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Interior

Adolescente com autismo morre afogado em piscina de casa

Menino de 13 anos sofreu convulsão enquanto brincava na água, aponta perícia

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 06/05/2026 21:20
Adolescente com autismo morre afogado em piscina de casa
Fachada da Depac Dourados, onde caso foi registrado (Foto: Arquivo/Adilson Domingos)

Adolescente de 13 anos morreu na tarde desta quarta-feira (6) depois de se afogar na piscina da casa onde morava, no Bairro Parque Alvorada, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. Testemunhas contaram à polícia que o menino brincava na água quando sofreu uma convulsão. O pai tentou socorrê-lo e fazer manobras de reanimação, mas o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) constatou a morte no local.

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Adolescente de 13 anos morreu afogado na piscina de sua residência no Bairro Parque Alvorada, em Dourados, nesta quarta-feira (6). Testemunhas relataram que o menino, que tinha autismo e histórico de convulsões, sofreu uma crise enquanto brincava na água. O pai tentou socorrê-lo, mas se feriu ao cair. O Samu constatou o óbito no local. A perícia não identificou sinais de violência e o caso foi registrado como morte por causa indeterminada.

Conforme o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Civil e da perícia foram até a residência, na Rua Eduardo Cerzosimo de Souza, por volta das 14h. A Polícia Militar já havia isolado a área quando os investigadores chegaram.

Vizinhas relataram que ouviram gritos e correram até o imóvel. Segundo os depoimentos, o pai encontrou o filho boiando na piscina e caiu ao tentar retirá-lo da água, o que causou ferimento na cabeça. Ainda conforme as testemunhas, o adolescente apresentava espuma na boca quando foi retirado da piscina.

O boletim informa que o menino era neurodivergente e tinha diagnóstico de autismo, deficiência intelectual e TOD (Transtorno Opositivo Desafiador). Moradores disseram que ele já havia sofrido episódios convulsivos anteriormente.

Durante a perícia, os técnicos verificaram que a piscina tinha cerca de 1,40 metro de profundidade até a borda e aproximadamente 1,20 metro de nível de água. Também encontraram marcas de sangue na área externa da casa e no corpo do adolescente.

De forma preliminar, a perícia não identificou sinais de violência. Os policiais apontaram que o sangue pode ter sido provocado pelo ferimento sofrido pelo pai durante a tentativa de resgate.

O caso foi registrado como morte por causa indeterminada e morte decorrente de fato atípico na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do município.