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Capital

Motorista que amputou perna de comerciante é preso 54 dias depois em SC

Reinaldo Henrique da Silva Pamplona era considerado foragido após atropelar Jamile e fugir sem prestar socorro

Por Gabi Cenciarelli | 06/05/2026 10:11
Motorista que amputou perna de comerciante é preso 54 dias depois em SC
Reinaldo Henrique da Silva Pamplona preso (Foto: Divulgação)

Reinaldo Henrique da Silva Pamplona, de 28 anos, suspeito de atropelar a comerciante Jamile Domingues, de 42 anos, e fugir sem prestar socorro, foi preso nesta terça-feira (5), em Timbó (SC), após investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O acidente aconteceu na madrugada de 14 de março, na Avenida Brilhante, em Campo Grande, e deixou a vítima com uma das pernas amputadas.

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Motorista suspeito de atropelar e arrancar perna de comerciante se apresenta à polícia em Campo Grande. Reinaldo Henrique da Silva Pamplona compareceu à 6ª Delegacia três dias após o incidente que deixou Jamile Domingues, de 42 anos, gravemente ferida na Rua Brilhante. O acidente ocorreu na madrugada de sábado, quando a vítima atravessava a rua com o marido. Testemunhas relatam possível disputa de racha entre dois veículos. A comerciante permanece internada em estado grave no CTI da Santa Casa, onde teve a perna esquerda amputada devido à violência do impacto.

Reinaldo é mecânico e dono de uma oficina localizada no Bairro Amambaí. Segundo a Polícia Civil, ele estava com mandado de prisão em aberto e era considerado foragido.

O caso ganhou grande repercussão desde o fim de semana, principalmente pela violência do impacto. Jamile teve a perna esquerda amputada e permaneceu por dias internada em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa.

Motorista que amputou perna de comerciante é preso 54 dias depois em SC
Parte da perna da vítima foi encontrada em frente a uma casa na Travessa Ômega (Foto: Direto das Ruas)

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a vítima atravessava a Avenida Brilhante quando foi atingida por um veículo em alta velocidade. A força da colisão foi tão intensa que parte da perna esquerda foi decepada e arremessada até a Travessa Ômega, a alguns metros do ponto do atropelamento, enquanto Jamile permaneceu caída na via.

O socorro foi realizado por equipe do Corpo de Bombeiros Militar, que encaminhou a comerciante para a Santa Casa antes mesmo da chegada das equipes policiais. Devido à gravidade dos ferimentos, ela precisou passar por cirurgia e teve a perna esquerda amputada.

Segundo o marido da vítima, o comerciante Dorival Ribeiro, de 47 anos, o casal havia acabado de fechar a conveniência da família, localizada no Jardim Tarumã, quando decidiu encontrar amigos em uma sobaria na Rua Brilhante, por volta da 1h.

Motorista que amputou perna de comerciante é preso 54 dias depois em SC
O casal Dorival Ribeiro e Jamile Ribeiro em foto na rede social (Foto: Arquivo Pessoal)

“Um casal de amigos estava lá e chamou a gente para comer um sobá. Parei o carro, peguei na mão dela e fomos atravessar. Não tinha movimento nenhum. Quando estávamos quase chegando na calçada, percebi o carro, mas ele já estava em cima da gente”, relatou.

Dorival contou que o impacto aconteceu quando os dois atravessavam a rua de mãos dadas. Jamile foi atingida diretamente e sofreu os ferimentos mais graves.

Após o atropelamento, o motorista não parou para prestar socorro e deixou o local. Testemunhas chegaram a relatar que dois veículos trafegavam em alta velocidade pela região e poderiam estar disputando racha momentos antes do acidente.

Uma mulher que passava pelo local contou ao marido da vítima que os carros já estariam correndo desde a região do Hotel Vale Verde, na Avenida Afonso Pena. “Ela disse que desde lá eles estavam tirando racha. Segundo ela, os dois passaram muito rápido e não tentaram frear”, afirmou Dorival.

Apesar dos relatos iniciais, a Polícia Civil informou nesta terça-feira que a hipótese de racha foi descartada durante a investigação. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da colisão por volta de 1h. Durante os trabalhos periciais, uma peça da carroceria do veículo foi encontrada na via, o que ajudou na identificação do automóvel utilizado no atropelamento.

O carro, um Citroën C3 preto, foi localizado na residência do suspeito e apreendido para perícia. Conforme o delegado Sam Ricardo Aranha Suzumura, titular da 6ª Delegacia de Polícia Civil, o veículo apresentava avarias compatíveis com o acidente, incluindo retrovisor danificado e o vidro do passageiro quebrado.

A investigação concluiu que Reinaldo conduzia o veículo no momento do atropelamento e trafegava em velocidade superior ao dobro do limite permitido para a via. Para a Polícia Civil, a alta velocidade, a fuga sem prestar socorro e a saída do Estado demonstram dolo eventual.

O caso foi enquadrado como tentativa de homicídio qualificado pelo emprego de meio que dificultou a defesa da vítima, além de fuga do local do acidente.

Após ser preso, Reinaldo passou por audiência de custódia em Santa Catarina e foi encaminhado ao Presídio de Jaraguá do Sul, onde aguarda autorização judicial para transferência a Campo Grande.