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Ainda sem biometria, 33 mil eleitores cancelados poderão votar em outubro

Prazo para inscrição e transferências terminou ontem e Dourados deve ter até cinco mil novos eleitores

Helio de Freitas, de Dourados | 05/05/2022 16:10
Eleitores fazem fila em cartório de Dourados perto do fim do prazo, ontem à tarde (Foto: Direto das Ruas)
Eleitores fazem fila em cartório de Dourados perto do fim do prazo, ontem à tarde (Foto: Direto das Ruas)

O prazo para regularizar o título, tirar o documento pela primeira vez e transferir o local de votação terminou ontem (4) em todo o país, mas 33 mil eleitores de Dourados (a 233 km de Campo Grande) que tiveram o documento cancelado em 2020 por falta de biometria poderão votar normalmente nas eleições deste ano.

Suspensa há dois anos por causa da pandemia de covid-19, a coleta de biometria só deve ser retomada em 2023. Por isso, mesmo quem teve o título cancelado em 2020 votou normalmente nas eleições municipais e poderá votar de novo neste ano, segundo decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Só nos últimos três dias do prazo, pelo menos 6 mil cadastros foram feitos presencialmente e pela internet e os dados ainda estão sendo processados pelo Cartório Eleitoral de Dourados.

Entretanto, já é possível avaliar que a grande maioria dos cancelados não procurou se regularizar. Os motivos são diversos, mas o principal deles é a certeza que poderão votar em outubro, mesmo com o título cancelado.

Israel Lins, chefe de Cartório da 18ª Zona Eleitoral de Dourados e responsável pela Central de Atendimento ao Eleitor da cidade, informou que nos últimos três dias do prazo, pelo menos 800 eleitores procuraram se regularizar. São pessoas que não fizeram a biometria ou que não votaram por três eleições consecutivas.

Essas pessoas regularizadas, mesmo sem a coleta de biometria, voltaram a ficar em dia com a Justiça Eleitoral e poderão participar de programas e serviços em que a condição de eleitor apto é exigida, como participar de concurso público, por exemplo.

“Eleitor apto não é só para o dia da eleição. O eleitor cancelado poderá votar da mesma forma que votou em 2020, mas tem outras implicações. A pessoa que precisa fazer faculdade tem que estar quites com a Justiça Eleitoral, assim como para participar de concurso público, tirar passaporte”, explicou Israel.

Antes dos cancelamentos adotados em 2020, Dourados tinha 164 mil eleitores aptos. Até o dia 30 de abril deste ano eram 137.861 aptos. Com novas inscrições, regularizações e transferências, esse número deve chegar a quase 143 mil, já que são esperados pelo até cinco mil novos eleitores neste ano.

“Ainda não temos os dados consolidados dos últimos 3 dias porque os atendimentos presenciais estão entrando no banco de dados do TSE e os feitos pela internet ainda estão sob análise. Estimamos que o eleitorado de Dourados vá aumentar em 4 mil a 5 mil novos eleitores, indo para 142 mil ou 143 mil aptos”, disse o chefe do cartório.

Somando os 33 mil eleitores com título cancelado, em tese o número de votantes em outubro poderia superar os 170 mil, mas geralmente a abstenção supera os 20%. Em 2020, 120 mil eleitores douradenses foram às urnas.

Segundo Israel Lins, a ausência da coleta de biometria e sistema mais robusto de recebimento de requerimentos pela internet permitiu o fechamento de cadastro bem mais tranquilo que dos anos anteriores.

Nos últimos dias de atendimento presencial, o Cartório Eleitoral recebeu pelo menos duas mil pessoas e 1.653 saíram com o documento novo. Foram 800 regularizações, 523 transferências para Dourados e 330 primeiros títulos. Pela internet, foram 4.150 requerimentos nos últimos dias. Os dados fechados serão divulgados até o final do mês.

Dourados quase bateu a meta de coletar biometria dos eleitores. Até a suspensão em 2020, o município chegou a 78% do eleitorado com biometria e a previsão era ultrapassar 80%, mas a coleta foi encerrada uma semana antes em razão da pandemia e 33 mil eleitores tiveram o título cancelado.

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