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Arquitetura

Água dita o desenho de novo condomínio perto do Parque dos Poderes

Projeto prevê drenagem sustentável, preservação de árvores e paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx

Por José Cândido | 31/08/2026 16:29
Água dita o desenho de novo condomínio perto do Parque dos Poderes
Água orientará caminhos, espaços de lazer e soluções de drenagem dentro do condomínio. (Foto divulgação)

A água, normalmente tratada como problema nas cidades durante os períodos de chuva intensa, será usada como ponto de partida no desenho de um novo condomínio fechado em Campo Grande. Previsto para uma área próxima ao Parque dos Poderes, o projeto terá espelhos d’água, reservatório de retenção, parque linear e sistemas destinados a controlar a vazão da chuva.

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Batizado de Artesano Campo Grande, novo condomínio fechado de alto padrão será construído próximo ao Parque dos Poderes, em Campo Grande. O projeto, resultado de parceria entre a Artesano Urbanismo e a Hartt Incorporadora, terá paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx, espelhos d'água, parque linear e sistemas de drenagem sustentável. A área comum contará com clube de 13 mil metros quadrados e praças.

Batizado de Artesano Campo Grande, o empreendimento marca a entrada da Artesano Urbanismo no mercado sul-mato-grossense, em parceria com a Hartt Incorporadora, empresa ligada ao Grupo EVO. A proposta é instalar na região um residencial de baixa densidade, voltado ao segmento de alto padrão.

No projeto, a água orienta os caminhos internos, as áreas de convivência e a ocupação do terreno. Segundo as empresas responsáveis, estão previstas drenagem urbana sustentável, captação de água da chuva nos lotes e maior presença de solos permeáveis, medidas que podem reduzir a sobrecarga da rede convencional durante os temporais.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx, fundado pelo artista e paisagista Roberto Burle Marx e atualmente conduzido pela terceira geração de profissionais. A proposta prevê o uso de espécies nativas e a integração da vegetação ao sistema hídrico do residencial, com referências à paisagem pantaneira.

A área comum terá um clube de 13 mil metros quadrados e aproximadamente 11 mil metros quadrados destinados a praças. O parque linear reunirá lago ornamental, reservatório de retenção com deck, pista de caminhada e circuito de corrida ao redor do condomínio.

Outro elemento anunciado é a utilização de madeira engenheirada em partes das construções. O material é produzido industrialmente pela união de lâminas ou partículas de madeira e apresenta maior estabilidade diante da umidade e das variações de temperatura.

Antes mesmo da construção do residencial, as empresas instalaram na Capital um espaço de apresentação do projeto. Segundo os responsáveis, nenhuma árvore existente no terreno foi retirada e duas delas foram incorporadas à arquitetura, formando um jardim interno.

A chegada do empreendimento também reforça o avanço dos projetos imobiliários de alto padrão no entorno do Parque dos Poderes, uma das regiões mais arborizadas e valorizadas de Campo Grande. Essa proximidade, porém, aumenta a importância do controle ambiental e da preservação das características naturais da área.