Em 100 dias, Rota da Celulose recupera 705 km e recolhe 21 toneladas de lixo
Empresa afirma ter concluído a fase inicial de intervenção no corredor que foi a leilão em maio do ano passado
Três meses após a publicação do contrato para execução da Rota da Celulose, a concessionária responsável pela via de escoamento afirma ter concluído a fase emergencial das rodovias sob sua gestão em Mato Grosso do Sul. Assim, começa a tomar forma o corredor considerado estratégico para o transporte da produção industrial e agropecuária do Estado, especialmente diante da expansão do setor do eucalipto.
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A concessionária Caminhos da Celulose afirma ter concluído a etapa emergencial da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul acima das metas previstas para os primeiros 100 dias, com 705 quilômetros de reparos no pavimento, quase cinco vezes mais que o previsto. Também foram recolhidas 21,2 toneladas de lixo, limpos 177 quilômetros de drenagem e implantados 5 mil tachas refletivas. O contrato, de 30 anos e valor superior a R$ 6 bilhões, abrange 870 quilômetros de rodovias.
A garantia do grupo Caminhos da Celulose, que venceu a concorrência em leilão de maio do ano passado, é que execução das obras de recuperação do trecho está acima da meta prevista para os primeiros 100 dias de operação.
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A primeira fase dos serviços inclui reparos no pavimento, limpeza das margens, drenagem, sinalização e instalação de defensas metálicas em trechos do corredor logístico formado pelas rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267.
Segundo balanço enviado ao Campo Grande News, foram executados 705 quilômetros de reparos emergenciais, número quase cinco vezes maior que os 150 quilômetros inicialmente previstos para a largada do contrato. As intervenções estão entre as primeiras mudanças visíveis para motoristas que trafegam pelas estradas concedidas.
Responsável pela fiscalização do contrato, a Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) afirma que já realizou três fiscalizações presenciais desde o início da concessão.
Diretor-presidente da agência, Carlos Alberto Assis afirma que as rodovias passaram a ter papel estratégico para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Estradas como a MS-040 eram apenas um trieiro e hoje atendem o escoamento da nossa produção. Dada a importância delas, nós não trabalhamos com meses, mas com mais de 30 anos de contrato. Nossas equipes já fizeram três fiscalizações in loco”, disse em entrevista ao Campo Grande News.
Assis também destacou os impactos imediatos das obras para quem utiliza os trechos diariamente.
“Todos os buracos já foram tapados, reparos na pista, roçagem nas margens... Isso significa mais tranquilidade, segurança para os motoristas, evita pneus furados e outros transtornos. É um ganho para a população, além da geração de emprego e renda que talvez o governo sozinho não conseguiria entregar”, afirmou.
Além dos reparos no asfalto, a concessionária informou ter recolhido 21,2 toneladas de lixo e entulho das margens das rodovias. Na área de drenagem, foram limpos 177 quilômetros de dispositivos para escoamento da água, serviço apontado como importante para reduzir acúmulo na pista e preservar o pavimento, principalmente durante períodos chuvosos.
Na segurança viária, o balanço aponta a implantação de 25,1 mil metros quadrados de sinalização horizontal, 495 metros quadrados de sinalização vertical, instalação de 5 mil tachas refletivas e 2,3 mil metros de defensas metálicas.
A empresa também informou a execução de roçada, poda e capina em mais de 2,1 milhões de metros quadrados ao longo das rodovias, medida que melhora a visibilidade nas margens e reduz riscos aos motoristas.
Diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno afirmou que os trabalhos avançaram acima do cronograma inicial previsto em contrato.
“Mais do que cumprir a etapa emergencial, mostramos que as obras estão avançando de forma consistente e acima do prazo contratual, traduzindo em resultados concretos o compromisso que assumimos de transformar as rodovias sob nossa gestão em Mato Grosso do Sul. Esse resultado nos dá a certeza de que começamos o trabalho no caminho certo”, declarou.
Publicada em fevereiro, a concessão da chamada Rota da Celulose terá duração de 30 anos e prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais em Mato Grosso do Sul.
O contrato supera R$ 6 bilhões em investimentos previstos, além de aproximadamente R$ 3 bilhões estimados em custos operacionais ao longo da vigência.
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