indigenistas com atuação desde 1910, sempre em defesa dos direitos indígenas. Só pra se ter uma ideia do fisiologismo politico, quando da retomada do Buriti,o deputado estadual Jerson, fechou a assembleia e 90% deles foram a Sidrolândia prestar apoio ao Bacha.A presidente Dilma quer legalizar o que é ilegal e passar a "bronca" pro congresso.
 
samuel gomes-sidrolandia em 03/09/2013 08:07:25
Lá vamos nós de novo!
 
Valter Castilho em 02/09/2013 23:15:35
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